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Aracnídeos

Os aracnídeos são artrópodes que vivem em ambientes muito variados, especialmente em regiões quentes e tropicais, mas também em regiões frias. São encontrados principalmente no solo, onde passam despercebidos entre folhas secas ou debaixo de pedras, sobre plantas ou no tronco de árvores. Apesar de apresentarem grande diversidade de formas, possuem muitas características em comum.

Características

Os aracnídeos não têm antenas nem mandíbulas, mas possuem, no cefalotórax, ao redor da boca, uma estrutura geralmente em forma de gancho, afiada e pontiaguda, denominada quelícera. A presença dessa estrutura deu ao grupo o nome de quelicerados.

Além das quelíceras, os aracnídeos possuem, ao redor da boca, um par de pedipalpos. Essa também é uma estrutura que só ocorre nos aracnídeos e, dependendo do grupo, tem função variada. Aranhas e escorpiões são predadores e capturam as presas com a ajuda das quelíceras ou dos pedipalpos. Muitos desses predadores possuem glândulas de veneno, o qual é utilizado para paralisar suas presas.

Nas aranhas, essas glândulas estão associadas às quelíceras, que são utilizadas para inocular o veneno, levando à paralisia da presa. Os pedipalpos são úteis, principalmente, para manipular os alimentos. Nos machos maduros, a extremidade dilatada dos pedipalpos funciona como um recipiente para armazenamento e transferência de espermatozoide para o corpo das fêmeas.

Morfologia de um aracnídeo.
Morfologia externa de uma aranha.

Nos escorpiões, as glândulas de veneno estão associadas ao aguilhão, estrutura inoculadora de veneno. Os pedipalpos atuam como garras, capturando as presas, as quais, depois de paralisadas pelo veneno, são dilaceradas pelas quelíceras.

O escorpião é um aracnídeo.
Morfologia externa de um escorpião.

Os aracnídeos apresentam olhos simples. Nas aranhas podem ocorrer até oito olhos. Na região posterior e ventral do abdome das aranhas, encontram-se as fiandeiras, estruturas associadas a glândulas de seda que produzem os fios com os quais elas tecem suas teias.

Os acarinos também pertencem à classe dos aracnídeos. Entre eles estão o carrapato, o ácaro, a sarna e o cravo de pele.

Muitos ácaros causam alergias respiratórias e são encontrados em tapetes, cortinas, cobertores e aparelhos de ar-condicionado. Na verdade, são os exoesqueletos velhos (exúvias) e as fezes que se encontram em grande quantidade nesses locais. Por esse motivo, a higiene das casas e a manutenção desses aparelhos são muito importantes para a saúde humana.

Digestão

Como os aracnídeos consomem somente alimentos liquefeitos, precisam fazer uma digestão prévia da presa antes de ingeri-la, ou seja, fora do corpo (extracorpórea). Para isso, secretam substâncias digestivas, que são lançadas sobre as presas até que elas sejam convertidas em uma pasta semilíquida que possa ser absorvida.

No caso da aranha, que apresenta um estômago sugador com forte musculatura, ela extrai os líquidos corporais da vítima. Já o carrapato, que é um ectoparasita, retira o sangue do seu hospedeiro.

Respiração

Os aracnídeos possuem respiração filotraqueal. Ela se faz por meio de estruturas chamadas filotraqueias ou pulmões foliáceos. As filotraqueias são invaginações da parede abdominal. Possuem aspecto de um leque aberto ou de folhas de um livro.

O ar entra através de orifícios abdominais em contato com o exterior e chega até as filotraqueias, em cujo meio interno o sangue circula. Por difusão, ocorrem a liberação de gás carbônico e a absorção de oxigênio pelo sangue, que o transportará às células do corpo do animal.

Anatomia de um aracnídeo.
Representação esquemática da anatomia externa de uma aranha e de algumas partes da anatomia interna. Note, em destaque, o sistema respiratório.

Reprodução

Os aracnídeos têm sexos separados e fecundação interna. O desenvolvimento é direto, não havendo passagem por estágio larval, os filhotes são semelhantes aos pais. Nas aranhas, a fêmea geralmente é maior que o macho e, em certas espécies, após o acasalamento, ela mata o parceiro para se alimentar. As fêmeas depositam os ovos em um casulo que produzem, denominado ovissaco.

Os escorpiões são vivíparos, ou seja, não põem ovos. Após a fecundação, os embriões se desenvolvem dentro do sistema reprodutor feminino e os filhotes nascem totalmente formados.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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