Lixo

O lixo produzido pelos homens das cavernas, quando eles habitaram o planeta, era composto por cascas de frutas, sementes e restos de animais. Este tipo de lixo pode ser utilizado como adubo orgânico, pois contém substâncias importantes para aumentar a fertilidade do solo. Além disso, pode ser reciclado rapidamente pela natureza.

Porém, a espécie humana descobriu o fogo e, com o passar do tempo, passou a fabricar objetos de metal, de barro, de vidro e de outros materiais. A descoberta de novos materiais diversificou o lixo produzido pelo homem.

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Por volta do século XVIII, novas máquinas e novas indústrias passaram a produzir um tipo de lixo diferente, os resíduos industriais.

Atualmente, vivemos em uma sociedade consumista. Para que haja grande produção de bens de consumo, como roupas, guloseimas, automóveis, eletroeletrônicos, entre outros, ocorre desgaste dos nossos recursos naturais.

Na nossa sociedade, muitos produtos são descartáveis, o que gera um grande acúmulo de lixo em nosso planeta.

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Lixão

São produzidas, no Brasil, aproximadamente 240 mil toneladas de lixo por dia. Esse lixo é levado para o lixão ou para os aterros sanitários. O lixão é um terreno que recebe o lixo produzido pelas pessoas que moram na cidade.

Lixão
Lixão a céu aberto

Nesse local, aparecem muitos insetos, ratos e outros animais, atraídos pelos restos de alimentos. Esses animais podem transmitir doenças ao ser humano.

Rato vasculhando lixo
Rato alimentando-se do lixo

A decomposição do lixo produz um cheiro muito ruim e um líquido escuro: o chorume. Esse líquido contém matéria orgânica e produtos tóxicos. Esses produtos tóxicos vêm de tintas, solventes, pilhas, lâmpadas fluorescentes e outros materiais que jogamos no lixo.

Com a chuva, esses produtos tóxicos podem contaminar os rios e os lençóis freáticos que abastecem a água de poços, contaminando, assim, a água de muitas casas, tornando-a imprópria para consumo.

Por todos esses motivos, o lixão não é o melhor lugar para o lixo produzido na cidade. Mas, a maior parte do lixo, no Brasil, ainda é levada para os lixões.

Lixo contaminando o lençol freático
Esquema de um lixão contaminando um lençol freático.

Há também um problema social que envolve os lixões. Atualmente, em nosso país, existem muitas pessoas desempregadas, que, sem outra alternativa, procuram nos lixões restos de alimentos para sustentar suas famílias.

Essas pessoas ficam expostas aos produtos tóxicos e, ao lado de outros animais, recolhem o alimento que será levado para suas casas. Recolhem também latas, garrafas e papéis que podem ser vendidos para que possam ganhar algum dinheiro.

Para que isso não ocorra, é preciso que se criem mais programas que proporcionem melhores condições de vida para as pessoas que estão nessa situação.

O ideal seria empregar essas pessoas para que elas possam sustentar suas famílias com dignidade.

Dar alimentos, cestas básicas e roupas resolve o problema temporariamente, mas essas pessoas têm é que ter como sustentar suas famílias durante toda a sua vida.

Aterro sanitário

O aterro sanitário é bem diferente do lixão. Nesse lugar, o lixo é colocado em trincheiras abertas no solo, e essas trincheiras são forradas com material impermeável.

Aterro sanitário
Esquema de um aterro sanitário.

No aterro sanitário, há o escoamento da água da chuva e do chorume separadamente, evitando a contaminação da água, e os gases tóxicos produzidos saem por tubulações.

O lixo é espalhado e amassado por um trator. Depois disso, esta camada de lixo é coberta por terra. Após esse procedimento, uma nova camada de lixo poderá ser depositada sobre a primeira.

O aterro sanitário dura, aproximadamente, 10 anos e necessita de áreas muito grandes. Ele é mais caro que o lixão, porém preserva a saúde de inúmeras pessoas.

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