Home Geografia > Sensoriamento Remoto

Sensoriamento Remoto

O sensoriamento remoto é a técnica de obtenção de informações acerca de um objeto, área ou fenômeno lo­calizado na Terra, sem que haja contato físico com este.

Publicidade

As imagens dos satélites são convertidas em códigos numéricos e enviadas para computadores na Terra, que os transformam em imagens ou mapas. Essas imagens, analisadas ao longo de um período de tempo, permitem uma interpretação da evolução de uma área do ponto de vista humano ou natural.

Especialmente com as inovações tecnológicas que se iniciaram no decorrer do século passado, a coleta e o processamento de dados do espaço geográfico tornaram-se mais eficientes e precisos. Os equipamentos aerofotogramétricos, as imagens de radar e de satélites, os mapas digitais e os sistemas de posicionamento globais passaram a ser muito empregados nas atividades cartográficas.

A esse conjunto de técnicas realizadas a distância, dá-se o nome de sensoriamento remoto. Elas permitem a captação de imagens que são utilizadas para mapeamentos e planos de ação sobre a superfície terrestre.

Publicidade

Imagem de um mapa no celular propiciado pelo sensoriamento remoto.

O grande avanço nessa área se deu durante as grandes guerras mundiais em função dos interesses militares. No início, as fotografias aéreas eram as mais utilizadas com a finalidade de identificar pontos estratégicos. Os aviões, com equipamentos acoplados ao seu piso, sobrevoavam em velocidade constante uma área, fotografando-a com filmes especiais que, depois de revelados, permitiam a interpretação e a elaboração de mapas mais precisos do lugar.

Em 1957, a ex-URSS lançou um satélite artificial, o Sputnik, dando início a uma nova fase de conquista espacial. Os EUA, em 1972, puseram em órbita o satélite Landsat, que enviava para todo o mundo imagens da superfície terrestre. Hoje, além dos satélites americanos e russos, vários países mantêm satélites na órbita terrestre, como o francês Spot, o sino-brasileiro CBERS ou o ERS da agência europeia.

Por: Wilson Teixeira Moutinho