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Educação Nutricional

As escolhas e os hábitos alimentares ocorrem já no início da vida social e escolar. Sabe-se que estes hábitos são intimamente conduzidos pelas preferências individuais, com influência da família e de outras interações socioculturais, como amigos, professores, entre outros.

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Com a ruptura de centralização familiar quando ingressa na escola, a criança passa a ampliar o seu círculo de contato, vindo a tomar as suas próprias decisões e realizando também, suas escolhas alimentares. Além disso, por estar iniciando o processo de afirmação da identidade alimentar, as crianças representam um grupo pronto para receber diversas informações, dentre elas, as que dizem respeito aos melhores alimentos que devem ser consumidos, em função de suas necessidades de desenvolvimento e saúde.

Ações eficazes de Educação Nutricional podem ser associadas a metodologias lúdicas e dinâmicas em sala de aula, explorando a criatividade e a imaginação das crianças. Além disso, o ambiente de ensino, quando aliado à prática de educação nutricional, é capaz de transformar-se em um local favorável à convivência saudável, ao desenvolvimento psico-afetivo e ao trabalho de pais, crianças, educadores e responsáveis, transformando a merenda escolar em recurso estratégico para uma aprendizagem interativa com os alimentos.

As atividades de aprendizagem, seguramente, permitem aliar a aplicação das temáticas ao cotidiano escolar e se revelam como uma possibilidade de promover a reflexão desde os primeiros anos escolares.

Neste sentido ressalta-se a importância do trabalho interdisciplinar que pode ser desencadeado por profissionais da saúde e da educação, para garantir maior eficiência e melhor qualidade das atividades a serem realizadas.

Um envolvimento intenso de todos os atores envolvidos com a educação da criança, como pais, professores, merendeiras e nutricionistas, podem proporcionar ações de maior abrangência, criatividade e, ainda, maior resultado e que estejam mais adequadas às fases de desenvolvimento infantil.

Alimentação equilibrada e saudável é importante em qualquer fase da vida, mas quando se trata de crianças, a mesma torna-se imprescindível por oferecer um adequado suporte de nutrientes, permitindo apropriado desenvolvimento físico-cognitivo e psicomotor infantil.

Assim, a prática interdisciplinar, mostra-se como potencializadora de resultados, agindo de fato como uma estratégia de formação e desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis.

A alimentação de cada cidadão, de cada ser humano, não pode estar desvinculada da sociedade que a determina e por isso o ensino da nutrição não pode ser visto apenas do ponto de vista biológico, separadamente desse fenômeno rico e instigante que é a alimentação humana situada no âmbito da ecologia e da cultura.

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Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, nos temas Saúde e Consumo apresentam explicações e sugestões de ações educativas para o Ensino Fundamental.

Partiu-se da hipótese de que os interesses dos alunos não vêm sendo contemplados na escola, quanto à educação nutricional.

Para ter uma idéia de como é composta a alimentação saudável, toma-se como referência a pirâmide alimentar que mostra a quantidade ideal de cada grupo de alimentos, variando entre uma e onze porções diárias.

 

O desafio que se apresenta hoje à Educação Nutricional é o de aproximar esses múltiplos componentes com a finalidade de promover a saúde e a qualidade de vida por intermédio da ampliação da compreensão sobre a multidimensionalidade da alimentação humana, cujo estudo encontra espaço nas ciências biológicas, humanas, econômicas, tecnológicas, nas artes e na literatura.

REFERÊNCIAS

BOOG. Maria Cristina Faber. Educação Nutricional: Por quê e Para Quê? Universidade Estadual de Campinas. Agosto de 2004. Jornal da UNICAMP. São Paulo: UNICAMP, 2004.

MELLO. M.S. Educação e Nutrição. Porto Alegre: Mediação, 2003. Cadernos de Educação Infantil, V.13.

Por: Iara Maria Stein Benítez