A economia feudal baseava-se na relação de servidão, pela qual um nobre (o senhor) concedia terras a camponeses (os servos), para que trabalhassem nelas mediante uma série de obrigações, como pagamento de impostos e fornecimento de serviços.
O feudalismo foi estabelecido principalmente porque os governantes locais, membros da aristocracia que possuíam terras, precisavam de homens para defender sua propriedade e combater os invasores. Assim, passaram a doar feudos a guerreiros nobres em troca de seus serviços. Os feudos incluíam a terra, as construções que nela existissem e os camponeses que lá morassem e trabalhassem.
No período feudal houve um processo de ruralização da economia, ou seja, a vida no interior do feudo era caracterizada pela produção de subsistência.
A economia feudal, portanto, não estava voltada à produção de excedentes comercializáveis. O que mais estimulava a atividade produtiva era o atendimento das necessidades de subsistência da comunidade e, nesse sentido, a agricultura tinha papel de destaque.
A nobreza explorava a população campesina, forçada a produzir para si e para toda a sociedade. Dessa forma, o excedente destinava-se ao pagamento de tributos.
Quando havia comércio, acontecia uma espécie de escambo, uma troca de objetos por objetos (economia natural), pois havia um processo de desmonetarização da economia europeia devido aos constantes saques dos invasores bárbaros. Isso perdurou por séculos e expressou, em parte, o caráter autossuficiente da unidade feudal.
Deve-se levar em conta que produção envolve meio de produção e trabalho. No caso do modo de produção feudal, o meio é a terra e o trabalho são os braços de camponeses. Exatamente por terem o controle do meio de produção, os nobres exploravam a força de trabalho ao exigir pagamento de inúmeros tributos.
A tributação era o instrumento básico de drenagem de riquezas da economia feudal. Entre os tributos mais recorrentes e duradouros na história da Idade Média, estão:
Por: Wilson Teixeira Moutinho