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Silogismo

Em suas reflexões no âmbito da lógica, Aristóteles procura delinear as formas de raciocínio que conduzem a conclusões válidas, necessárias e demonstradas de modo racional, desenvolvendo, então, sua clássica teoria do silogismo.

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Em sua acepção geral, silogismo significa conexão de ideias e, no vocabulário lógico aristotélico, refere-se à argumentação logicamente perfeita, composta por proposições cuja articulação incide em uma conclusão racionalmente indiscutível. Um silogismo constitui, assim, uma inferência, um percurso de pensamento com o qual se extrai uma conclusão de determinadas premissas, as quais são a explicação e a causa da conclusão explicitada.

O silogismo caracteriza-se como mediato, dedutivo e necessário. Dizemos que é mediato porque exige um itinerário de pensamento para se contemplar uma inferência, ou seja, a conclusão, ainda que implícita na afirmação ou negação inicial, explicita-se somente com a mediação de proposições. É dedutivo porque parte de uma afirmação ou negação universal verdadeira para constatações particulares, específicas, dependentes da sentença inicialmente apresentada. Por fim, o silogismo é necessário, pois sua conclusão exprime uma consequência lógica de suas proposições.

Para compreender melhor essas afirmações, utilizare­mos um exemplo simples de silogismo:

Todo homem é mortal.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.

Com essa exemplificação, notamos que o silogismo clássico é formado por três proposições, sendo estas a premissa maior, a premissa menor e a conclusão. A premissa maior contém o termo maior e o termo médio.

No exemplo oferecido, a premissa maior – todo homem é mortal – tem em “mortal” o termo maior e em “homem” o termo médio. A premissa menor – “Sócrates é homem” – envolve o termo menor e o termo médio, “Sócrates” e “homem”, no silogismo em questão. A conclusão – “Sócrates é mortal” – manifesta o termo maior e o termo menor – “Sócrates” e “mortal” –, jamais mencionando o termo médio, que possibilita a inferência.

Registramos, com esse exemplo, que a conclusão se estabelece de maneira mediata e dedutiva, revelando-se como consequência necessária, lógica, das proposições que a precedem, ou seja, de acordo com as premissas declaradas, não seria logicamente admissível nenhuma inferência exceto a apresentada.

Importa ainda observar que essas considerações são uma simples indicação da teoria lógica aristotélica, cuja complexidade procura contemplar todas as formas de argumentação válida, ao mesmo tempo em que admite que nem todos os raciocínios são facilmente passíveis de formalização pela lógica.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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