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Guerra dos Trinta Anos

No início do século XVII, a família Habsburgo exercia um forte controle sobre o poder político e territorial na Europa. Esse excesso de poder dos Habsburgos, que incomodava, por exemplo, a França, somado a questões religiosas – católicos versus protestantes – acabou por desencadear uma série de conflitos armados que duraram trinta anos, ao final dos quais as forças políticas europeias estavam diferentes daquelas do início da guerra.

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A Guerra dos Trinta Anos teve início por conta de questões religiosas que dividiam o Sacro Império Romano-Germânico. De um lado, a Liga Católica, que apoiava e tinha o apoio do imperador, que pertencia à dinastia Habsburgo; do outro, a Liga Evangélica, formada por príncipes protestantes. Contudo, a questão religiosa iniciada no Sacro Império ganhou dimensões internacionais, envolvendo países como França, Espanha e Holanda, além de alguns países nórdicos como Dinamarca e Suécia.

Nos primeiros anos da guerra, o imperador do Sacro Império, auxiliado pela Liga Católica e pela Espanha, conseguiu derrotar os protestantes do seu território, além da Dinamarca. Temendo o fortalecimento dos Habsburgos, a França, mesmo católica, entrou oficialmente no conflito ao lado dos protestantes holandeses, mesma atitude tomada pelo rei da Suécia. Isso deu um novo rumo à guerra. Em resposta, a Espanha, também governada pelos Habsburgos, invadiu o sul do território francês. Contudo, os últimos anos da guerra foram de vitórias dos franceses e seus aliados.

Em 1648, os países envolvidos na guerra assinaram o Tratado de Vestfália, no qual a França saiu como grande vencedora do conflito. A Espanha teve de reconhecer a independência da Holanda, além de ceder territórios para o governo francês.

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Dessa forma, a Espanha perdeu a sua posição dominante sobre a Europa Ocidental e sobre as navegações no Atlântico, abrindo caminho para ocupações de outras nações europeias nas terras americanas. O Sacro Império saiu totalmente derrotado e arruinado dessa longa guerra de trinta anos de duração. A França iniciou um período de hegemonia na Europa, marcando o declínio dos Habsburgos. Os holandeses assumiram o comando de parte do comércio marítimo praticado via oceano Atlântico.

Bibliografia: 

ELLIOT. J. H. A Europa dividida: 1559-1598. Lisboa: Editorial Presença, s/d. p. 126.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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