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Sabinada

A Sabinada foi uma revolta ocorrida na Bahia contra o poder central. Um dos seus líderes foi o médico e jornalista Francisco Sabino, do qual decorreu o nome de sabinada. Da revolta, participaram vários setores da sociedade de Salvador, de comerciantes até ex-escravos.

A Bahia vinha sendo palco de várias revoltas desde a independência, entre as quais se destacaram as rebeliões de escravos, principalmente a dos negros malês.

A renúncia do padre Diogo Feijó em 1837 levou ao poder regencial os conservadores liderados por Araújo Lima. Nesse período do regresso conservador, os liberais da Bahia, não aceitando a política centralizadora, deram início a agitações que visavam a impedir a perda de autonomia da província.

Populares atenderam ao apelo do médico Sabino por estarem descontentes com seu estado de pobreza. O levante em Salvador (1837) proclamou a República Baiense.

Os revoltosos eram contrários à centralização política e propunham um governo republicano e independente até que D. Pedro de Alcântara pudesse assumir o trono brasileiro em 1843. Buscaram um compromisso com relação aos escravos dividindo-os entre nacionais e estrangeiros. Assim, seriam libertados os escravos nacionais e os demais continuariam escravizados.

Quadro que faz referência à Sabinada
Sabinada, Salvador aparece ao fundo.

A regência enviou tropas que cercaram Salvador e, com a ajuda dos senhores de engenho da região do Recôncavo, fiéis ao governo imperial, venceram os revoltosos em 1838. Ao final da violenta repressão, o resultado foi o massacre da população, além de milhares de prisioneiros, cerca de 1800 pessoas estavam mortas.

Com a antecipação da maioridade de D. Pedro II, os condenados foram anistiados e colocados em liberdade, mas proibidos de permanecer em Salvador. Sabino transferiu- se para Goiás, onde continuou suas atividades políticas.

Por: Paulo Magno da Costa Torres

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