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Apresentação em Público

Assim como em todas as atividades complexas há a necessidade de elaboração de um plano esquemático com a finalidade de otimizar os esforços e maximizar o nível de captação e compreensão dos ouvintes.


COMO PLANEJAR A APRESENTAÇÃO EM PÚBLICO?

a) Conhecer os tipos psicológicos, técnicos e nível cultural dos ouvintes, adequando a mensagem em linguagem apropriada;

b) Formular precisamente objetivos a serem alcançado;

c) Definir o conteúdo a ser exposto, estabelecendo de maneira precisa à profundidade de como será tratado e os pontos chaves a serem reforçados;

d) Organizar a exposição em quadros sinópticos de tal maneira que cada assunto esteja bem entrosado com o anterior e com o posterior, lembrando anéis encadeados;

e) Prever exemplos, situações e formas a serem utilizadas propiciando a participação de todos, tornado a exposição mais objetiva;

f) Estabelecer o material de apoio, utilizando de maneira eficiente e eficaz, o maior número de recursos áudio visuais;

g) Redigir o texto completo;

h) Planificar o tempo de cada parte a ser apresentada;

i) Se tiver que memorizar alguma coisa, memorize somente os quadros sinópticos ou os esquemas básicos;

j) É bom saber que os grandes comunicadores se preparam muito e sabem que não vão dizer tudo, mas a preparação permitirá que seja bem feito o que for comunicado;

k) Programar se necessário a realização de ensaio antecipado, gravando e ouvindo cada ensaio, até que se sinta satisfeito com os resultados, obtendo desta forma maior segurança no ato da apresentação;

l) Prever a distribuição do material didático sempre no final, à não ser que seja necessário o acompanhamento do mesmo;

m) Criar método de avaliação para verificar a eficácia das atividades desenvolvidas.

Apresentação em público


EXECUÇÃO DA APRESENTAÇÃO

INTRODUÇÃO: Os ouvintes terão uma global do assunto, preparando-se para ouvi-lo e poderem analisá-lo. É o momento onde:

São apresentados os objetivos da exposição;

São apresentados os conteúdos a serem expostos, relacionando-os conhecimentos anteriores dos ouvintes e explanando possíveis formas de utilização;

É verificado se os ouvintes têm o domínio dos pré-requisitos necessários a compreensão do assunto. 

DESENVOLVIMENTO: É a fase onde os conteúdos são apresentados aos ouvintes devendo o expositor observar as seguintes qualidades básicas:

Expor com clareza

Para conseguir esta qualidade é necessário:

a) Fazer um plano, um esquema de apresentação;

b) Quem não tem prática, não deve confiar na memória nem na improvisação;

c) Conhecer o tema de maneira muito mais ampla e profunda do que se pretendo comunicar;

d) Não se preocupar dramaticamente em dizer tudo o que preparou. Os oradores experientes sabem que do que preparam falam em média 70% a 80%, o restante é improvisação;

e) Usar linguagem adequada aos ouvintes;

f) Ilustrar as apresentações com material didático variado;

g) Incentivar a participação do público em cada item apresentado e no final discussão do tema global.

Paciência

Sem demonstrar enfado ou fraqueza, a paciência é útil quando representa a soma da tolerância, compreensão e sabedoria.

Discorrer de maneira Interessante

O expositor, para falar de maneira cativante deve:

a) Manter a voz em altura, volume e intensidade conveniente com o tamanho e acústica do recinto;

b) Preocupar-se com a postura, gestos e expressão corporal;

c) Modulação agradável com inflexões atinentes ao assunto principal, de modo a evitar a cadência monótona;

d) Evitar os cacoetes verbais e demais vícios de linguagem. Corrigir os defeitos de fala. Por exemplo: voz nasal e gagueira psicológica;

e) Intercalar durante a exposição, de maneira conveniente, situações pitorescas, engraçadas, humorísticas, a fim de quebrar a monotonia;

f) Formular perguntas, mesmo que possam ter respostas mudas. As interrogações sempre motivam o raciocínio do auditório.

g) Quando possível, criar suspense, despertar a vontade para prestar atenção  e esperar com ansiedade positiva a conclusão.

Desenvolver com lógica a argumentação

Cuidar para não cair em contradições, que acabam desacreditando o orador. Evitar deduções precipitadas. Respeitamos a lógica do ouvinte e sua argumentação.

Adaptabilidade

Devemos adaptar o plano aos tipos e temperamentos dos ouvintes, além de possuir um grande tato para jamais ferir o amor próprio do auditório.

Simplicidade

Falar com naturalidade e espontaneidade para ser entendido e não admirado. Devemos usar palavras simples, comuns, adequadas ao tema, ao grupo e ao momento.

Entusiasmo

Comunicar sem entusiasmo dificilmente conseguirá contagiar um grupo.

Conquistar a simpatia dos ouvintes

Para comunicar bem, antes de tudo é preciso aprender a comunicação consigo próprio. Para haver comunicação eficiente com os outros, é preciso que o comunicador desenvolva a auto-comunicação

Outra barreira à comunicação é a tendência de algumas pessoas julgarem, apreciarem, desaprovarem ou “picharem” dramaticamente as afirmações dos outros.

Ainda outro obstáculo seria ter sentimentos negativos com relação à pessoa ou grupo que está comunicando. Uma forma de superar estas e outras barreiras é o hábito da empatia, na qual o indivíduo se coloca no lugar, no ponto de vista do outro ou outros, captando sua idéias e motivações.


Gestos e Posturas na apresentação em público

Mediante a uma apresentação ou qualquer tipo de explanação, o importante é que nossas ações gestos e posturas sejam naturais. Não existe técnica que possa ser mais importante que a naturalidade. Para isto, é preciso buscar o auto conhecimento, aprender a sentir o próprio corpo, saber do que é capaz, observar suas dimensões e limites, ter consciência de sua força para identificar o pensamento e o sentimento e descobrir suas possibilidades de expressão, verificar como ocorre o movimento dos braços, das mãos, das pernas, da cabeça, enfim, sentir como age e reage o próprio corpo e ai sim, gesticular bem.

A postura também é de muita importância em uma apresentação, pois a postura e as atitudes antes de falar, poderão predispor o ânimo dos ouvintes de forma favorável ou contrária à sua apresentação.

As Pernas

As pernas dão sustentação ao corpo e podem dependendo do posicionamento, tornar a postura um elemento positivo na sua comunicação ou, ao contrário, ser um fator tão desfavorável que poderá destruir a apresentação.

Erros mais comuns:

  1. Movimentação desordenada;
  2. Apoio incorreto;
  3. Cruzamento dos pés em forma de “x” (quando sentado);
  4. Animal enjaulado;
  5. A gangorra;
  6. Rigidez;
  7. Cruzar e descruzar;
  8. Espreguiçadeira.

A posição correta em pé

A posição é que se fique de frente para o público, posicionado sobre as duas pernas, possibilitando bom equilíbrio ao corpo. Para evitar o cansaço provocado por causa da postura num tempo prolongado, jogue o peso do corpo sobre uma perna, ora sobre a outra, sem que o auditório perceba, bastando para isso flexionar levemente uma das pernas, sem quebrar a elegância da postura.

O deslocamento das pernas precisa seguir a inflexão da voz e o ritmo, a cadência e a velocidade da fala. Se a frase for pronunciada com velocidade mais intensa, o movimento das pernas para se aproximar ou recuar também deverá ser mais rápido, se, ao contrário, a velocidade das palavras for mais lenta, o movimento das pernas também terá de ser mais vagaroso.

A posição correta sentado

Quando você fala sentado poderá colocar os dois pés no chão, demonstrando firmeza na atitude e permanecendo esteticamente correto, ou cruzar uma perna sobre a outra, deixando as costas encostadas e o pé da perna que fica por cima sem apoio. A postura também não precisa ser uma ou outra, você deverá alterar a posição das pernas até para não se cansar.

Braços e mãos

O importante, como já foi dito, é que se preze a naturalidade. Mas devemo-nos ater ao excesso ou à falta de gesticulação.

Erros mais comuns:

  1. Mãos atrás das costas;
  2. Braços cruzados;
  3. Gestos abaixo da linha da cintura;
  4. Gestos acima da linha da cabeça;
  5. Apoiar-se sobre a mesa, cadeira, etc.


Postura para ler em público

Primeiro ponto a ser considerado na postura, para ler em público é como segurar o papel. Segure o papel elegante, não muito baixo, para que possa ser lido, nem muito alto, para que não esconda o seu rosto dos ouvintes. Conserve-o na parte superior do peito. Se a folha de papel servir apenas como um roteiro numa apresentação, ou se a fala for mais embaixo, entre a linha da cintura e a parte inferior do peito.

Detalhes que sobressaem

Pulseiras reluzentes, grandes anéis e outros objetos que sobressaiam muito aos olhos da platéia, costumam desviar a atenção, tirando a concentração dos ouvintes. Se um desses detalhes estiver atrapalhando a sua exposição, não tente escondê-lo durante a apresentação, retire-o antes de falar.

Com referência às roupas, é importante que estejam de acordo com o seu estilo, mas que corresponda também à expectativa dos ouvintes.

Comunicações verbais eficientes

Todo mundo fala, mas as pesquisas têm demonstrado que poucos comunicam. Uma boa parcela das pessoas finge prestar atenção. Os que realmente conseguem comunicar são os eloq-entes. A palavra é normalmente uma faculdade comum, quando tem eloquência.

Já verificamos que as comunicações verbais eficientes estão baseadas na lógica e na dialética, e seu fim principal é convencer pela análise ou discussão dos fatos e de idéias.


AVALIAÇÃO

Para poder se ter a certeza da eficácia da exposição, o expositor dever analisá-la, criando então um instrumento através do qual se obterá informações sobre os procedimentos, podendo eventualmente corrigir suas falhas.

 
BIBLIOGRAFIA

1. POLITO, Reinaldo - “Gestos e posturas para falar melhor” - SP, Saraiva, 1987.

2. RONCA, A. A. Scar - “Técnicas pedagógicas: Domesticação ou desafio à participação?” - RJ, Vozes, 1984.

3. Seminário sobre técnicas de apresentação, Campinas, Junho 1986 - Como criar bons originais para transparências e projetá-los corretamente.

4. SENAI - “Treinamento e aperfeiçoamento de pessoal” - Técnicas didáticas - SP, Julho 1978.

5. T.P.D. - IOB Comunicações verbais.

Por: Renan Roberto Bardine



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