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Formas de Colonização – povoamento e exploração

No Sistema Colonial Tradicional encontramos diversas formas de colonização, que, de uma maneira geral, podem ser agrupadas em dois grandes tipos: as colônias de povoamento e as de exploração.

Povoamento

As colônias de povoamento correspondem àquelas que se desenvolveram nas áreas temperadas da América, melhor exemplificadas com as colônias inglesas da América do Norte, especialmente a Nova Inglaterra. Essas, apresentam as seguintes características:

• Povoamento por grupos familiares de refugiados religiosos (puritanos); por essa razão, permanente, onde o ideal de fixação estava associado ao desejo de prosperidade e desenvolvimento, tentando reproduzir na América a forma de vida que possuíam na Europa.

• Ideal de acumulação vinculado à valorização do trabalho, à poupança e à capitalização.

• Investimento na própria colônia dos lucros gerados pela produção local, convergindo para a metrópole apenas os tributos.

• A produção colonial atendia à satisfação das necessidades internas e se organizava em pequenas propriedades, com grande utilização do trabalho livre e familiar.

• Criação de um mercado interno.

• Valorização da educação, da instrução e da mulher.

• Consciência da autonomia e desenvolvimento precoce do ideal de emancipação.

Exploração

As colônias de exploração, exemplificada pela colonização portuguesa no Brasil, correspondiam aos interesses mercantilistas da época e apresentam as seguintes características:

• Ocupação espontânea, conseqüentemente temporária, por grupos de indivíduos onde o ideal de fixação foi suplantado pelo ideal de exploração econômica, de forma imediata e sem grandes investimentos.

• Ideal de enriquecimento rápido na colônia com gastos na Europa (“Fazer a América”), vinculado à mentalidade transoceânica, em que, em geral, as famílias ficavam na metrópole.

• Exportação para a metrópole da totalidade dos lucros obtidos com a produção colonial.

• Produção em grande escala para o mercado externo, atendendo aos interesses metropolitanos, baseada na grande propriedade e no trabalho escravo.

• Economia extrovertida e dependente, impedindo a formação de um mercado interno.

• Desvalorização do trabalho manual, da educação, da instrução e da mulher.

• Desenvolvimento tardio do ideal de emancipação.

Consequências

Os dois tipos de colonização explicam as diferenças que se apresentarão posteriormente: o Brasil colônia não prosperou, ao contrário da Nova Inglaterra, que foi o embrião do desenvolvimento norte-americano. Portanto, é o sentido da colonização, essencialmente de exploração, o grande responsável pelos problemas do atraso que ainda hoje marcam o nosso país, e não outros fatores, como clima, raça, miscigenação ou religião, carentes de base histórico-científica.

Uma experiência de colonização de povoamento no Brasil foi realizada no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, no século XVIII. Para estas áreas foram trazidas famílias de açorianos, em caráter permanente, que, entre outras, desenvolveram a produção diversificada em pequenas propriedades. E o caso de Florianópolis e Laguna, em Santa Catarina, e de Porto dos Casais, no Rio Grande do Sul, hoje a cidade de Porto Alegre.

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