Leishmaniose

leishmaniose é uma protozoose que pode manifestar-se de diferentes maneiras, dependendo da espécie infectante, mas, geralmente, provoca degeneração tecidual dos órgãos atingidos. No Brasil, ocorrem a leishmaniose cutânea ou tegumentar e a leishmaniose visceral.

O agente etiológico da leishmaniose cutânea, também conhecida como úlcera de Bauru, é o protozoário flagelado Leishmania brasiliensis, e a doença caracteriza-se pela formação de feridas de difícil cicatrização na pele e nas mucosas.

A característica marcante da doença é a ocorrência de sérias lesões na boca e no nariz, podendo estender-se até a faringe, deixando os locais seriamente mutilados e dificultando a respiração e a fala. O vetor da leishmaniose cutânea é um inseto do gênero Lutzomyia, popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui.

A contaminação dos insetos ocorre quando eles picam mamíferos contaminados, como, por exemplo, rato, cão e gambá, que atuam como reservatórios do parasita. A transmissão é feita pela picada das fêmeas, que são hematófagas.

Pele com leishmaniose
Lâmina de tecido cutâneo infestado por Leishmania brasiliensis, indicado pela seta.

Agentes etiológicos

Leishmania brasiliensis (cutânea) e Leishmania chagasi e L. donovani (visceral). São protozoários flagelados que se desenvolvem no intestino do flebotomíneo fêmea que é hematófaga, chamados de promastigotas na forma infectante para hospedeiros vertebrados. Esses protozoários entram na corrente sanguínea e, ao invadir as células, perdem o flagelo e passam a ser chamados amastigotas.

Agente etiológico da leishmaniose.
Leishmania brasiliensis

Vetor da leishmaniose

Inseto dos gêneros Lutzomia e Phlebotomus, denominado também de flebótomo, popularmente conhecido por mosquito-palha ou birigui.

Vetor da leishmaniose.
Mosquito-palha

Transmissão

As fêmeas infectam-se com a forma amastigota ao picar mamíferos contaminados, como ratos, cães e gambás, e transmitem o protozoário na forma promastigota ao picar outros vertebrados.

Nestes, os promastigotas são fagocitados por macrófagos e se transformam em amastigotas, que se multiplicam por divisão binária até romperem a célula hospedeira, disseminando-se pelas vias sanguíneas e linfáticas, iniciando reação inflamatória e proporcionando a ação de outros macrófagos.

As amastigotas produzidas poderão invadir células de vários tecidos, novos macrófagos, ou ainda transferidas para outro inseto durante a picada.

Sintomas

  • Leishmaniose cutânea (úlcera de Bauru): lesões na boca e no nariz, possíveis de estender-se à faringe, deixam o local seriamente mutilado e dificultam respiração e fala.
  • Leishmaniose visceral: febre contínua, lesões nas vísceras, anemia, aumento de fígado e baço.

Prevenção

Diagnóstico precoce, tratamento dos doentes, eliminação dos criadouros, combate ao mosquito-palha com inseticidas e controle biológico, portas e janelas com proteção de telas e camas com mosquiteiros.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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