Sangue

Composição e funções do sangue

O sangue é um tecido altamente especializado, formado por alguns tipos de células (parte figurada) dispersas num meio líquido chamado plasma (parte amorfa).

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Os constituintes celulares são os glóbulos vermelhos (eritrócitos ou hemácias), os glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas (trombócitos). O plasma compõe-se principalmente de água com diversas substâncias dissolvidas, que são transportadas através do corpo.

 Hemácias

Continuamente produzidas pela medula óssea vermelha (tecido hematopoético) dos ossos longos; são armazenadas no baço, destruídas no fígado e na medula óssea. Têm duração aproximada de 120 dias. Na fase embrionária, são produzidas pelo fígado.

Contêm hemoglobina, pigmento vermelho transportador de oxigênio. São anucleadas na maioria dos mamíferos, portanto, incapazes de divisão. Um homem adulto tem aproximadamente 5 milhões/mm3. Este número varia em função da idade (mais numerosas em crianças), sexo (perda na menstruação), altitude (aumentam com a rarefação do ar) e doenças (malária, anemias etc.).

 Leucócitos

Continuamente produzidos pela medula óssea, baço e gânglios linfáticos, apresentam grande variedade quanto ao núcleo, reação a corantes etc.

Os mais frequentes são os neutrófilos (70%), que podem abandonar os capilares por meio de pseudópodes (diapedese), para defender o organismo contra agentes estranhos, como as bactérias (fagocitose). O pus é formado por restos desses glóbulos brancos, bactérias e tecidos mortos.

Os linfócitos, segundo tipo mais frequente de leucócitos (24%), defendem o organismo, produzindo anticorpos.

Quantidade aproximada de 8 mil/mm3 no homem adulto, variando nos estados infecciosos.

Plaquetas

Produzidas pela medula óssea, têm papel importante na coagulação sanguínea. Um homem adulto apresenta aproximadamente 500 mil/mm3.

Estrutura dos vasos sanguíneos

As ramificações mais finas dos vasos são os capilares, os únicos que trocam substâncias com os tecidos. Os capilares são constituídos por uma única camada de células, o endotélio. As artérias e veias, além do endotélio, são rodeados por musculatura lisa, que é mais desenvolvida na parede das artérias, pois suportam maior pressão. Entre as camadas musculares aparece, ainda, um tecido de ligação.

Além disso, as veias são munidas de válvulas que ajudam o fluxo sanguíneo, impedindo seu retorno. A contração dos músculos esqueléticos comprime as veias, impelindo o sangue em direção ao coração.

Saiba mais em: Vasos Sanguíneos.

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Coagulação do sangue

Alguns minutos após a retirada de uma amostra de sangue, forma-se uma gelatina e se separa um líquido amarelado (soro). Essa processo é chamado de coagulação.

As células de tecidos lesados, e as plaquetas que se desintegram em contato com o ar, liberam uma enzima, a tromboplastina que, ativada pelos íons Ca++, catalisa a transformação de uma substância plasmática, a protrombina (fabricada pelo fígado), em trombina. Esta, por sua vez, catalisará a transformação de uma proteína plasmática solúvel, o fibrinogênio (fabricado pelo fígado), numa malha de fibrina insolúvel que retém os elementos figurados do sangue, separando-os do soro.

Há muitos outros fatores químicos que interferem na coagulação sanguínea, não menos do que doze. Um deles, a vitamina K é fundamental para a formação da protrombina.

Agentes Anticoagulantes

Há dois tipos de agentes anticoagulantes:

  1. físicos: resfriamento do sangue (inibe a ação enzimática), agitação do sangue num frasco com contas de vidro (a rede de fibrina se aglutina ao redor delas).
  2. químicos: substâncias que removem o cálcio do sangue (oxalato ou citrato de sódio), adição de heparina (substância produzida pelo fígado que interfere na transformação da protrombina em trombina).

Pressão Sanguínea

No sistema circulatório, o sangue está submetido a determinada pressão. Quando o ventrículo se contrai e impulsiona o sangue para as artérias, provoca uma distensão de suas paredes, que se propaga como uma onda (pulso) pela artéria. A pressão do sangue nas artérias diminui, gradualmente, à medida que se afasta do coração.

A manutenção da pressão arterial nos vertebrados depende basicamente:

  • das pulsações cardíacas;
  • da elasticidade das paredes das artérias (a diminuição do calibre aumenta a pressão);
  • da constância do volume sanguíneo;
  • da resistência da rede capilar ao fluxo sanguíneo.

Ao se ramificarem, as artérias distribuem o sangue aos vários órgãos. Em ramificações de menor diâmetro — as arteríolas — as paredes ainda são musculares e, contraindo-se ou relaxando, alteram o diâmetro das arteríolas, regulando o fluxo de sangue através delas. Esse tipo de regulação só é possível num sistema circulatório fechado.

Os menores vasos sanguíneos são os capilares, que formam extensa rede. O diâmetro dos capilares, cujo valor médio é de 0,01 mm, pode aumentar ou diminuir pela contração ou relaxamento das arteríolas. Tal processo regula o fluxo sanguíneo a nível capilar.

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