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Manifesto Comunista

O Manifesto Comunista (ou Manifesto do Partido Comunista) é uma obra de Karl Marx e Friedrich Engels. Foi publicado pela primeira vez em 1848 e é um dos tratados políticos mais influentes no mundo. Com uma linguagem simples e de fácil compreensão, trazia consigo as principais ideias do comunismo.

A criação do manifesto foi durante uma época onde o capitalismo e a burguesia eram predominantes, mostrando visivelmente a desigualdade social entre os burgueses e o proletariado. Onde quem trabalhava não lucrava e quem lucrava, na verdade, nunca trabalhava.

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O Manifesto Comunista fez a humanidade caminhar. Não em direção ao paraíso, mas na busca (raramente bem sucedida, até agora) da solução de problemas como a miséria e a exploração do trabalho. Rumo à concretização do princípio, teoricamente aceito há 200 anos, diz que “todos os homens são iguais”. E sublinhando a novidade que afirmava que os pobres, os pequenos, os explorados também podem ser sujeitos de suas vidas.

Por isso é um documento histórico, testemunho da rebeldia do seres humanos. Seu texto, racional, aqui e ali bombástico e, em diversas passagens irônico, mal esconde essa origem comum com homens e mulheres de outros tempos: o fogo que acendeu a paixão da Liga dos Comunistas, reunida em Londres no ano de 1847, não foi diferente do que incendiou corações e mentes na luta contra a escravidão clássica, contra a servidão medieval, contra o obscurantismo religioso e contra todas as formas de opressão.

Resumo do Manifesto

O Manifesto tem uma estrutura simples: uma breve introdução, três capítulos e uma rápida conclusão.

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Capa do livro do Manifesto ComunistaO primeiro capítulo designado “Burgueses e Proletários” aborda as diferenças entre um e outro e sua evolução com o passar dos anos. O texto critica o capitalismo, mas, é preciso ressaltar que foi graças ao capitalismo que mudanças revolucionárias aconteceram, tirando o poder monárquico e religioso.

O manifesto queria mostrar que as classes menos favorecidas como: desempregados, mendigos, bandidos, etc., eram absurdamente menosprezadas, como se não fizessem parte da sociedade em que viviam.

O segundo capítulo abordou a relação entre os partidos e os proletários e visava mostrar pontos que eles tinham em comum. Como por exemplo a queda da superioridade dos burgueses e a transferência do poder político ao proletariado.

A obra trazia as visíveis diferenças do regime capitalista e fazia questão de expor a situação da desigualdade social. O comunismo era a favor da abolição das propriedades privadas.

Neste capitulo ainda traziam uma lista de como aplicar o comunismo na sociedade, de como agir de acordo com o regime comunista.

A terceira parte do Manifesto Comunista falava sobre os regimes “socialista e comunista” e faziam fortes críticas a três tipos de socialistas: socialismo reacionário (que visava continuar com o método de produção e troca, tinham um ponto de vista burguês), socialismo conservador (tinha caráter de reforma, mas não de revolução) e o socialismo e comunismo crítico-utópico (que buscava mudar a sociedade através de exemplos e não de lutas políticas).

A conclusão se fecha com as principais ideias do Manifesto, dando destaque as questões das propriedades privadas e buscando ‘informar’ o quanto era importante que os operários se unissem em prol de uma única causa. Com isso uma frase virou célebre: “Proletários de todos os países. uni-vos“.

Conclusão

A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e a Engels a elaboração de um texto que tornasse claros os objetivos dela e sua maneira de ver o mundo. E isto foi feito pelos dois jovens, um de 30 e o outro de 28 anos. Portanto, o Manifesto Comunista é um conjunto afirmativo de ideias, de “verdades” em que os revolucionários da época acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos – um tanto economicistas – para a compreensão das transformações sociais. Nesse sentido, o Manifesto é mais um monumento do que um documento… Pétreo, determinante, forte: letras, palavras, e frases que queriam Ter o poder de uma arma para mudar o mundo, colocando no lugar “da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada membro é a condição para o desenvolvimento de todo”

Bibliografia:

MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. Ed. Garamond.
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/m00003.htm

Por: Gislaine Monteiro Vasconcelos

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