Região Sul do Brasil

A região Sul é a menor de todas as regiões brasileiras em extensão territorial. É banhada pelo oceano Atlântico e é formada por três estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui uma área de 576.409 km2, o que corresponde a quase 7% do território nacional e abriga cerca de 30 milhões de habitantes.

É uma das regiões mais ricas do país, apresentando uma paisagem muito diferenciada em termos de clima e de ocupação humana.

A região Sul é conhecida por grande parte da população brasileira por algumas de suas paisagens. Por exemplo, quando nos referimos ao Rio Grande do Sul, logo visualizamos a figura típica do gaúcho, cuidando do gado nas planuras dos pampas.

Santa Catarina, por sua vez, é marcada pelas fortes influências da imigração alemã, evidentes principalmente nas cidades de Joinville e Blumenau com suas construções típicas.

Já o Paraná é muitas vezes representado pelas paisagens do Parque Estadual de Vila Velha, ou pelo pinheiro, remanescente da extensa floresta que cobria a região.

Mapa da região sul do Brasil

População

A região Sul é a segunda mais povoada e a terceira mais populosa do país, porém, até a primeira metade do século XVIII, apresentava uma ocupação escassa e bastante dispersa: existiam apenas alguns núcleos litorâneos como Paranaguá (PR) e Laguna (SC).

O Rio Grande do Sul passou a ser colonizado devido à pecuária em meados do século XVIII. Essa atividade estava diretamente ligada às missões jesuíticas, que deram origem a núcleos como São Borja e São Miguel das Missões, entre outros.

É a terra que acolheu milhares de imigrantes, sobretudo alemães, italianos, poloneses, ucranianos, japoneses e açorianos, que se adaptaram muito bem ao clima e aos solos, geralmente férteis. Entregaram-se de corpo e alma à agricultura, em pequenas propriedades.

Alemães e italianos instalaram as primeiras indústrias, como as de tecido em Blumenau (SC), de calçados em São Leopoldo e Novo Hamburgo (RS) e de vinho em Bento Gonçalves e Caxias do Sul (RS).

Atividades econômicas

A região Sul demonstra seu grande desenvolvimento econômico especialmente em três setores: agricultura, pecuária e indústria.

Sua taxa de desemprego está entre as mais baixas do país, sua urbanização e industrialização são das mais elevadas e menos problemáticas; sua agricultura sofre constante modernização e tem uma das mais altas taxas de mecanização.

Tudo isso contribui para tornar essa região uma das mais ricas do Brasil.

Apesar de ser a menor região brasileira em extensão territorial, as terras da região Sul são as mais bem aproveitadas. Suas lavouras produzem grandes safras de arroz, soja, uva (Rio Grande do Sul); café, algodão, batata, feijão, milho e trigo (Paraná); e alho, fumo e maçã (Santa Catarina).

A atividade pecuária tem um rendimento tão grande quanto o da agricultura.

Os principais tipos de gado são o bovino (tanto o de corte como o leiteiro), o suíno e o ovino. Destacam-se também a criação de aves e a produção de ovos.

pecuária na região sul
Ovelhas pastando

A região Sul possui o segundo maior parque industrial do Brasil, sendo que suas indústrias localizam-se em número muito elevado em médias e pequenas cidades.

Os setores industriais mais importantes do Sul são o têxtil (algodão e lã) e o alimentício (carne, óleo de soja e milho).

Em Santa Cruz do Sul (RS) está a maior produção brasileira de fumo. Em Caxias do Sul e Bento Gonçalves, a indústria vinícola é a maior do país. Em Novo Hamburgo (RS), em Blumenau e em Joinville (SC), destacam-se as indústrias têxteis, metalúrgicas e mecânicas. Londrina e Ponta Grossa, no Paraná, têm as maiores indústrias madeireiras.

No extrativismo vegetal, encontramos a madeira, originária das matas dos pinhais, e a erva-mate como principais produtos. Na extração animal, a principal atividade é a pesca marítima, praticada no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

O carvão mineral é extraído em Santa Catarina e o xisto betuminoso, rocha que fornece gás e óleos, é extraído no Paraná.

Região Sul – Relevo e hidrografia

Na paisagem do Sul predominam as áreas de planalto, originalmente com vegetação de campos e Matas de Araucária.

Os pastos naturais favoreceram a ocupação pela pecuária e os rios são bastante aproveitados para a produção de energia elétrica.

Em geral, os rios deságuam no mar. Na região Sul, contudo, ocorre o contrário: há rios que nascem perto do oceano e correm para o interior. Isso acontece porque ali a altitude vai diminuindo de leste para oeste. Essa é uma das características do relevo da região, que apresenta grande variedade nas formas, em consequência dos diversos tipos de rochas e da ação climática.

As bacias hidrográficas que drenam a região Sul são a do Sudeste, do Sul e parte da Platina.

A primeira é formada pelos rios Itajaí e Tubarão, em Santa Catarina, Camaquã, Jaguarão, Jacuí e Guaíba, no Rio Grande do Sul.

A parte da bacia Platina que drena a região Sul é formada pelos rios Paranapanema, Paraná, Iguaçu, Uruguai e seus afluentes.

Hidrografia da região sul
Cataratas do Iguaçu

No rio Paraná foi construída a usina hidrelétrica de Itaipu, que produz a maior parte da energia elétrica consumida na região. Ela é uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.

Região Sul – Vegetação e clima

O clima característico da região Sul é o subtropical, com verão ameno e inverno rigoroso. No norte do Paraná, prevalece o clima tropical de altitude.

A região Sul é atingida, no inverno, por massas de ar frio, vindas da Argentina e do Uruguai, provocando geadas e neve em algumas cidades como Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, e São Joaquim, em Santa Catarina.

Nas regiões serranas de Santa Catarina há precipitação de neve.

O principal tipo de vegetação da região Sul é a floresta das Araucárias, ou Mata dos Pinhais. É uma floresta de fácil penetração e exploração, mas também onde mais se pratica o reflorestamento.

Vegetação da região sul

Na Serra do Mar encontram-se trechos da Mata Atlântica.

No centro-sul do estado do Rio Grande do Sul surgem os campos limpos, ou campinas, cobertos de gramíneas, excelentes pastagens naturais.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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