História

Economia Feudal

A economia feudal baseava-se na relação de servidão, pela qual um nobre (o senhor) concedia terras a camponeses (os servos), para que trabalhassem nelas mediante uma série de obrigações, como pagamento de impostos e fornecimento de serviços.

O feudalismo foi estabelecido principalmente porque os governantes locais, membros da aristocracia que possuíam terras, precisavam de homens para defender sua propriedade e combater os invasores. Assim, passaram a doar feudos a guerreiros nobres em troca de seus serviços. Os feudos incluíam a terra, as construções que nela existissem e os camponeses que lá morassem e trabalhassem.

Características da economia feudal

No período feudal houve um processo de ruralização da economia, ou seja, a vida no interior do feudo era caracterizada pela produção de subsistência.

O trabalho na economia feudal.
Trabalho camponês nos domínios feudais. Iluminura de As ricas horas do duque de Berry. Calendário: mês de março. Elaborado pelos irmãos Limbourg, 1410, Chateau de Chantilly, França.

A economia feudal, portanto, não estava voltada à produção de excedentes comercializáveis. O que mais estimulava a atividade produtiva era o atendimento das necessidades de subsistência da comunidade e, nesse sentido, a agricultura tinha papel de destaque.

A nobreza explorava a população campesina, forçada a produzir para si e para toda a sociedade. Dessa forma, o excedente destinava-se ao pagamento de tributos.

Quando havia comércio, acontecia uma espécie de escambo, uma troca de objetos por objetos (economia natural), pois havia um processo de desmonetarização da economia europeia devido aos constantes saques dos invasores bárbaros. Isso perdurou por séculos e expressou, em parte, o caráter autossuficiente da unidade feudal.

Deve-se levar em conta que produção envolve meio de produção e trabalho. No caso do modo de produção feudal, o meio é a terra e o trabalho são os braços de camponeses. Exatamente por terem o controle do meio de produção, os nobres exploravam a força de trabalho ao exigir pagamento de inúmeros tributos.

Os tributos

A tributação era o instrumento básico de drenagem de riquezas da economia feudal. Entre os tributos mais recorrentes e duradouros na história da Idade Média, estão:

  • Corveia: Trabalho executado pelos camponeses nas terras do senhor feudal (manso senhorial) por alguns dias da semana, normalmente três. Toda a produção do manso senhorial destinava-se ao senhor feudal, o que lhe garantia parte da riqueza produzida pelos camponeses.
  • Talha: pagamento pela proteção dada pelo senhor feudal aos camponeses. O tributo era pago com parte da produção nas terras dos camponeses (manso servil).
  • Banalidade: Pagamento pela utilização de equipamentos do senhor feudal (fornos, moinhos, etc…). Uma parte do que era produzido nesses equipamentos precisava ser entregue.
  • Mão-morta: imposto pago para ter direito a herança da terra, era pago pelo filho mais velho de um chefe de família quando este morria. O tributo, normalmente, era feito pela entrega de animais de criação.
  • Capitação: Pagamento geralmente realizado por habitantes de vila e cidades controladas pelo senhor feudal. A cobrança era feita por cabeça (per capita), ou seja, por pessoa, na forma de favores ao senhor feudal, como trabalhos de marcenaria por exemplo.
  • Formariage: imposto pago pelo servo para poder se casar com uma mulher de outro feudo.

Referências

  • DUBY, Georges. História artística da Europa: a Idade Média. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
  • ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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