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Primeira Guerra Mundial

As principais potências, pela primeira vez na história, envolveram-se em uma guerra, cujos efeitos foram sentidos em todo o mundo, a chamada Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).

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Esse advento expressou o grau de hegemonia da Europa, sobretudo dos seus principais centros industriais, respectivamente: Inglaterra, Alemanha e França, e marcou o início do declínio desta mesma hegemonia.

A Europa exercia, às vésperas da primeira guerra, uma supremacia política e econômica sobre os demais países do mundo, pois além da força militar, nas frotas de guerra e na rede de bases navais, na superioridade de armamentos e no número de exércitos, contava também com superioridade material e técnica, que a converteu em um poderio financeiro que a transformou no banco global, de supremacia intelectual universalmente reconhecida.

Inglaterra, Alemanha e França controlavam 7/10 da capacidade produtiva e da força de trabalho qualificado, além de 62% das exportações mundiais e 80% dos investimentos de capitais no exterior.

Dois únicos países no globo, Estados Unidos e Japão, apresentavam um crescimento econômico acelerado, disputando zonas de influência com o capitalismo europeu. Mas ainda não representavam perigo à hegemonia européia.

Os Estados Unidos, inclusive, saíram-se como vencedores do conflito, pois se tornaram credores da falida Europa.

Quanto ao Japão, manteve sua posição de liderança no Extremo Oriente.

A Primeira Guerra Mundial modificou completamente a mapa político da Europa e acelerou o surgimento do primeiro Estado socialista do globo: a União Soviética. Este fato quebrou a unidade do capitalismo no mundo por um longo tempo.

O problema central residia na corrida imperialista e nos limites da divisão econômica do mundo. Exemplo clássico foi a concorrência alemã em face da supremacia britânica.

A Alemanha, após a sua unificação política, conheceu um período de aceleração do desenvolvimento industrial, sobretudo nos ramos da siderurgia, da química, dos transportes e manufatura de instrumentos científicos. Isso a transformou na principal potência européia e a levou a concorrer com o até então dominante comércio inglês.

Mas esse crescimento econômico não foi acompanhado pela estruturação de um império colonial correspondente à grandeza do país, pois todo o globo já havia sido partilhado pelas nações que primeiro se industrializaram.

A Alemanha, porém, negava-se a aceitar essa situação como definitiva, o que acabou gerando um estado latente de tensão entre ela e a Inglaterra. Cada uma procurou, por uma adequada política de alianças, neutralizar a outra.

Outro foco de atrito que ocasionou a primeira guerra localizava-se no próprio continente europeu e se caracterizava pela tensão constante nas relações entre França e Alemanha.

O conflito alastrou-se a partir do mês de agosto.

O Japão declarou guerra à Alemanha, interessado nas possessões desta no Extremo oriente. O Império Turco negociou uma aliança contra os russos, apoioada na Alemanha.

A Itália, contudo, embora pertencesse ao bloco da Tríplice Aliança, proclamou neutralidade até 1915 e, quando entrou no conflito, o fez ao todo da Tríplice Entente.

Assim, os países em guerra foram os seguintes: de um lado a Alemanha e a Áustria-Hungria, de outro, os aliados Sérvia, Rússia, França, Bélgica e Império Britânico.

Com o desenrolar da Primeira Guerra Mundial, novas nações foram entrando em um ou em outro lado: a Turquia (1914) e a Bulgária (1915) uniram-se aos alemães e austro-húngaros; os aliados receberam apoio do Japão (1914), da Itália (1915), de Portugal e da Romênia (1916), dos Estados Unidos, da Grécia e do Brasil (1917).

O conflito tomou caráter mundial, estendendo-se pelos vários continentes à medida que as colônias das principais potências se viam nela envolvidas.

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O principal palco da guerra foi, entretanto, a Europa.

BALANÇO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Da mesma forma como a guerra se estendeu para vários continentes, seus efeitos também se fizeram em todos os quadrantes do globo, envolvendo diretamente a população civil, que sofreu a cão dos bombardeios, das invasões, das epidemias e da fome.

A guerra, ao contrário do que ocorrera até então, foi travada entre potências industriais e comerciais, o que ampliou muito seu poder de destruição: face às necessidades do conflito surgiu uma indústria bélica que se aperfeiçoava a cada dia.

As perdas humanas foram consideráveis e as estimativas mais realistas indicam um total de 13 milhões de mortos para a Europa, sendo que a Alemanha, Rússia, França e Império Austro-Húngaro tiveram quase dois milhões de mortos cada um e a Inglaterra quase um milhão.

Os Estados Unidos, ao contrário, foi o país que menos população perdeu: 115 mil pessoas. Os norte-americanos foram grandes beneficiários do conflito, pois, ao financiarem o esforço de guerra dos aliados, através da concessão de pesados empréstimos, colocaram a Europa nas malhas de uma estreita dependência econômica.

Com o final da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos caminhavam para se transformar, portanto, na potência preponderante do planeta.

A Europa via começar o seu declínio. Foi obrigada a partilhar com os Estados Unidos o domínio do mundo.

O final da guerra trouxe profunda crise econômica, com altas taxas de inflação gerando desemprego, caristia e miséria.

A Europa antes e depois da Primeira Guerra Mundial

PRINCIPAIS FASES

  • Primeira fase (1914/1915): movimentação de tropas e equilíbrio entre as forças rivais;
  • Segunda fase (1915/1917): guerra de trincheiras;
  • Terceira fase (1917-1918): entrada dos Estados Unidos, ao lado da França e da Inglaterra, e derrota da Alemanha.

CONSEQUÊNCIAS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

  • O aparecimento de novas nações;
  • Desmembramento do império Austro- Húngaro;
  • A hegemonia do militarismo francês, em decorrência do desarmamento alemão;
  • A Inglaterra dividiu sua hegemonia marítima com os Estados Unidos;
  • O enriquecimento dos Estados Unidos;
  • A depreciação do marco alemão, que baixou à milionésima parte do valor, e a baixa do franco e do dólar;
  • O surgimento do fascismo na Itália e do Nazismo na Alemanha.

REFERÊNCIAS

  • ARRUDA. José Jobson de A. PILETTI. Nelson. Toda a História. História Geral e História do Brasil. Editora Ática: 9ª Edição.
  • COTRIM. Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Editora Saraiva. Volume Único. 7ª Edição: 2003. 1ª Tiragem, 2003.
  • NADAI. Elza. NEVES. Joana. História Geral: Moderna e Contemporânea. Editora Saraiva. 11ª Edição, 1996.

Por: Iara Maria Stein Benítez

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