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Casa de Pensão

Casa de Pensão, narrativa cujo autor é Aluísio Azevedo, foi publicada em 1884 e é bem ao gosto naturalista, a exemplo de O cortiço, tanto que se fundamenta em um caso verídico (Questão Capistrano).

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Tem como foco a trajetória de Amâncio, jovem provinciano do Maranhão, mandado pelo pai rico para a corte, onde poderia fazer um bom curso de medicina, à altura da capacidade do filho.

Amâncio era um jovem com algum talento, mas estava mais interessado em “curtir” o Rio de Janeiro do que se esforçar para exercer a profissão de médico, afinal não precisava do diploma, dada a riqueza do pai.

Morando em pensões de má qualidade, envolveu-se em situações não desejadas porque se julgava suficientemente esperto para viver levando vantagens e aproveitando-se de certas oportunidades.

Depois de um julgamento no qual fora acusado de sedutor, foi inocentado, mas acabou morto pelo irmão da mulher que seduzira.

Casa de Pensão.

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Uma das últimas cenas da narrativa mostra a mãe de Amâncio chegando ao Rio para visitar o filho, assustada com o movimento da cidade. Acreditava que encontraria o filho cumprindo tudo o que a família e a província esperavam dele, até que viu uma foto estampada em uma vitrine de um estabelecimento comercial, que retratava o filho morto, com o dorso nu, deitado em uma mesa de necrotério.

O Naturalismo, presente na obra Casa de Pensão, é uma vertente literária dentro do Realismo. Suas características específicas são: o determinismo, sendo as personagens modificadas pelo ambiente em que vivem, pelo momento histórico e pela herança genética; a animalização e sexualização das personagens; e a inclinação ao pensamento socialista em detrimento do pensamento burguês.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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