Geografia

Camadas da Terra

Se pudéssemos cortar o planeta Terra ao meio como um pêssego, veríamos certas semelhanças entre as camadas de ambos: o caroço corresponderia ao núcleo do planeta; a parte comestível equivaleria ao manto; e a casca seria a crosta.

Núcleo

O núcleo é a parte central e mais quente do planeta, com temperaturas que variam de 3000 a 5000 °C. Pode ser dividido em núcleo interno e núcleo externo.

Núcleo interno

O núcleo interno corresponde à parte que vai do centro do planeta até aproximadamente 1216 km em direção à superfície. Apesar de ser uma região extremamente quente, o núcleo interno é sólido, pois está sob grande pressão. É constituído principalmente pelos metais níquel (Ni) e ferro (Fe).

Núcleo externo

O núcleo externo é a camada que se estende a partir do núcleo interno até 2170 km em direção à superfície terrestre. Também é composto de ferro e níquel, porém no estado líquido. Em razão da constante movimentação dessa camada, é gerado o campo magnético da Terra, que atua como um escudo contra as fortes radiações solares, sendo um dos fatores que possibilitam a vida sobre a superfície terrestre.

Manto

O manto é constituído por magma, que é um material rochoso fundido. Ele se encontra entre o núcleo e a crosta terrestre, sendo dividido em duas partes: o manto inferior e o manto superior.

Manto inferior

O manto inferior é a camada do planeta que tem início a partir do núcleo exterior e estende-se por 2200 km em direção à superfície. Essa porção corresponde a aproximadamente 50% da massa do planeta Terra. Nessa região, o magma é composto por grande diversidade de elementos fundidos, como silício (Si), magnésio (Mg), oxigênio (O2), ferro (Fe), cálcio (Ca) e alumínio (Al).

Por estar mais próximo ao núcleo, ele atinge temperaturas mais altas, de até 4 000 °C. Ao se aquecerem, as camadas mais profundas de magma tendem a se mover em direção à crosta, forçando as camadas mais superficiais de magma a se movimentarem em direção ao núcleo.

Manto superior

O manto superior está situado acima do manto inferior, estendendo-se por aproximadamente 640 km até a crosta. Entre a parte mais superficial do manto superior e a superfície sólida do planeta encontra-se uma região de rochas de consistência pastosa chamada de astenosfera.

Essa região permite grande parte dos fenômenos que ocorrem na superfície do planeta, como terremotos, erupções vulcânicas e tsunamis. Em uma erupção vulcânica, por exemplo, o magma chega à superfície. A solidificação do magma origina as rochas magmáticas ou ígneas. Estas, por sua vez, ao sofrerem desgastes ao longo de milhares de anos, formam fragmentos que, ao se acumularem em áreas mais baixas do território, dão origem a outro tipo de rocha, as sedimentares.

As rochas magmáticas ou sedimentares, que passam por transformações em razão da variação de temperatura e pressão, geram as rochas metamórficas, isto é, que sofreram “metamorfose”.

Crosta

A crosta é a camada mais superficial do planeta, constituída por rocha no estado sólido. É relativamente estreita quando comparada às outras camadas, atingindo espessura de até 60 km.

A crosta é fragmentada em várias peças, denominadas placas, que se deslocam em várias direções, em decorrência das correntes de convecção limítrofes. São responsáveis por intensa sismicidade, atividades vulcânicas, formação de cadeias montanhosas alongadas e bacias nos oceanos.

Distingue-se em duas estruturas: continental e oceânica.

Crosta continental

A crosta continental tem espessura que varia de 20 km a 60 km, formando os continentes e a plataforma continental, região do oceano próxima às costas litorâneas. É composta principalmente de rochas sedimentares e metamórficas.

Crosta oceânica

A crosta oceânica constitui-se pelo fundo do oceano ou assoalho oceânico. Apresenta espessura que varia entre 5 km e 10 km. É mais densa que a crosta continental, tendo como rocha típica o basalto, uma rocha magmática.

Imagem com as divisões das camadas da Terra.
As camadas da Terra.

Bibliografia: 

Wilander. Reed. Monroe. James. S. Fundamentos de geologia. 1.ed. São Paulo: Lencage Learning, 2009.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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