Corpo Humano

Pelo do Corpo

Formação filiforme que reveste a pele dos mamíferos. O pelo pode ser grosso ou fino, comprido ou curto. Pode crescer em apenas algumas partes do corpo, como no homem, ou cobri-lo quase por inteiro, como no cão. A cor do pelo, sua textura e a maneira como cresce são determinadas pelas características de cada espécie e pela hereditariedade, mas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

Alguns tipos de pelo têm nomes específicos. Pelagem é o pelo macio, denso, que cobre o corpo de muitos animais, como o gato, o coelho, o leopardo. Velo é o pelo espesso e lanoso dos carneiros. Os pelos mais grossos junto às cavidades chamam-se cerdas. Os rígidos e aguçados do ouriço-cacheiro são chamados de espinhos.

Importância do pelo

O pelo aquece, protege a pele e responde ao tato. As baleias, elefantes e outros mamíferos têm poucos pelos, mas são protegidos por pele espessa e resistente e pela camada subcutânea de gordura.

Aquecimento

A pelagem espessa que cobre a maioria dos mamíferos conserva-lhes o calor, por sua ação isolante. O homem tem músculos que movem os pelos. Quando um golpe de frio o atinge, esses músculos eriçam os pelos e a pele fica arrepiada.

Proteção

O pelo protege os corpos de muitos animais de possíveis ferimentos. A pelagem absorve parte do choque quando, por exemplo, uma pedra ou um galho atinge o animal. O pelo de alguns mamíferos marinhos serve de proteção quando o animal precisa se arrastar sobre as rochas. Até pequenas quantidades de pelos são úteis. Os pelos da orelha e do nariz humanos, por exemplo, detêm muitas partículas que, na ausência deles, penetrariam nesses órgãos.

Atividade Sensorial

Muitos animais têm longos pelos especialmente sensitivos no focinho, na cabeça, nas juntas, acima dos olhos e em outras partes do corpo. Esses pelos táteis, como os bigodes dos felinos, ajudam os animais a abrir caminho em passagens estreitas ou no escuro.

Estrutura do pelo

O pelo tem, basicamente, o mesmo tipo de estrutura das unhas, garras e cascos dos mamíferos, das escamas dos répteis e das penas das aves.

Cada pelo compõe-se de uma raiz e de uma haste. A raiz do pelo é um bulbo mole. A raiz e uma pequena parte da haste ficam sob a superfície da pele, em um saco chamado folículo. No fundo dele, uma projeção denominada papila contém uma artéria que nutre a raiz do pelo.

Estrutura do pelo

Como o Pelo Cresce

O pelo cresce pela formação de novas células na base da raiz. À medida que se formam células novas em torno da papila nutridora, as velhas são deslocadas e morrem. As células novas forçam gradualmente o cilindro de células mortas para fora do folículo. Assim, as células velhas da raiz passam a fazer parte da haste. Em geral cada folículo só dá origem a um pelo.

O pelo continua a crescer enquanto a papila nutre as células novas. A papila pode manter-se ativa por semanas e até anos, dependendo da espécie de animal e da parte do corpo em que o pelo cresce. Um pelo do couro cabeludo humano, o popular cabelo, cresce, em média, 13 mm por mês durante dois a seis anos, embora o período de crescimento seja mais longo para certas pessoas. O pelo cai quando pára de crescer, e é substituído por um novo.

Após a queda do pelo velho, a papila retorna à atividade e surge um pelo novo. Muitos fatores, até mesmo a idade, a dieta e o estado geral de saúde, influenciam a atividade da pele e o crescimento dos pelos. As variações de clima e das estações também afetam seu desenvolvimento. No verão, muitos mamíferos perdem grande quantidade de pelos. No inverno, tendem a ficar com uma camada mais grossa, para aumentar o calor.

Pelos brancos

A cor do pelo é determinada, essencialmente, pela melanina, pigmento que se deposita nas células em formação. À medida que a pessoa envelhece, a quantidade de melanina nas novas células diminui. Assim, o pelo torna-se gradualmente grisalho ou branco.

Calvície

A tendência a conservar ou perder os cabelos é em grande parte determinada pela hereditariedade. Mas outros fatores, como doenças do couro cabeludo, exposição a radiações, distúrbios glandulares, alimentação deficiente e estresse, também podem causar a queda.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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