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Til – José de Alencar

Til, romance de José de Alencar, foi publicado pela primeira vez em 1872.

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O título

Berta é apelidada de Til por Brás quando ela o ensinava as letras do alfabeto, assim, ele associa a delicadeza do acento gráfico til à Berta.

“Daí em diante aquele sinal, que para o idiota era o símbolo da graça, da gentileza e do prazer, tornou-se a imagem de Berta, e não se cansava Brás de o repetir, não por palavras, mas por acenos com os meneios mais extravagantes. Dias depois, chamando-a ele pelo nome, a menina respondeu-lhe: — Não me chamo mais Berta; meu nome agora é Til” (p. 148).

Til, de José de Alencar, é um romance regionalista (ou sertanejo), pois trata de temas como a cultura, o folclore e o linguajar de uma determinada região. O autor escreveu outras obras que também se encaixam nessa classificação: O gaúcho (1870); O tronco do ipê (1871); O sertanejo (1875).

Resumo do livro

Capa do livro Til.Til é narrado em 3ª pessoa, se passa na região de Campinas (interior paulista) e tem como protagonista a personagem Berta, que vive nas proximidades da fazendo junto com nhá Tudinha e o filho dela Miguel, que é apaixonado por Linda, mas fica dividido entre a beleza de Berta e Linda.

Berta foi criada por nhá Tudinha e protegida por Jão Fera após a mãe, Besita, ter sido estrangulada pelo marido, Ribeiro, depois dele descobrir que ela engravidara de Luís Galvão. Feito isso, Ribeiro passa anos em Portugal, mas volta com o nome falso de Barroso para se vingar de Luís Galvão (dono da fazenda das Palmas), e contrata um matador de aluguel, Jão Fera, que resolve não matar Luís Galvão a pedido de Berta; com isso, o Bugre fica devendo cinquenta mil réis para Barroso, pois havia recebido antecipadamente pelo serviço.

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Barroso decide matar Luís Galvão mesmo sem a ajuda de Jão Fera, assim provocando um incêndio no canavial da fazenda das Palmas, pois além de matar o fazendeiro, pretende casar-se com dona Ermelinda e tornar-se o senhor das Palmas. O plano é frustrado quando Jão Fera salva Luís Galvão das agressões de Gonçalo, capanga de Barroso, matando quem o agride. O Bugre o salvou, pois pretendia ele mesmo matar Luís Galvão para se vingar por ele ter abandonado Besita e Berta para se casar com d. Ermelinda; nisso tudo Barroso foge, Jão Fera se entrega e é preso.

Com a prisão de Jão Fera, Barroso (Ribeiro) resolve matar a filha de Besita e quando está prestes a executar seu plano, Bugre foge da cadeia e salva Berta, matando Barroso.

Luís Galvão conta à d. Ermelinda, sua esposa, que era pai de Berta. Sua filha o rejeita como pai e prefere Jão Fera, que sempre a protegeu desde a morte de sua mãe. Berta recusa seu lugar na família, e pede ao pai para que seu lugar possa ser ocupado por Miguel como futuro genro de Luís Galvão, assim, a família se muda para São Paulo. Berta, Til, fica com Jão Fera e seus protegidos.

“Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça. Era a flor da caridade, alma sóror” (p. 349-350).

Referências bibliográficas

  • ALENCAR, José de. Til, São Paulo: Melhoramentos, 5. ed. 1957.
  • _______________ Sonhos d’ouro. São Paulo: Saraiva, 1959.
  • Til, José de Alencar – Análise comentada. Sistema Ético de Ensino.

Por: Miriã Lira