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Escócia

Escócia, país e divisão administrativa do Reino Unido que ocupa a parte setentrional da ilha da Grã-Bretanha. A Escócia é limitada ao norte pelo oceano Atlântico, a leste pelo mar do Norte, a sudeste pela Inglaterra, ao sul por Solway Firth e pelo mar da Irlanda e a oeste pelo canal do Norte, que a separa da ilha da Irlanda e do oceano Atlântico.

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A Escócia compreende 186 ilhas, a maioria delas incluídas em três grupos: as ilhas Hébridas, perto da costa ocidental, as Órcadas, próximas à costa setentrional, e as Shetland, ao nordeste das anteriores. Incluindo as ilhas, a superfície total é de 78.080 km2 e 1.500 km2 de águas interiores. Edimburgo é a capital.

TERRITÓRIO

A topografia da Escócia reflete os efeitos da glaciação, sobretudo na costa oeste, com numerosas saliências para o mar, conhecidas na região como lagos marinhos, e largos cursos d’água, denominados firths (estuários). O território pode ser dividido em três áreas diferentes de norte a sul: as Highlands (Terras Altas), as Central Lowlands (Terras Baixas Centrais) e os Southern Uplands (Planaltos do Sul).

As Highlands são uma região muito acidentada que possui várias cadeias montanhosas paralelas na direção nordeste-sudeste interrompidas por profundos cânions e vales. A região é atravessada pelos montes Grampian, o principal sistema montanhoso.

As Terras Baixas Centrais são uma faixa estreita que cobre um décimo da superfície da Escócia. As Southern Uplands estão constituídas por um planalto de páramos. Os rios e lagos são abundantes. Dentre esses destacam-se os lagos Ness, Oich e Lochy, unidos pelo canal da Caledônia, que liga o oceano Atlântico ao mar do Norte. O clima sofre influência das correntes marinhas. Na região da costa ocidental, que sofre os efeitos da corrente quente do Golfo, o clima é mais suave que na costa oriental.

Escócia

POPULAÇÃO E GOVERNO

Os habitantes da Escócia descendem de vários grupos étnicos, tais como pictos, celtas, escandinavos e romanos. De acordo com dados de 1993, a população é de 5.120.000 habitantes e apresenta uma densidade demográfica de aproximadamente 66 hab/km2. A cidade mais povoada é Glasgow (com 654.542 habitantes). Além de Edimburgo, que, de acordo com estimativas de 1991 possuía 421.213 habitantes, são também cidades importantes Dundee (165.548 habitantes) e Aberdeen (201.099 habitantes). A igreja oficial da Escócia é a presbiteriana. A Igreja católica é a segunda mais importante. A língua oficial é o inglês. A Escócia faz parte integrante do Reino Unido. Um gabinete ministerial britânico, presidido pelo secretário de Estado, administra os assuntos escoceses. A Escócia está representada por 72 membros na Câmara dos Comuns e por 16 pares escoceses na Câmara dos Lordes. Ver também Línguas celtas; Língua escocesa; Literatura escocesa.

ECONOMIA

Os principais cultivos são os cereais e a batata. A criação de gado bovino também é muito importante. A exploração florestal representa mais de um-terço da produção madeireira da Grã-Bretanha. A pesca é uma atividade fundamental, especialmente a pesca marítima na região Nordeste e nas ilhas. Devido às ricas reservas de carvão, a mineração representou um papel fundamental na industrialização. Porém, nas últimas décadas, a mineração baseia-se especialmente na exploração de reservas petrolíferas e gás natural, recentemente descobertas. As principais indústrias são as de produtos químicos, indústrias leves, instrumentos de engenharia e, recentemente, a eletrônica. Existem aproximadamente 110 destilarias e o turismo é outro setor em crescimento.

HISTÓRIA

A Escócia é a Caledônia romana. Os pictos, aos quais uniram-se grupos de britânicos rebeldes, resistiram com êxito à conquista dos romanos, cuja soberania terminou no ano 409 d.C. No começo do século VI, os escotos, invasores celtas, ocuparam a região e estabeleceram o reino de Dalry. Em meados do século VI, os anglos invadiram a maior parte da Caledônia. Essa região, junto com as várias possessões anglas ao norte do que atualmente é a Inglaterra, tornou-se parte do reino inglês da Nortúmbria. No século X, os reis de Alban ocuparam a Nortúmbria durante o reinado de Malcolm II Mackenneth (1005-1034) e Duncan I herdou a coroa de Strathclyde.

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Como resultado, os domínios da Escócia (desde então é conhecida por esse nome) estenderam-se por todo o território ao norte do Solway Firth e o rio Tweed. A influência da Inglaterra aumentou bastante durante os reinados de Alejandro I, o Feroz, e David I, que estabeleceram o sistema monárquico feudal anglo-normando e aboliram o tradicional sistema de possessão de terras por clãs. Alexandre III faleceu em 1286 e deixou o trono para seu único descendente com vida, sua neta Margarida, ainda menina.

A morte de Margarida produziu uma crise política e Eduardo I da Inglaterra aproveitou a situação para proclamar a soberania inglesa sobre a Escócia intervindo a favor de John de Baliol, neto de David I. Em 1295, Baliol, diante da demanda popular de acabar com o controle inglês, formou uma aliança com a França para conseguir a independência. A primeira fase da guerra acabou quando Eduardo I decretou a anexação da Escócia à Inglaterra, depois de destituir Baliol. A luta contra a Inglaterra recomeçou em 1297 sob o comando do patriota escocês Sir William Wallace, que restaurou a monarquia escocesa. Depois da sua morte, em 1305, Roberto Bruce, um descendente de David I, assumiu a liderança do movimento de resistência. Em 1306, foi coroado como Roberto I, rei da Escócia, e começou uma campanha de guerrilha sistemática contra os ingleses.

A guerra acabou em 1328 quando os regentes de Eduardo III da Inglaterra aceitaram no Tratado de Northampton a independência da Escócia. Logo no início do século XVI, Jaime IV casou-se com Margaret Tudor, filha de Henrique VII da Inglaterra. A Reforma começou a ganhar partidários na Escócia e, em 1560, a Igreja católica foi abolida, adotando-se o Calvinismo. (Ver Conde de Bothwell; Sir Francis Walsingham). Em 1603, Jaime VI, rei da Escócia, herdou a coroa inglesa como Jaime I Stuart. Com seu filho Carlos I da Inglaterra (1625 e 1649), as tentativas de impor as formas de culto anglicanas provocaram os confrontos conhecidos como As Guerras dos Bispos (1639-1649), uma das causas do começo da Guerra Civil inglesa, que culminou no triunfo das forças parlamentares sob o comando de Oliver Cromwell. Em 1660, a Escócia voltou a se separar politicamente da Inglaterra. Ver Jacobitas. Em 1707 o Parlamento escocês votou a favor de sua anexação ao Reino Unido da Grã-Bretanha, com garantias para manter o seu próprio sistema jurídico, político e religioso. Muitos escoceses foram contrários a essa união.

Autoria: Cola da Web

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