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Unificação Alemã

A contra-revolução, articulada pelos setores reacionários tanto da Áustria quanto da Prússia, esmagou temporariamente as manifestações em favor da unificação alemã. Entretanto, esse problema afetava todas as camadas da sociedade. O desenvolvimento industrial do país e o crescimento do poderio dos estados alemães estavam na dependência dessa unificação. Para a indústria, a unificação significava um mercado de grandes dimensões, capaz de sustentar seu desenvolvimento, e a proteção governamental contra a concorrência inglesa. Também a nobreza sonhava com a construção de um poderoso império alemão, governado por uma casa imperial forte. 

Frustrada a tentativa de unificação pela revolução, a única saída era que a Prússia, o mais poderoso estado germânico, liderasse um processo de unificação que colocasse todos os estados alemães sob o governo da casa de Hohenzollern ( família que governava a Prússia). 

Em 1834. sob a liderança do governo prussiano, havia-se formado o Zollverein, unificando o mercado consumidor de vários estados alemães. Beneficiadas por essa ampliação de mercado, as indústrias prussianas tiveram um período de grande crescimento e desenvolvimento. Na década de 1860, surgiram os primeiros grandes centros urbano-industriais alemães.

Com a morte de Frederico Guilherme IV, subiu ao trono da Prússia Guilherme 1, seu irmão, que nomeou como primeiro-ministro Otto von Bismarck, o grande artífice da unificação alemã. Bismarck, membro da aristocracia prussiana, era um político conservador, partidário de um regime monárquico forte e concentrado nas mãos do rei.

Sua política interna tinha dois objetivos: a unificação do território alemão por uma extensa rede ferroviária que pusesse em contato direto to­das as regiões de um futuro império: e a modernização do exército. 

Esses objetivos favoreceram o desenvolvimento industrial da Prússia, já que as estradas de ferro e o novo armamento do exército constituíram formidável mercado consumidor para as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas alemãs.

Para conseguir a unificação da Alemanha sob a autoridade do rei da Prússia. Bismarck aproveitou-se das rivalidades existentes entre as grandes potências da Europa na época: a Inglaterra, a Áustria e a Rússia. Em 1864. aliou-se à Áustria numa guerra contra os ducados dinamarqueses que dominavam Holstein e Schleswig. no norte da Alemanha. Schleswig passou para o domínio da Prússia e Holstein ficou com a Áustria. 

Em 1866, o exército prussiano avançou sobre Holstein. A Áustria estava envolvida numa guerra contra o reino do Piemonte. na Itália, e preocupada com uma iminente insurreição húngara. Por isso assinou uma paz desvantajosa. dando à Prússia o controle de todos os territórios do norte da Alemanha.

Essa guerra contra a Áustria também consolidou a autoridade da Prússia sobre os territórios do norte da Alemanha que haviam participado da guerra. Em 1 867 a Prússia criou a Confederação Germânica do Norte, cujos Estados membros aceitaram a autoridade do rei da Prússia.

Autoria: Mateus Casali


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