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Pragmatismo

Doutrina filosófica surgida no século XIX, nos Estados Unidos, o pragmatismo propõe um método para determinar o significado dos termos fundamentais da linguagem a partir de sua contextualização prática.

Constituído a partir da palavra grega pragma, ação, atividade, coisas de uso, o pragmatismo estendeu-se para a Inglaterra e outros países, como a Itália, ainda no século passado, perdurando, sob variadas formas, até nossos dias. A origem desta doutrina parece ser uma entidade denominada Methaphysical Club, grupo de pensadores formado em Cambridge, Massachussets, nos anos de 1872 a 1874. A este grupo, pertenciam Chauncey Wright, F. E. Abbot, Charles Sanders Peirce e William James, entre outros.

Tais filósofos lançaram as bases do movimento pragmático A estes autores, é preciso unir as contribuições de John Dewey e F.C.S.Schiller. Estes últimos também são considerados entre os maiores representantes do pragmatismo. Contudo, é possível encontrar aspectos desta doutrina presentes em vários outros pensadores, como Bergson, Spengler e Simmel. A tais aspectos, disseminados na obra de vários filósofos não caracterizados como pragmáticos em sentido estrito, foi dado o nome de pragmatismo parcial, em oposição ao pragmatismo total defendido por seus integrantes. A concepção do que constitui o pragmatismo varia para cada pensador, de modo a não ser possível precisar completamente este pensamento de maneira unitária.

Para provar este fato, Peirce chegou a mudar o nome de sua doutrina para pragmaticismo, a fim de diferenciá-la das distorções exercidas por outros autores, e pelo alargamento conferido a ela por William James. Todavia, para a maior parte de seus adeptos, o pragmatismo se apresenta a um só tempo como um método científico e como uma teoria acerca da verdade. Esta é concebida em sentido dinâmico. A verdade não diz respeito aos objetos, mas antes às idéias, ou às formas de relação concretas que os homens têm com os objetos. Deste modo, ela deve ser determinada mediante a consideração destas relações. O pragmatismo desvia o olhar das substâncias primeiras, presentes no pensamento dogmático, para considerar as conseqüências, os fatos produzidos por determinadas interrelações. Assim, ele pretende acentuar o papel dinâmico da consciência — e esta compreendida como algo em constante mutação, a partir de suas buscas, ensejos e satisfações — na determinação da realidade.

Veja também:

  • História da Filosofia
  • Irracionalismo
  • A Vida dos Filósofos

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