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Insurreição Pernambucana

Após uma fase inicial de reação ao invasor (1630-35) e um período de acomodação (1635-45), teve início, em 1645, uma forte reação nativista visando à expulsão dos holandeses.

Essa reação, que contou com a presença de todas as camadas sociais nordestinas (João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Antô­nio Felipe Camarão, o índio Poti), denominou-se Insur­reição Pernambucana e foi destravada com a saída de Nassau do governo de Pernambuco: os novos governantes eram intolerantes, os senhores-de-engenho estavam endi­vidados e as dívidas passaram a ser cobradas de forma diferente da que vinha sendo feita pelo príncipe, os preços do açúcar começaram a cair aceleradamente e as catástro­fes naturais começaram a se abater sobre a produção açu­careira.

Diante das primeiras ações armadas dos pernambuca­nos, o rei de Portugal, D. João IV, censurou as atitudes dos líderes insurretos, chamando-os de “maus vassalos” por não respeitarem o acordo firmado na trégua com os holan­deses.

Em 1645, ocorreu a primeira vitória brasileira no Monte das Tabocas. A partir daí, os holandeses sofreram sucessivos revezes, o que propiciou a libertação de Alagoas e Sergipe. Em 1648 e 1649, ocorreram as duas batalhas de Guararapes, com significativas vitórias dos insurretos. Com isso, em 1653, o rei de Portugal enviou reforços sob o comando de Pedro Jaques de Magalhães, forçando a rendição final holandesa em 1654, com a capitulação da Campina de Taborda.

A guerra dos holandeses contra os ingleses, motivada pelo Ato de Navegação, de Oliver Cromwell (1651), e os efeitos da Guerra dos Trinta Anos contribuíram decisiva­mente para o enfraquecimento dos flamengos.

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