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Colonização Holandesa

Até 1581, a Holanda era um possessão do Império Espanhol na Europa. Nesse ano, depois de uma violenta reação à política opressiva de Felipe II, da Espanha, os flamengos proclamaram sua Independência, constituindo um Estado denominado Províncias Unidas dos Países Baixos. Após anos de guerras, a Espanha reconheceu a independência holandesa, em 1609.

Mesmo durante a dominação espanhola, os holandeses desenvolveram-se economicamente, surgindo após a independência como um dos Estados mais fortes da Europa. As bases desse desenvolvimento eram o seu poderio marítimo e sua dinâmica burguesia protestante.

As Companhias de Comércio

No quadro das guerras contra a Espanha, os holandeses criaram a Companhia das Índias Orientais (1602 e a Companhia das Índias Ocidentais (1621), para fazer frente às imposições espanholas, principalmente na época da União Ibérica (1580-1640), quando os holandeses foram alijados do comércio do açúcar brasileiro. Essas companhias de comércio, detentoras de privilégios comerciais, organizaram uma formidável força militar e, assim passaram a fustigar os domínios ibéricos.

No Oriente, ocuparam parte do império luso-espanhol, como o Ceilão, Java, Sumatra e Molucas. Entre 1630 e 1654, invadiram o Brasil — Bahia e Pernambuco —, apossando-se da produção açucareira e do lucrativo tráfico negreiro, dentro do contexto da Guerra do Açúcar.

Depois da expulsão do Brasil, os holandeses se estabeleceram na Guiana e em Curaçao, nas Antilhas, onde passaram a desenvolver a produção açucareira. Na América do Norte, ocuparam o vale do Hudson, onde fundaram a colônia de Nova Amsterdã, que, perdida para os ingleses, deu origem posteriormente às colônias centrais de Nova York e Delaware.

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