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Bósnia-Herzegovina

Bósnia-Herzegovina, república da península dos Balcãs. Limita-se ao norte e oeste com a Croácia e ao leste e sul com a Sérvia e Montenegro. Constituiu a antiga Iugoslávia. Declarou sua independência em 1992, iniciando uma guerra civil. Tem um território de 51.129 km2 controlado por diversas forças militares. Sua capital é Sarajevo.

TERRITÓRIO

Os alpes dináricos atravessam o norte do país. Grande parte do território se situa no Karst, um planalto constituído de calcário, de formação irregular. O principal rio é o Sava. Há grandes diferenças de temperatura entre o verão e o inverno.

POPULAÇÃO E FORMA DE GOVERNO

Antes da guerra, possuía 4.124.000 habitantes. Os muçulmanos sunitas são o maior grupo étnico (44% da população). Os sérvios eram, antes do conflito, 31% e os croatas, 17%. Os três grupos falam o sérvio-croata (ver Línguas iugoslavas). As principais religiões são o islamismo, o cristianismo ortodoxo e o catolicismo romano. Sarajevo (com 415.631 habitantes em 1991), Banja Luka (142.644 habitantes) e Zenica (145.577 habitantes) são as principais cidades. A constituição de 1974 sofreu uma revisão entre 1989 e 1991. O sistema político é multipartidarista e o corpo legislativo é bicameral. Depois dos acordos de Dayton (1995), convivem em território bósnio uma República Sérvia da Bósnia e uma Federação Croata-Muçulmana.

ECONOMIA

É uma das repúblicas mais pobres da antiga Iugoslávia. Em 1993, a economia encontrava-se paralisada e a maior parte da população subsistia graças à ajuda humanitária do exterior. A deterioração econômica se intensificou devido ao bloqueio econômico por parte da Sérvia e da Croácia. A moeda vigente é o Dinar da antiga Iugoslávia. Em 1991, o produto interno bruto era de 14 milhões de dólares, mas a taxa de crescimento real neste ano foi de -37%.

HISTÓRIA

O território atual da Bósnia-Herzegovina fazia parte de Ilíria. Após a queda do império romano, os vândalos e os eslavos conquistaram o território, governando-o até o século XII. A partir desta época, a Hungria dominou a região e converteu a Bósnia em um banato sob o controle de um ban (vice-rei), o qual estendeu a autoridade húngara sobre o principado de Hum. Stephan Tvtko ampliou as fronteiras e, em 1376, proclamou-se rei da Sérvia e da Bósnia. Após sua morte, um líder bósnio tomou a região de Hum, que passou a chamar-se Herzegovina.

Os dois territórios foram províncias do império otomano a partir de 1483 até finais do século XIX, embora tenha havido conflitos entre os grupos étnicos (croatas católicos, sérvios ortodoxos e muçulmanos). A monarquia austro-húngara anexou a Bósnia e a Herzegovina em 1908, transformando a região em um centro de agitação nacionalista. Em 1914 Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-húngaro, foi assassinado em Sarajevo, fato considerado o estopim da I Guerra Mundial. Em 1918, Bósnia e Herzegovina passaram a fazer parte do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, sob o regime monárquico do rei Alexandre. Em 1929, o reino passou a ser denominado Iugoslávia (“país dos eslavos do sul”).

Durante a II Guerra Mundial, as potências do Eixo invadiram e desmembraram a Iugoslávia. No final da guerra, Josip Broz (Tito) criou uma federação iugoslava que tinha a Bósnia-Herzegovina como uma das repúblicas constituintes. As tensões étnicas, contidas durante seu longo governo, continuaram e até se intensificaram a partir da morte de Tito, em 1980. Alija Izetbegovic foi nomeado presidente em 1990. Quando a Croácia e a Eslovênia proclamaram sua independência em 1991, vários sérvios, moradores de outras repúblicas, criaram as Regiões Autônomas Sérvias.

Esta atitude, contestada pelo governo bósnio, gerou conflitos armados que se agravaram quando a Macedônia declarou sua independência, em setembro de 1991. Em um plebiscito que ocorreu em fevereiro e março de 1992, aberto a todos os grupos étnicos (mas boicotado pela maioria dos sérvios), os eleitores decidiram se separar da antiga Iugoslávia, e Bósnia e Herzegovina declararam sua independência. Apesar do reconhecimento da independência pela ONU (Organização das Nações Unidas), o conflito se intensificou. Até maio de 1992, quando Sérvia e Montenegro se constituíram como República Federal da Iugoslávia (RFI), as forças sérvias haviam obtido o controle de mais de dois terços da Bósnia-Herzegovina.

O governo bósnio solicitou a intervenção da ONU, e a comunidade internacional teve conhecimento de muitas violações dos direitos humanos no país (ver Guerra da antiga Iugoslávia). Segundo os acordos de Dayton, que deram fim à guerra, duas entidades semi-autônomas passaram a coexistir no novo país: a Federação da Bósnia, composta por muçulmanos e croatas, e a República Sérvia da Bósnia (Srpska). Em 14 de setembro de 1996 se realizaram as primeiras eleições, supervisionadas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, das quais surgiu a presidência coletiva integrada pelo bósnio Alija Izetbegovic, o sérvio Moncilo Krajinisk e o croata Kresimir Zubak. Izetbegovic é, simultaneamente, presidente da Federação da Bósnia, enquanto a presidência da República Sérvia (Srpska) correspondeu a Biljiana Plavsic. Tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) permanecem no país para garantir o cumprimento dos acordos.

Autoria: Cola da Web


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