Na província de Pernambuco, centro tradicional do liberalismo, as ocorrências políticas na Corte provocaram fortes reações. A situação econômica, política e social dessa província, que já era de crise, devido à decadência da economia açucareira, agravava-se agora com a outorga da carta constitucional de 1824, que sepultava definitivamente o sonho da autonomia provincial.
Assim, neste reduto do "liberalismo radical", de características nativistas e anti-lusitanistas, eclodiu a Confederação do Equador, liderada entre outros por Manuel de Carvalho Pais de Andrade, Cipriano Barata, Frei Caneca e Padre Gonçalves Mororó.
Os rebeldes proclamaram a república da Confederação do Equador e adotaram a constituição da Colômbia, recebendo a adesão da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará.
A repressão, determinada pelo Imperador, contou com capitais ingleses e teve o comando do brigadeiro Francisco de Lima e Silva. De acordo com as ordens do Imperador, que "não admitia convenções ou capitulações, pois a rebeldes não se devia dar quartel", os revolucionários foram duramente batidos e seus oito líderes principais condenados à morte, entre os quais Frei Caneca.
Veja mais do primeiro Reinado: