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Guerra dos Cem Anos

No início do século XIV, a França e a Inglaterra (países que se confrontaram da Guerra dos Cem Anos) viviam problemas internos com a centralização do poder real e com a necessidade de conquistas ou manutenção de territórios para, em parte, atender aos interesses da nobreza (feudos) ou da burguesia (comércio). Além disso, os laços de parentesco entre a nobreza francesa e a inglesa eram muito grandes.

Causa da Guerra

Alguns soberanos e senhores ingleses possuíam feudos no norte da França, que, naquele momento, tentava unificar seu território e definir suas fronteiras, além de manter o controle sobre parte da região de Flandres, que se constituía em importante centro produtor de tecidos de lã, cuja matéria-prima era adquirida da Inglaterra.

Nesse sentido, havia também uma disputa econômica entre os franceses e os ingleses.

O pretexto para o início do conflito foi mesmo a sucessão do último rei da dinastia capetíngia, Carlos IV, em 1328. A disputa pelo trono entre Filipe de Valois, da França, e Eduardo III, da Inglaterra, terminou com a vitória do primeiro, apoiado pela nobreza francesa.

A ascensão de Filipe deu início à dinastia de Valois, mas provocou a reação do rei inglês Eduardo III, que declarou guerra à França em 1337.

Fases da Guerra

A Guerra dos Cem Anos foi travada em solo francês. Dado o prolongado tempo de conflito, pode-se dividi-lo em diferentes fases caracterizadas mais por vitórias inglesas do que francesas.

A última fase da guerra, considerando o período a partir de 1420, corresponde à atuação da camponesa Joana d’Arc à frente das tropas que defendiam a família Valois da atuação inglesa no norte. Os êxitos de Joana d’Arc animaram os franceses, geraram um sentimento de unidade com fortes traços religiosos e confirmaram o poder da família Valois.

Joana d’Arc lutando na Guerra dos Cem Anos.
Imagem idealizada de Joana d’Arc, um expoente da Guerra dos Cem Anos.

Joana d’Arc, dizia ouvir vozes de São Miguel, de Santa Catarina e de Santa Margarida para que atuasse nas campanhas, liderando os homens para o bem da França.

Foi presa pelos borguinhões, vinculados economicamente à Inglaterra, que a entregaram à Santa Inquisição, controlada pelos ingleses. Foi morta na fogueira em 30 de maio de 1431, aos 19 anos.

Conclusão

O fundamental a ser guardado das várias campanhas militares não é o aprisionamento de Joana d’Arc e sua execução por ser considerada herege pelos ingleses, e sim a criação dos exércitos nacionais de ambos os lados (francês e inglês), o maior poder concedido aos tribunais reais e o impulso dado à economia por meio do apoio da autoridade real ao comércio e à manufatura.

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