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Os Contrastes Regionais do Brasil

O Brasil é um dos maiores países do mundo em extensão territorial, com aproximadamente 8.547.403 km2. Somente quatro países  são maiores que o Brasil: Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. Alguns estados brasileiros possuem um tamanho equivalente ao de vários países europeus reunidos. Essa é uma das razões que contribuem para explicar as grandes diferenças regionais do Brasil.

A distribuição da população e o tamanho da superfície são exemplos dos diversos contrastes existentes entre as regiões brasileiras. 

No aspecto físico ou natural, encontramos diversos tipos de clima, relevo, solo e vegetação. Existem também as diferenças criadas pelo homem e suas diversas formas de se relacionar com a natureza, modificando-a e produzindo variados ambientes.

No Brasil, predominam climas quentes e úmidos. Constituem exceções o sertão nordestino, onde há pouca umidade, e o Sul do país, onde as temperaturas são mais baixas no inverno.

A população brasileira é fruto da miscigenação (mistura) de várias etnias e grupos de imigrantes, sendo heterogênia, nos seus traços e feições.

Não existem no Brasil rivalidades entre os povos, como em outros países.

Contrastes naturais do Brasil

As diversidades regionais de um país das são decorrentes de sua formação histórica, Algumas diferenças têm origem na própria natureza, mas os grandes contrastes são de ordem humana (econômica, cultural e política) determinados pela história de cada país.

O fato de o Brasil ter sido colônia de Portugal, voltada exclusivamente para o enriquecimento da metrópole (Portugal), deixou marcas que até hoje podem ser observadas, como por exemplo a distribuição da população brasileira no espaço: as maiores concentrações demográficas ocorrem na porção oriental do país.

No período colonial, a população se concentrava no litoral, porque o litoral era o ponto de ligação com a metrópole (Portugal). Ainda hoje as regiões litorâneas são muito valorizadas, porque a economia brasileira continua dependente das grandes potências capitalistas

Uma economia do tipo colonial é voltada especialmente para a exportação de mercadorias baratas, produzidas por mão-de-obra mal remunerada. Os melhores produtos são destinados ao mercado externo. Isso leva a uma valorização dos portos e de suas áreas vizinhas.

O Nordeste brasileiro é a região onde mais se percebem os traços da colonização. Foi a primeira área de povoamento europeu e, durante cerca de três séculos, foi a principal região do Brasil Colônia.

O Nordeste foi colonizado com base na economia canavieira: a cana-de-açúcar era cultivada em grandes propriedades monocultoras e utilizava o trabalho escravo. Cultivavam também o algodão, com importância menor que a cana-de-açúcar. Até hoje os melhores solos são destinados aos canaviais.

Essa ocupação colonial deixou características marcantes no Nordeste: pouca vegetação original, que foi derrubada desde o século XVI, e a presença da etnia negra na população, resultante do uso da mão-de-obra escrava até o final do século XIX.

As regiões Nordeste e Norte ainda apresentam os piores indicadores socieconômicos do país, evidenciando um desenvolvimento territorial desigual no Brasil.

O Centro-Sul se desenvolveu economicamente depois do Nordeste. Sendo a área mais industrializada, a mão-de-obra escrava foi menos utilizada e aí se fixaram os maiores contingentes de imigrantes, com presença marcante de povos de etnia branca.

No século XIII, Portugal passa a ocupar a Amazônia, apesar de ser ainda um território espanhol. Nesse período, a principal atividade econômica era o extrativismo vegetal (Drogas do sertão) do qual os europeus tinham grande interesse nas especiarias amazônicas.

A construção de fortes e missões jesuídicas, ao longo do curso do rio Amazonas, serviu para o povoamento da região e assegurar a atividade econômica da Região.

A Amazônia é a área menos povoada do Brasil, embora nos últimos anos sua população venha crescendo bastante.

Hoje a Amazônia vem sendo intensamente ocupada e suas matas estão sendo destruídas.

Por: Renan Bardine

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