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Placas Tectônicas

Em 1968, foi elaborada a Teoria das Placas Tectônicas. Tectônica é a parte da Geologia que trata dos movimentos e das mutações da crosta terrestre, das deformações devidas às forças internas que sobre ela ocorreram e ainda ocorrem.

O que a Geofísica descobriu é que a crosta terrestre é formada por várias placas que flutuam e se movimentam no substrato pastoso - astenosfera - e que possuem espessuras diferentes, de acordo com o material rochoso que as constitui. Em conseqüência desse movimento, ocorre a maior parte dos processos geológicos que se observam nas bordas das placas ou em zonas geologicamente mais frágeis.

Atualmente, essa teoria é considerada em todo o globo, pois pode explicar todos os aspectos da evolução geológica da Terra, analisando e relacionando processos como a formação de cadeias montanhosas, vulcanismo e abalos sísmicos.

A litosfera (crosta terrestre) está dividida em aproxi­madamente 20 placas rígidas. As placas têm uma espessura média de 30 a 40 km, sendo mais fina sob os oceanos - onde o material rochoso é mais denso - e mais espessa nos continentes, onde as rochas são menos densas. Os limites entre as placas se caracterizam como zonas de grande atividade sísmica e vulcânica.

Mapa com informações sobre as placas tectônicas existentes no mundo

Quando se formulou a teoria foram consideradas 7 grandes placas: Eurásia, Africana, Norte-americana, Sul-americana, Indo-australiana, Antártica e Pacífica. Na atualidade, estão identificadas outras placas e algu­mas das mais importantes são a de Nazca, a do Caribe e a das Filipinas. As demais são consideradas microplacas.

Movimento das placas tectônicas

As placas tectônicas estão em contínua renovação: criando-se pelo acréscimo de material magmático nas dorsais oceâ­nicas, migrando lateralmente e se destruindo nas zonas de subduccão.

Assim, elas se inter-relacionam de várias formas: separando-se, chocando-se ou deslizando lateralmente. Como consequência desse movimento relativo entre elas, produzem-se três tipos de bordas ou limites. Em cada tipo de limite desenvolvem-se processos geológicos característicos:

a) Nos limites divergentes as placas se separam, o que permite o afloramento do material da astenosfera e, com ele, a contínua criação da crosta oceânica, for­mando as dorsais.

b) Nos limites convergentes, uma placa se introduz por baixo de outra e, com isso, destrói-se parte da litosfera oceânica ao fundir-se a placa com o manto, onde as temperaturas são muito elevadas. É assim que se formam as fossas oceânicas ligadas à subducção. Se as placas que se chocam são continentais, produz-se a co­lisão. As orogêneses resultam do confronto de duas placas em uma fronteira convergente.

c) Nos limites neutros ou em escorregamento (translação), as placas deslizam lateralmente sem se chocar nem destruir a litosfera, formando as falhas. Um exemplo é a falha de San Andréas, na Cali­fórnia.
Ao longo do tempo geológico, tem variado o número, forma, tamanho e situação das placas tectônicas. Isso se deve ao fato de seus limites poderem modificar-se quando res­pondem às forças originadas no manto subjacente.

Por: Renan Bardine

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