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Gravidez na Adolescência

A adolescência é uma fase de muitas dúvidas e também de muitas descobertas na vida de qualquer pessoa. O corpo começa a apresentar mudanças, os hábitos infantis vão se perdendo e dando lugar às paqueras, às paixões e também aos riscos, como o de uma gravidez precoce e indesejada.

Do ponto de vista clínico, a gravidez durante a adolescência é um processo de risco, uma vez que, o corpo da adolescente não se formou por completo para manter uma gestação. Uma gravidez nessa fase traz consigo alguns sérios problemas, como, por exemplo, nascimento prematuro, eclampsia ou pré-eclâmpsia, desnutrição do bebê, complicações durante o trabalho de parto, infecção vaginal ou urinária, entre outros. Por isso, é muito importante que a adolescente faça o pré-natal.

Mas a gravidez na adolescência está longe de ser um problema clínico, apenas. A menina que passa pela experiência de uma gravidez precoce fica emocionalmente abalada, principalmente nos casos em que não existe apoio familiar, condições psicológicas e financeiras para criar o seu filho ou, ainda, quando o pai da criança não contribui de nenhuma forma para esse processo (o que é bastante frequente). Devido a essa fragilidade emocional causada pela gravidez, muitas adolescentes têm depressão pós-parto e até rejeitam o bebê após o nascimento.

Jovem grávidaUma gravidez precoce e sem planejamento pode trazer, ainda, diversos problemas do ponto de vista social. Devido ao preconceito envolvido, a adolescente grávida, muitas vezes, abre mão do convívio em sociedade, deixa de frequentar a escola, evita o contato com a família, o que desestrutura ainda mais a sua condição emocional.

Uma maneira segura de evitar a gravidez indesejada é conhecer os métodos contraceptivos e escolher aquele que melhor se adequa. São métodos contraceptivos:

  • Camisinha – é um protetor de látex que reveste o pênis durante a relação sexual, retendo o esperma ejaculado para que não tenha contato com a vagina. É o melhor método contraceptivo, pois, além de evitar a gravidez, também confere proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DST), como AIDS, sífilis, gonorreia e outras. A camisinha é distribuída gratuitamente nos postos de saúde do Brasil.
  • Pílula anticoncepcional – são pílulas compostas de hormônios sintéticos (estrógeno e progesterona), que devem ser ingeridas pelas mulheres todos os dias durante 21 dias por mês. É um dos métodos contraceptivos mais usados no mundo.
  • Dispositivo intrauterino (DIU) – é um dispositivo de metal e plástico que deve ser introduzido na vagina de modo a exercer o efeito anticonceptivo.
  • Diafragma – trata-se de um dispositivo de borracha colocado no fundo da vagina, de forma que o colo do útero se feche, evitando a entrada de espermatozoides.
  • Espermicida – substância líquida que causa da morte dos espermatozoides. O espermicida é aplicado na vagina antes da relação sexual e, de preferência, deve ser combinado com a camisinha.
  • Pílula do dia seguinte – é uma pílula de composição hormonal que deve ser utilizada somente em situações emergenciais ou acidentais (por exemplo, em caso de estupro ou rompimento da camisinha). Essa pílula impede a ovulação (se ainda não aconteceu) e evita que o embrião se implante na parede uterina. Precisa ser ingerida dentro de 72 horas, no máximo, após a relação sexual desprotegida, para que tenha efeito contraceptivo.
  • Coito interrompido – consiste em retirar o pênis da vagina antes que ocorra a ejaculação. Trata-se de um método pouco eficiente, pois, as secreções expelidas pelo pênis antes da ejaculação podem conter espermatozoides.
  • Tabelinha – método no qual a mulher se abstém de relações sexuais somente durante o seu período fértil. Também é um método pouco eficiente porque o período de ovulação da mulher pode variar muito.

Outro método muito utilizado é o aborto, que consiste em interromper a gravidez ao induzir a morte do feto. Estima-se que, no mundo, sejam realizados entre 45 e 55 milhões de abortos por ano, muitos deles feitos em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher. É grande o número de mulheres que morrem todos os anos em consequência de abortos realizados sem acompanhamento médico, principalmente em países onde sua prática é ilegal, como no Brasil.

É papel da família e da escola esclarecer as dúvidas dos adolescentes no que diz respeito à sexualidade, sem preconceitos, tabus ou estigmas. É necessário desconstruir mitos, expor situações reais, informar e orientar os adolescentes para que eles tenham consciência de suas escolhas e não caiam na “armadilha” de uma gravidez precoce.

Referências

http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez-na-adolescencia-2/

AMABIS, José Mariano, MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia volume 1. São Paulo: Moderna, 2004.

Por: Mayara Lopes Cardoso


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