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Raças Humanas

O termo “raça” indica, de modo geral, grupos de pessoas que têm características físicas em comum: cor de pele, estatura, estatura craniana, etc..

Às vezes, a essas particularidades objetivas são associadas supostas características morais e psicológicas. Essa falsa premissa é utilizada para considerar algumas raças superiores e outras inferiores, justificando o domínio de uma raça sobre outra. É nisso que se apóia o racismo.

Todo homem carrega a forma inteira da humana condição, ou seja, raça não é mais do que a humana condição. Fora disso, como existem linhas morfológicas, permitem à antropologia física classificar os grandes grupos humanos com “europóide” (branca), “mongolóide” (amarela) e “negróide” (negra).

O que existe é a diversidade das linhas morfológicas da “raça humana” em função da adaptação territorial e a diversidade dos modos pelos quais cada grupo humano relaciona-se com o seu real, ou seja, a diversidade das culturas. A diferença dita étnica resulta de uma combinação de linhas morfológicas com singularidades lingüísticas e culturais.

Em várias partes do mundo existe ainda a segregação racial, isto é, uma parte da população vive de alguma forma separada dos demais. A intolerância para sinais de diversidade como cor da pele, religião, hábitos de vida e lugar de origem contínua a causar problemas para milhões de pessoas.


Capítulo I - O que são as Raças Humanas  

As diferentes raças humanas

As Características Raciais e o seu Estado

Devido as características corporais externas, os povos dos diversos países se diferenciam um dos outros.

A soma dessas características é que distingue um indivíduo de outro: cor da pele, cabelos, olhos, lábios, estatura, etc.. são alguns desses caracteres.

Cor da pele, depende da melanina, pigmento negro que ocorre na pele, cabelo, etc..

Os cabelos distinguem-se em três tipos; liso, ondulado e encarapinhado. A forma dos olhos, depende da prega da pálpebra. Os lábios possuem três partes: cutânea, intermediária e mucosa, mas existem quatro tipos de lábios: delgados, medianos, grossos e salientes. A estatura é uma característica importante, porque se relaciona com os grupos antropológicos territoriais em que se dividem a humanidade. A média geral masculina é de 165cm.

O estudo das características raciais é feito com o auxílio de processos e de instrumentos especiais: o antropômetro, instrumento para medir a estatura; o compasso de espessura, instrumento usado principalmente para medições da cabeça.

Os processos são empregados nas investigações feitas na esfera da Antropologia Étnica.

Os antropólogos ainda costumam colecionar amostras de cabelos e crânios. O estudo anatômico e antropométrico dos membros e órgãos do corpo, sobretudo do esqueleto e do crânio fornecem importantes dados antropológicos.

Assim surgiu a Craniologia, estudo baseado na análise do crânio humano.

As especialistas distinguem tipos antropológicos territoriais bem determinados, pois com uma análise racial podem compreender melhor a história da formação de um povo, adquirindo assim, uma importante fonte histórica.

Os grupos humanos possuem uma classificação proposta por N. Tcheboquessarov como:

  • afro-aceânica ou negróide;
  • euro-asiática ou europóide;
  • asiático-americana ou mongolóde.

V. Bunaque admite que o Homo Sapiens fóssil dos períodos Mesolíticos e Neolítico se dividia em quatro troncos raciais:

Tropical 

=> por um lado = negros africanos, pigmeus negritos, bosquimanos

=> por outro lado = melanésios, papuas, pigmeus negritos e os tasmanianos

Meridional

=> vedas, ainos, polinésios, maláios e australianos.

Ocidental

=> dezesseis tipos raciais de caráter europóide, inclusive o etíope

Oriental

=> dezesseis tipos agora mongolóides, entre os quais os uraleses e os índios americanos

A Raça Negróide

Suas características são: pele escura, cabelos e olhos escuros, cabelo crespo, sistema piloso do rosto e corpo pouco desenvolvido, largura da face pequena, nariz achatado e de abas largas, lábios grossos. O núcleo principal dessa raça, situa-se no continente africano, por isso, é chamado de “Continente Negro”. O ramo ocidental da grande raça equatorial, é constituído pela negróide ou africano.

As características dos negróides africanos:

  • cara pequena, um tanto quanto achatada;
  • testa alta e reta;
  • olhos grandes, cor castanha escura;
  • nariz chato;
  • lábios grossos;
  • estatura variada;
  • membros inferiores longos.

Dentro dessa raça encontramos tipos que possuem uma distinção dos negros sudaneses em relação as características: uns com a pele mais clara, outro nariz mais afilado, outros com lábios de grossura média, outros de baixa estatura. Os negros do alto Nilo, são os mais altos do mundo, porque possuem uma estatura de 180cm.

O ramo oriental da grande raça equatorial é constituída pela raça austrolóide, também chamada oceânica. Os das Ilhas Salomão assemelham-se tanto aos negros africanos que as antropólogos não distinguem uns dos outros .

As características da maioria dos australianos são:

  • pele pardo-escura;
  • cabelo preto ondulado;
  • sistema piloso corporal desenvolvido;
  • cara estreita e baixa;
  • olhos de cor castanho-escuro;
  • nariz grande;
  • lábios grossos;
  • cabeça alongada;
  • estatura superior à média e, mesmo, alta.

Os australianos não constituem um grupo racial isolado, apesar que na escala da evolução, alguns cientistas reacionários colocam os australianos muito baixo, e isso não tem lógica, uma vez que eles são uma raça moderna e desenvolvida quanto as outras mais.

A Raça Europóide

Essa raça é muito numerosa, constitui 50% da humanidade. O núcleo principal da raça, branca encontra-se no Velho Mundo: Europa, Ásia e no norte da África.

Características da raça europóide:

  • pele entre clara e quase chocolate, com uma coloração rosada nas faces;
  • cabelo mole, ondulado ou liso com várias colorações desde louro ao negro;
  •  testa reta;
  • face ortognata;
  • olhos horizontais, castanhos ou claros;
  • nariz afilado;
  • lábios delgados;
  • queixo mediano;
  • forma da cabeça muito variada: braquicéfalo, mesocéfalo e dolicocéfalo.

A raça europóide divide-se em duas raças: meridional ou indo-mediterrânea e a setentrional ou atlanto-báltica. A raça meridional é de pele, cabelos e olhos escuros, enquanto a raça setentrional a pele, cabelos e olhos são mais claros.

Os que representam a raça meridional ou indo-mediterrâneo são: indus, tadjiques, armênios, gregos, árabes, italianos e espanhóis, que se caracterizam por cabelo negro ondulado, olhos castanhos, nariz de dorso encurvado, rosto estreito e cabeça de forma dolicocéfala ou mesocéfala.

A raça setentrional ou atlanto-báltico são representadas pelos russos, bielo-russos, poloneses, noruegueses, alemães, ingleses e povos que vivem mais para o norte e suas características são: pele clara, cabelos loiros ou ruivos, olhos cinzentos ou azuis, nariz comprido e estatura elevada.

A Raça Mongolóide

A raça mongolóide compreende cerca de 40% da população terrestre e a metade são chineses.

Habitam na Ásia, nas regiões setentrionais, orientais, centrais e sul-orientais, e estende-se pela Oceania e Continente Americano.

Muitos de seu grupo formam parte da população das regiões asiáticas da URSS: iacutos, buriatos, tunguses, tchuquetches, tuvinos, altaios, ilacos, aleutas, esquimós asiáticos.

A característica dessa raça amarela são: pele clara ou bronzeada, cabelos duros, lisos e pretos, sistema piloso corporal pouco desenvolvido.

Os mongolóides setentrionais possuem as características: rosto grande, olhos castanhos, nariz de largura mediana. Lábios delgados, queixos mediano, e na maioria dos casos cabeça mesocéfala.

A raça mongolóide divide-se em três raças:

  • setentrional ou asiático-continental = também chamados de centro-asiáticos, são conhecidos os buriatos e os mongóis. São típicos por terem a cor da pele, cabelos e dos olhos mais clara, os cabelos menos duros, lábios delgado e rosto grande e chato.
  • meridional ou asiático-pacífico = são seus representantes os malaios, javaneses e habitantes das Ilhas de Sonda. Suas características são: pele bronzeada, rosto estreito e baixo, lábios grossos, nariz largo, cabelo às vezes, ondulado, estatura inferior à dos setentrionais e menor do que a dos chineses.
  • americano (índios) = suas características são: cabelo reto e rígido, cor negra, sistema piloso corporal pouco desenvolvido, pele com coloração amarelo-parda, olhos castanho-escuro e rosto largo.

Traços Comuns das Raças Humanas

As raças humanas assemelham-se muito uma das outras pelo aspecto físico. Cada uma delas se caracteriza por um conjunto de traços morfológicos e fisiológicos, que se modificam com a hereditariedade. Cada ser humano possui características individuais, a soma dessas características é que distingue um indivíduo do outro, ou raça da outra.

Na evolução da humanidade, o papel fundamental se atribui aos fatores sociais, além disso, as raças se misturam com muita facilidade, com isso se originou a evolução do homem.


Capítulo 2 - As Raças e a Origem do Homem

Os antepassados fósseis do homo sapiens

Certas antropólogos afirmam que o gênero humano provém de várias espécies de macacos, passando de homem antigo, em seguida, pelo tipo neandertalense até dar surgimento as diversas raças modernas.

Para analisarmos o problema das raízes das raças humanas, estudaremos as idades remotas da humanidade, passando pelo Homem de Cro-Magnon até chegar ao Homem de Neanderthal. Dessa maneira poderemos entender a origem da humanidade, como surgiu as raças humanas e a sua evolução.

Os Homens de Cro-Magnon, que sucederam os de Neanderthal, viveram durante as últimas épocas glaciais, principalmente na Europa.

Os Neandertalenses são os Antepassados do Homem Moderno

Os primeiros restos fósseis que podem ser atribuídos com relativa segurança à nossa espécie, Homo Sapiens, tem mais de 400.00 anos

Não eram seres iguais ao homens atuais, mas homens muito primitivos, pertencentes a subespécies já existentes. Entre estas, a mais célebre é o Homem de Neanderthal (Homo Sapiens Neanderthalensis). Descoberto na Europa, Ásia e África.

Suas características são: perfil do crânio mostra uma fronte baixa, arcadas supraciliares espessas e caixa craniana alongada, de tamanho variável e índice cefálico de 1.400 a 1.600 cm3.

A estatura era inferior à do homem dos nossos dias, medindo um metro e cinqüenta centímetros.

O Homem de Neanderthal descende do Homem Arcaico

Entre os antecessores do Homem de Neanderthal figuram o Homem de Heidelberg, Atlantropo, Telantropo, Sinantropo e o Pitecantropo.

Em função do seu aspecto corporal, alguns desses assemelham-se aos neandertalenses, e outros aos macacos.

Esses homens arcaicos constituem um elemento de mudanças entre o macaco e  o homem, apresentando traços típicos dos macacos. Tinham testa deprimido, calota craniana baixo e o maxilar inferior se queixo.

O mais antigo dos homens arcaicos é o Pitecantropo, descoberto em Java, depois vem o Sinantropo (China), aproxima-se deles o Homem de Heidelberg, este assemelha-se aos macacos antropomorfos.

Eram desconhecidos os instrumentos que fabricavam, mas instrumentos líticos foram encontrados em muitos países da Europa, África e Ásia.

O homem primitivo que habitava a zona pertencente aos Montes Atlas recebeu o nome de Atlantropo. O aspecto primitivo dos ossos do caráter extremamente tosco dos seus instrumentos de pedra, pertencentes à época chelense e aos princípios da seguinte, a achelense.

Em 1949, foram encontrados outros restos do homem arcaico, na caverna de Swartkrans.

A mandíbula é menor do que a do Heidelberg, o nome dado ao Homem de Swartkrans foi Telantropo do Cabo.

O Telantropo, Atlantropo e o Homem de Heidelberg pertencem à mais antiga fase da evolução da humanidade.

O primeiro crânio de Sinantropo foi descoberto pelo sábio chinês Pei Uen Chung, em 1929, na Caverna do Chucutiam, sudoeste de Pequim. O crânio possui traços que lembra o tipo neandertalense, devido as características cranianas do Sinantropo, não podemos dizer Sinantropo era mais primitivo do que o do homem atual.

A descoberta do Pitecantropo, marcou época no progresso das nossas idéias a respeito da evolução da humanidade. O primeiro crânio de Pitecantropo foi descoberto em 1891 pelo sábio holandês Eugen Dubois, em Java.

Dubois considerava o Pitecantropo como o elo de ligação entre o macaco e o homem.

Os Antropóides são os Antepassados do Homem Arcaico

Em 1924, na África do Sul, foi descoberto um crânio muito antigo chamado de austrolopiteco. As opiniões dos homens de ciência se dividiram quanto a respeito desse crânio, pois uns achavam que pertenciam a um jovem chimpanzé, outros a um pequeno gorila e outros aos macacos africanos.

Dart assinalou características que aproximavam o australopiteco do homem arcaico, como, por exemplo, testa deprimida, os dentes bem unidos, os caninos pouco desenvolvidos, seu índice cefálico oscilava entre 500 a 600 cm3.

Entre os macacos de Sivalik, o mais semelhante ao homem arcaico é o ramapiteco, devido a fragmentos de maxilar achados por G. E. Lewis, em 1934 e 1935.

Feitas no sudeste da Ásia, descobertas de restos fósseis de macacos superiores que são os: gigantopiteco e o megantropo.

Os molares de gigantopiteco foram descobertos pelo paleantólogo. G.von Koenigs Wald e o fragmento de maxilar e de dentes de um megantropo foram descobertos em 1941 em Sangiram, na Ilha de Java.

Em 1856, perto de Saint-Gaudens, na França, foram descobertas partes do maxilar de um macaco antropóide bastante grande, a que os homens de ciência deram o nome de driopiteco.

Em 1939, em Udabno, na Geórgia; acharam dentes de um novo macaco antropóide que deram o nome de udabnopiteco.

Em 1958 em Toscana, foi descoberto um esqueleto quase completo de um oreopiteco.

Em 1959, na África oriental, casal Leakey, descobriram um crânio incompleto de macaco antropóide e no mesmo lugar foram descobertos instrumentos de pedra, a quem atribuiu a fabricação desses instrumentos a esses macacos, a quem deram o nome de zinjantropo.

As Particularidades Raciais do Homem e o Tipo Estrutural do Antropóide

Na opinião de alguns cientistas, o chimpanzé recorda muito o driopiteco. O driopiteco é um macaco antropomorfo, que segundo Darwin, foi um dos antepassados do homem

Tanto o chimpanzé como o homem possuem características semelhantes:

CHIMPANZÉ

HOMEM

- testa deprimida;

- testa direita;

- protuberância óssea na região do nariz e das órbitas;

- grande desenvolvimento das partes externas do nariz devido as cartilagens;

- nariz pequeno, estreito, mole, de nariz baixo e esqueleto cartilaginoso pouco desenvolvido;

- mucosa exterior rosada;

- parte cutânea dos lábios muito desenvolvida;

- parte cutânea dos lábios dotada de uma abundante musculatura;

- não apresenta no lábio superior o sulco;

- apresenta sulco, que vai da entrada do nariz ao lábio;

- mandíbula carece de queixo;

- presença de um queixo;

- dentadura de 32 dentes;

- dentadura de 32 dentes;

- cérebro - 350 à 500 cm3.

- cérebro - 1200 à 1600 cm3.

O encéfalo do chimpanzé acusa um grande parentesco com o do homens. O s maiores cérebros costumam ser encontrados entre os buriatos.

A semelhança entre o homem e o macaco, não se concentra em um único povo, ao contrário, todos os povos em maior ou menor grau apresentam as marcas desse parentesco hereditário.

As Principais Características Estruturais do Homem: O Cérebro, a Mão e o Pé

Consideremos os órgão que desempenharam um papel importante na evolução do homem.

O cérebro, que ser desenvolveu por influência do trabalho e da linguagem, a mão que se transformou em órgão de trabalho e o pé, que se formou por influência da posição vertical do corpo.

Todas as raças humanas possuem o cérebro adaptado para o trabalho, desenvolvendo os lóbulos que governam a linguagem articulada do homem.

Segundo Pavlov, as palavras da linguagem articulada fazem parte do segundo sistema de sinais, próprio apenas do homem.

O setor do córtex que comanda os movimentos dos dedos do chimpanzé não agem inteiramente independente uns dos outros e com tanta precisão como no homem.

A mão e o cérebro evoluíram debaixo do poderoso estímulo do trabalho social.

Os pés do chimpanzé tem funções importantes como auxiliar a locomoção, para marcha em terra, etc.. além de assemelhar-se à sua mão.

No que se refere ao cérebro, a mão e o pé, cujo o processo é a evolução do corpo humano, as diversas raças humanas apresentam-se evoluídas.


Capítulo 3 - A Origem das Raças Humanas

As Raças Humanas como Resultado da Evolução Histórica

A evolução das raças humanas teve influência do meio ambiente, porque sabiam fixar-se e transformá-lo em trabalho social. Características raciais tiveram uma importância na adaptação, mas isso desapareceu devido aos fatores sociais e enfraquecimento lento da seleção natural.

A migração para áreas em que permaneciam isolados, faziam com os contatos sociais crescessem entre os grupos raciais, surgindo assim novos tipos raciais. As condições desfavoráveis do clima e as barreiras naturais, tornavam-se talvez obstáculos para a propagação do homem sobre a Terra, mas eram suporáveis, mas características como trabalho, roupas, instrumentos, armas, fogo, transportes se opunham aos fatores naturais.

Quando falamos da história da formação de uma raça, falamos de um processo  de aparecimento e evolução numa determinada área e numa influência de condições sociais e naturais que atuam e orientam as transformações que sofre essa raça.

As características do processo e da formação das raças entre os homínidas são:

  • migração, isolamento, multiplicação, mistura de tipos antropológicos, mudança no processo de alimentação e seleção natural.

O Isolamento Geográfico e Social

O isolamento geográfico se constituía  um fator de grande importância no Paleolítico Inferior, devido a variação dos tipos antropológicos.

O isolamento geográfico acompanha um isolamento social devido o choque de interesses materiais dos grupos vizinhos, ausência de uma língua comum e existência de conflitos.

O organismo animal para assegurar a conservação da espécie, adapta-se ao seu habitat, enquanto o homem depende cada vez menos das condições naturais para sobreviver.

A Seleção Natural

Muitos autores possuem opiniões diversas sobre a seleção natural, ainda que, a seleção natural exerceu uma influência na evolução do homem arcaico e na formação dos grupos raciais.

A humanidade, no início da sua história, se encontrava nas fases primitivas do progresso social e sua cultura era bastante rudimentar, nessas condições as raças humanas eram influenciadas pela seleção natural, mesmo sabendo que a seleção não era um fator principal e sim secundário da evolução.

A seleção natural deixou de ser um favor na evolução da humanidade, a partir das peculiaridades raciais que começaram a permanecer em conjunto de características que só eram adaptativas.

As Mesclas (Mestiçagem)

Encontravam-se na América, África, Ásia e na Austrália. Os descendentes dos mestiços são e tem filhos normais. Há casos de mestiçagem que são conhecidos: europeus e negros e chineses, europeus e japoneses, europeus e índios americanos, europeus e australianos, etc..

Na América do Sul, é comum a mestiçagem tripla, isto é, europeus, negros e índios.

O isolamento e a seleção natural em épocas remotas desempenharam um importante papel na formação das raças humanas, depois o seu cargo foi ocupado pelo processo de mestiçagem.

A Formação das Grandes Raças  

Dois grupamentos raciais tinham começado a aparecer em certas regiões do continente asiático e em certas regiões próximas da África e Europa. No ramo do Sudoeste, deu começo à raça negróide e a europóide. O grupo uralês da Sibéria ocidental e do Nordeste da Europa une a grande raça mongolóide à europóide.

Antropólogos soviéticos possuem várias idéias no que diz respeito ao aparecimento das raças principais:

  • existiram vários centros de formação das raças atuais;
  • descobriram novos agrupamentos a favor do monocentrismo;
  • existência de numerosos traços de caráter não adaptativo nos representantes das raças modernas, menos nos neandertalenses.

A Raça Europóide

A grande raça europóide tem por origem um território que se estende no sudoeste da Ásia, no Sul da Europa e no Norte da África.

Antes de estudarmos as migrações dos protoeuropóides as regiões do Sudoeste e do Este, precisamos estudar a evolução dos europóides e esclarecermos suas relações com outras raças.

Veremos as relações entre a raça europóide e negróide que começaram a se diferenciar uns dos outros em relação aos caracteres raciais.

No litoral dos Mediterrâneo, no Nordeste da África e no Sul da Índia vivem numerosos grupos de tipos europóides-negróides, ou vice-versa, que não apresentam características acentuadas nem de europeus, nem de negros.

No Sul da Ásia, inclusive a Índia e o Ceilão, encontramos tipos antropológicos de características negróides-europóides. A grande raça europóide passou por um processo de diferenciação interna, devido as condições naturais de vida,  como o clima, e a diversos fatores sociais como, aumento da população, migrações, e mestiçagens de tribos e povos.

Entre as raças europóides hoje existentes, a primeira a ser formar foi a mediterrânea, que se ligava a área inicial de habitação do homem de tipo moderno.

A raça europóide setentrional ou báltica, apresenta características sociais menos pronunciadas do que a meridional.

A Raça Negróide

Essa raça se divide em negróide ou africano, australóide ou oceânico. As diferenças sociais entre os negróides e os australóides se referem ao sistema piloso, a forma da testa e ao nariz.

A semelhança dos caracteres raciais entre os africanos e oceânicos testemunha o parentesco e a comunidade de origem que existem entre eles.

São apresentados argumentos a favor de uma evolução independente da dos australóides:

  • solução de continuidade existente entre os territórios habitados pelos negróides de um lado e pelos australóides do outro.
  • atribuir uma antigüidade exagerada aos restos de homens fósseis de tipo negróide encontrados no continente africano.

Em 1927, no deserto do Saara, foi encontrado um esqueleto de um negróide; em 1939, na África oriental foi encontrado o crânio de um negróide, pelas suas particularidades raciais não puderam ser considerados como testemunho de uma fase da evolução dos negros africanos.

Os pigmeus consiste no fato de fazerem parte da raça equatorial; costumamos chamar os pigmeus Africanos de negrilos e os da Oceania de negritos.

Os pigmeus não devem ser considerados como uma sobrevivência da primeira ou segunda etapa da evolução do homem, mas sim que na humanidade moderna, o aparecimento de uma estatua anã é um fenômeno secundário, particular e local que só se apresenta numa das grandes raças humanas.

Características dos Negrilos

  • estatura média, não passa de 150 cm;
  • cabeça grande de largura mediana;
  • rosto chato;
  • olhos escuros;
  • lábios grossos, às vezes delgados;
  • nariz achatado.

Os negritos da Nova Guiné se dividem em dois grupos:

  • assemelham-se aos melanésios;
  • assemelham-se aos papuas.

Em função da sua estatura, os negróides ocidentais que mais se assemelham aos pigmeus são os bosquimanos, pertencentes à raça negróide africana.

Grupo dos ainos também pertence à raça australóide, e novas particularidades raciais que apresentam são resultantes dos cruzamentos com mongolóides do Sudeste e do Este do Ásia.

A Raça Mongolóide

A pátria original dos mongolóides tenha sido a parte oriental do continente asiático, onde mantinham contatos com os europóides e os negróides-australóides, tanto no interior do continente como na parte meridional.

As características dos mongolóides se formaram por influência das condições de vida das estepes e dos desertos em que habitavam, como uma adaptação às condições naturais do país.

Para podermos afirmar que foi a raça mongolóide (setentrional, continental, meridional ou do Pacífico) que deu origem a raça americana, precisamos conhecer suas características antropológicas.

A maior parte dos índios tem cabelos negros, olhos castanhos, cara grande, testa reta, nariz saliente, lábios de grossura mediana.

Ao considerarmos o problema da influência do meio-ambiente sobre o desenvolvimento das características sociais nos mongolóides, somos tentados a fazer uma comparação entre os índios das zonas tropicais e subtropicais de um lado, e os das zonas temperadas do Norte de do Sul do outro.

Capítulo 4 - As Raças e o Racismo

A Essência do Racismo

A afirmação e a defesa da tese da desigualdade biológica das raças humanas constitui a essência do racismo. Os racistas consideram o raça branca como superior e as outras raças como a negra e a amarela como inferiores.

Os racistas confundem os conceitos de raça e nação, no entanto, a raça é um conceito biológico enquanto nação é sociológico.

O nível cultural não depende das características sociais, mas é determinada pelos fatores econômicos e sociais.

O pensamento racista não em nenhuma base científica, apresentando erros grosseiros de lógica e de informação. Assim, confunde raça com nação, povo, cultura ou grupo lingüístico, atribuindo a fatores sociais, e portanto hereditários, comportamentos que nada têm a ver com raça, mas que são condicionados pela cultura, pelo meio social e pelas condições econômicas.

Raça e Linguagem

Muitos lingüistas tem procurado com perseverança o antepassado comum das diversas línguas européias. De fato, certas línguas da Índia e o persa possuem certos traços com os idiomas europeus, por isso é que se denominou indo-europeu todo um grupo dessas línguas.

As línguas indo-européias de raízes com as línguas da população nativa da Índia e do Irã foram denominados árias. As línguas árias são próprias do Sul da Europa.

Os negros da África falam suas línguas maternas, os da América do Norte, inglês, os América do Sul, o espanhol ou português, enfim, veremos que vários grupos da mesma raça, quando fazem parte de povos e nações diferentes, falam línguas diferentes.

Raças e Mentalidade

Qualquer povo em condições sociais favoráveis, pode criar uma cultura e uma civilização inovadora. A mentalidade do homem, seu caráter e sua conduta são determinados pela influência decisivo do meio social.

O naturalista sueco, Lineu, classificou as raças (asiática, africana, européia) com base em características físicas, e entre elas colocou a raça branca acima de todas as outras. Darwin, ressalta a semelhança das formas e dos meios de fabricação de pontas de pedra para as armas, pois atribui essa semelhança a uma capacidade de invenção de talentos intelectuais das diversas raças.

Micluco-Maclai, viveu anos entre os papuas e afirmou que são inteligentes, possuem dons para esculpirem com arte, figuras que representam os seus antepassados.

Igualdade das Raças e das Nações na URSS

Antes, as minorias étnicas que existiam na Rússia não possuíam direitos e privilégios, porque não pertenciam à nação.

A Revolução Socialista de 1917, deu aos povos da Rússia a possibilidade de seguirem o caminho do progresso econômico, social e cultural de um Estado multinacional.

No lugar das antigas nações burguesas, formaram-se nações novas, socialistas. É o caso da Revolução Socialista de 1917, na Rússia, onde a população colocou um prática as idéias socialistas.

A Rússia foi o primeiro país a se tornar socialista e passou a ser chamar União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Muitos grupos raciais, fizeram progressos em torno de seu desenvolvimento tanto político, econômico como cultural. Vejamos os Udmurtos, antes quase todos eram analfabetos, havia muita miséria e doenças, mas com o surgimento do Governo Soviético, o ensino é ministrado na língua nacional, sua capital (Ijévsqui) é um importante centro industrial e cultural. Outro exemplo é o progresso dos cariacos que se dividem em dois grupos:

  • Nômades (criadores de renas);
  • Sedentários (pescadores, caçadores e coletores).

Os sedentários dedicam-se agora a horticultura e à criação de gado, enquanto os nômades passaram a adotar um modo de vida sedentária, porque a criação de renas passou a ser feita com auxílio de especialistas.

A construção do comunismo nos aspectos da vida significa uma nova etapa no desenvolvimento das relações nacionais dentro da União.

Etnia

Sabemos que os portugueses descobriram e colonizaram nosso país. Aqui, eles entraram em contato com os índios, que eram os primitivos habitantes do território.

Os portugueses trouxeram negros para trabalhar como escravos. Assim, portugueses, negros e índios foram os três principais grupos humanos que contribuíram para a formação da população atual. Muitos outros grupos também contribuíram, apesar de terem vindo mais tarde para o Brasil. Entre esses grupos podemos citar os italianos, alemães, espanhóis, japoneses e outros.

Ao adotarem a mesma língua e ao desenvolverem costumes e tradições semelhantes, os diferentes grupos humanos que se encontraram no Brasil deram  origem ao povo brasileiro ou etnia.

Conclusão 

Vimos que o exercício de tentar imaginar o modo de vida das pessoas em épocas remotas é uma das preocupações de uma ciência chamada da arqueologia. Os arqueólogos estudam o passado do homem através dos restos materiais de sua atividades, ou seja, de tudo aquilo que deixou como testemunha de sua presença.

Os testemunhos deixados pelo homem pré-histórico vão de pontas de flechas e pinturas em grutas, a escultura, cerâmicas e fósseis. Dessa maneira, a ciência começou a dar um sentido aproximado na escala da evolução do homem e a importância de compreender que cada nova descoberta pode modificar o conhecimento da história do homem na América e no Mundo.


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