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União Soviética - URSS

INTRODUÇÃO

União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) (em russo, Soiuz Sovietskikh Sotsialisticheskikh Respublik), Estado federal plurinacional criado como resultado da Revolução Russa em 1917 no território do antigo império russo, fundado com tal denominação em dezembro de 1922.

A URSS começou com a conquista do poder pelo Congresso dos Sovietes de toda Rússia, dirigido pelo partido bolchevique, que promulgou imediatamente uma série de decretos através dos quais a Rússia deixaria de combater na I Guerra Mundial, toda terra seria nacionalizada e se constituiria o Conselho dos Comissários do Povo (Sovnarkom), que atuaria como primeiro governo dos trabalhadores e dos camponeses presidido por Lenin.

Os sovietes garantiram o direito à igualdade e à autodeterminação das numerosas nacionalidades. A primeira nação a tirar proveito desta situação foi a Finlândia, onde foi estabelecido um governo nacional e reconhecida a independência. As idéias fundamentais foram reconhecidas na Constituição de 1918, que proclamou a República Socialista Federativa Soviética da Rússia (RSFSR).
 

O TRATADO DE PAZ

As negociações de paz com a Alemanha se iniciaram em 1917. Os termos da paz apresentados pelos alemães no Tratado de Brest-Litovsk eram inaceitáveis; entretanto, concluiu-se um tratado segundo o qual a RSFSR cedia a Ucrânia, a Polônia e os estados bálticos, o que provocou o rompimento do Partido Socialista Revolucionário e a resposta dos bolcheviques no chamado Terror Vermelho.

A RSFSR se transformou em um Estado com regime de partido único, o Partido Comunista Russo (bolchevique), nome adotado pelo Partido Trabalhista Social-democrata Russo (POSDR) em 1918.


A GUERRA CIVIL

A política social e econômica provocou a Guerra Civil e a intervenção das potências estrangeiras. Apesar dos reveses iniciais, os bolcheviques conseguiram repelir esses ataques no início de 1920 e as tropas soviéticas, reorganizadas por Leon Trotski em 1918 com o nome de Exército Vermelho, iniciaram a contra-ofensiva.

A guerra com a Polônia terminou com a assinatura, em 1921, do Tratado de Riga, e a Guerra Civil após a expulsão das tropas de ocupação japonesas da Sibéria oriental no final de 1922. O denominado “comunismo de guerra” arruinou por completo a economia do país e Lenin adotou a denominada Nova Política Econômica (NEP) em 1922.


A ÉPOCA DE STALIN

Na luta pelo poder desencadeada após a morte de Lenin em 1924, Josef Stalin obteve o apoio da maioria no Partido Comunista. A partir de então, começou a série de expurgos que caracterizariam os 25 anos de mandato stalinista. Trotski foi proscrito na União Soviética e, em 1940, assassinado no México.


A FUNDAÇÃO DA URSS

Durante a década de 1920, aconteceram mudanças radicais na administração governamental e ocorreram melhorias notáveis na economia nacional e nas relações internacionais. A Constituição de 1924 reorganizava os territórios sob controle soviético em torno do novo Estado.


A TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA

Em 1928 teve início um período de economia planificada dirigida a partir do Comitê de Planificação Estatal (GOSPLAN, criado em 1921), colocando em prática o primeiro dos planos qüinqüenais aplicados por Stalin. Cada um desses planos, que duravam 5 anos, aplicava uma série de programas para desenvolver a economia nacional. Os objetivos básicos eram transformar a URSS de um país agrícola em uma potência industrializada, completar a coletivização da agricultura e transformar profundamente a natureza da sociedade.


O GRANDE EXPURGO

Em meados da década de 1930, a política soviética foi caracterizada pelos drásticos expurgos de todos os elementos supostamente contrários à política stalinista. Os denominados “processos de Moscou” suscitaram críticas em todo o mundo ao regime soviético, que ficou seriamente debilitado pelas numerosas execuções.


A POLÍTICA EXTERNA

Do ponto de vista soviético, os acontecimentos internacionais ocorridos durante a década de 1930 colocaram em crescente perigo a segurança da URSS. A ocupação japonesa da região de Dongbei Pingyuan ou Manchúria em 1931 e a ascensão de Hitler na Alemanha supuseram uma ameaça para a segurança soviética. Buscando estabelecer alianças com outras potências para resistir à ofensiva fascista, especialmente com a França e a Grã-Bretanha, a URSS ingressou na Sociedade das Nações em 1934. No verão de 1938 se originou uma grave crise quando o governo alemão exigiu do governo da Tchecoslováquia a cessão dos Sudetos. O resultado da tímida postura adotada pela França e Grã-Bretanha foi o Pacto de Munique, que assegurava a cessão dos territórios em litígio à Alemanha.


A II GUERRA MUNDIAL

A guerra fronteiriça contra o Japão e a inquietação diante dos progressos alemães em 1939 provocaram a assinatura de um pacto de amizade e de não-agressão entre a Alemanha e a URSS (conhecido como Pacto Ribbentrop-Molótov) que, em uma cláusula secreta, determinava a partilha da Polônia e as esferas de influência de ambos os países na Europa Oriental. Em 1º de setembro, a invasão alemã da Polônia levou a França e a Grã-Bretanha a declararem guerra a esse país. Assim começou a II Guerra Mundial. Dezesseis dias mais tarde, o Exército Vermelho ocupava a parte oriental da Polônia. A ocupação do leste da Polônia foi a primeira de uma série de anexações territoriais que afetaram a Estônia, a Letônia, a Lituânia, a Carélia, a Bessarábia e a parte setentrional da Bucovina. Os pactos de não-agressão impostos pela URSS aos países bálticos lhe deram o direito de estacionar tropas nesses territórios. No final de 1939, o governo soviético exigiu da Finlândia a cessão do istmo da Carélia, o que originou a Guerra Russo-finlandesa. Segundo os acordos do tratado de paz, a URSS ficou com os territórios do istmo da Carélia e o porto de Viborg.

Ao mesmo tempo, dirigiu seus objetivos para os Balcãs. Exigiu da Romênia a devolução da Bessarábia e a entrega do norte da Bukovina. Entretanto, em 1941 firmava com o Japão um pacto de neutralidade. Em junho deste ano, a Alemanha invadiu a URSS, e em janeiro de 1942, após aceitar os princípios da Carta do Atlântico, o governo soviético e outros 25 governos dos países aliados assinaram uma declaração através da qual se comprometiam a cooperar na guerra contra as potências do Eixo. Enquanto no norte os alemães freavam seu avanço para Moscou, no sul foram finalmente detidos e derrotados na épica batalha de Stalingrado (hoje Volgogrado). Em 8 de maio de 1945 acabou a guerra na Europa. Três meses mais tarde, segundo um tratado secreto, a URSS declarou guerra ao Japão e ocupou grande parte da região de Dongbei Pingyuan ou Manchúria, da Coréia do Norte, das ilhas Kurilas e a parte meridional da ilha Sakhalin. No final da guerra foi reconhecida como uma das grandes potências mundiais e participava junto aos chefes de governo dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha das conferências de Teerã, Ialta e Potsdam para estabelecer uma política comum. Em 1947, já havia sido desenhada a chamada Cortina de ferro.


O INÍCIO DA GUERRA FRIA

O governo soviético encarou os problemas do pós-guerra com uma política expansionista destinada a aumentar os territórios controlados pelos governos comunistas leais, fortalecer sua segurança na previsão de futuras agressões e utilizar o movimento comunista internacional como instrumento para incorporar outros países a sua órbita, o que gerou o conflito conhecido como Guerra fria. Em 1948, a Tchecoslováquia caiu sob o controle da URSS. Em troca, a Iugoslávia, dirigida pelo marechal Tito, foi expulsa da Oficina de Informação Comunista (Kominform) e Tito se transformou no porta-voz máximo do não-alinhamento durante a Guerra fria. Essa situação conduziu à criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1949. A URSS, por sua vez, fundou nesse mesmo ano o Conselho de Ajuda Econômica Mútua (COMECON) para coordenar a atividade econômica dos Estados sob seu controle. As relações com a China durante esse período foram conciliatórias e o Exército vermelho se retirou da Manchúria.


A LUTA PELA LIDERANÇA

Com a morte de Stalin, Georgi Maximilianovitch Malenkov, Lavrenti Beria, Kliment Vorochilov, Nikita Khrutchev, Nikolai Aleksandrovitch Bulganin e Lazar M. Kaganovitch ocuparam os cargos mais relevantes, embora de imediato surgisse uma luta pelo poder, que em 1957 acabou nas mãos de Khrutchev. Em uma surpreendente manobra realizada no XX Congresso do PCUS (1956) diversos líderes comunistas, como Khrutchev, denunciaram a política de Stalin e repudiaram grande parte do que ela representou. Khrutchev foi destituído no mês de outubro de 1964 por conta do progresso insatisfatório da agricultura e da indústria, e pelos desastres na política externa. Aleksei Nikolaievitch Kosiguin foi nomeado primeiro ministro. Em 1977, Brejnev tornou-se chefe do Estado e promulgou uma nova Constituição. Iuri Andropov, antigo chefe da polícia secreta soviética (KGB), ocupou a secretaria geral do partido. A rápida industrialização obtida graças aos planos qüinqüenais de Stalin transformou o país na segunda potência industrial e militar do mundo.


O DESENVOLVIMENTO CULTURAL

A partir de meados do século XX, o governo soviético pretendeu que os cidadãos das diversas nacionalidades da URSS participassem da cultura de uma sociedade comunista homogênea, conservando ao mesmo tempo as tradições específicas de cada povo ou nacionalidade. Como resultado dessa política o analfabetismo foi erradicado. Os avanços no campo das ciências naturais foram notáveis, destacando áreas como a química e a física. Prestou-se grande atenção à energia nuclear e à exploração do espaço. O governo insistiu que todos os aspectos da cultura soviética deviam fomentar a sociedade comunista. Essa premissa não supôs um sério condicionante para a ciência, apesar da atitude do governo produzir personalidades como Trofim Lissenko, Sergei Prokofiev e Dimitri Chostakovitch, mostrando como os valores políticos podiam afetar as concepções científicas ou artísticas. As belas-artes e a literatura sofreram graves limitações por conta das exigências do realismo socialista. Durante a década de 1920 a arte modernista russa conheceu uma idade de ouro, mas foram proibidas a literatura de vanguarda e as obras pictóricas de Marc Chagall, Kazimir Malevitch e Wassily Kandinsky, entre outros. Centenas de dissidentes foram cassados, detidos e enviados para instituições psiquiátricas ou campos de trabalhos forçados. Os mais distinguidos foram o escritor Aleksandr Isaievitch Soljenitsin e o físico nuclear Andrei Sakharov.


RELAÇÕES COM OS PAÍSES SATÉLITES

A criação do Pacto de Varsóvia em 1955 como aliança militar que integrava à URSS seus países satélites, foi a resposta à OTAN e serviu para fortalecer o controle soviético sobre o Leste Europeu. A Revolução Húngara no final de 1956 provocou a intervenção das tropas soviéticas, que esmagaram brutalmente o movimento e impuseram um governo de marionetes presidido por János Kádár. Na Tchecoslováquia a crise do verão de 1968 foi respondida com a invasão e ocupação de aproximadamente 600.000 soldados soviéticos e do Pacto de Varsóvia. Essa repressão teve conseqüências negativas para os partidos comunistas de muitos países distantes do bloco soviético. Entretanto, a Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa, celebrada em Helsinki (Finlândia) em 1975, ratificou aparentemente o domínio soviético no Leste Europeu.


RELAÇÕES COM A CHINA

Em 1949, a URSS reconheceu plenamente o governo chinês de Mao Zedong (Mao Tsé-tung), aliou-se a ele e continuou exigindo que substituísse na ONU o governo nacionalista de Jiang Jieshi (Chiang Kai-shek), estabelecido em Taiwan. Ambos os países apoiaram a Coréia do Norte durante a guerra da Coréia, mas a URSS negou, em 1959, ajuda a China para o desenvolvimento de seu poderio nuclear. Ao crescer em intensidade, o conflito ameaçou, inclusive, culminar em uma guerra entre os dois países. A visita do presidente norte-americano Richard Nixon a China em 1972 alarmou ainda mais a URSS sobre a possibilidade de um realinhamento das potências.


RELAÇÕES COM OUTRAS NAÇÕES ASIÁTICAS

Em 1950, a URSS reconheceu as forças comunistas vietnamitas de Ho Chi Minh. Em 1954, participou do Acordo de Genebra que dividiu o país em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul, e continuou apoiando o primeiro. Durante a guerra do Vietnã entrou em conflito com os Estados Unidos e após a vitória norte-vietnamita manteve seu apoio em sua luta contra a China. As relações com outros países asiáticos foram conciliatórias, mas também agressivas. Em 1966, foi mediadora no confronto entre a Índia e o Paquistão pela região de Kashmir, que terminou com a criação do Estado de Bangladesh em 1971. Por outro lado, a URSS se negou a devolver ao Japão as estratégicas ilhas Kurilas. E em 1979 as tropas soviéticas ocuparam o Afeganistão.
 

PENETRAÇÃO NA ÁFRICA

A influência soviética na África sofreu dois notáveis contratempos durante a década de 1960. O primeiro ministro da República Democrática do Congo, o pró-soviético Patrice Lumumba, foi assassinado em uma revolta em 1961. Em Gana, Kwame Nkrumah e seu governo comunista foram derrotados e os assessores soviéticos expulsos. Entretanto, durante a década de 1970 a URSS, com a ajuda das tropas cubanas, conseguiu colocar no poder um governo pró-soviético em Angola e ajudou a Etiópia a expulsar os somálios. Respaldou a antigovernamental Frente Patriótica da Rodésia (hoje Zimbábue) e grupos similares na África do Sul. A URSS apoiou o Egito quando nacionalizou o canal de Suez em 1956, ajudou na construção da represa de Assuã e respaldou os egípcios na guerra dos Seis Dias (1967). Mas em 1977, Anwar al-Sadat ordenou à URSS fechar seus consulados e cessar todas suas atividades culturais. Os assessores soviéticos também foram obrigados a abandonar o Sudão e a Somália.
 

RELAÇÕES COM A EUROPA OCIDENTAL

Em 1970 os governos da URSS e da Alemanha Ocidental assinaram um tratado pelo qual renunciavam ao uso da força e aceitavam as fronteiras européias existentes naquele momento, inclusive a fronteira Oder-Neisse entre a Alemanha Oriental e a Polônia.
 

RELAÇÕES COM OS ESTADOS UNIDOS

Em 1962 a URSS e os Estados Unidos sofreram uma grave deterioração de suas relações como conseqüência da denominada crise dos mísseis de Cuba. Um ano depois, a URSS firmou um acordo com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha pelo qual estavam proibidas todas as provas nucleares, exceto as subterrâneas. Além disso, uniu-se aos Estados Unidos no compromisso de manter livre o espaço de todo tipo de armamento. As negociações, iniciadas em 1969 sobre a redução de armas nucleares de longo alcance, conhecidas como Conversações para a Limitação das Armas Estratégicas (SALT), foram concluídas em acordos posteriores que limitavam o número de mísseis e silos nucleares. Apesar de certos focos de tensão, Jimmy Carter e Brejnev alcançaram um acordo que se materializou no novo tratado SALT em 1979, mas o Congresso norte-americano não o ratificou em virtude da intervenção do Exército soviético no Afeganistão.


A ERA GORBATCHOV

Konstantin Ustinovitch Tchernenko, que faleceu treze meses antes de ser eleito chefe de Estado, foi substituído em 1985 por Mikhail Gorbatchov. Os planos de Gorbatchov exigiam a perestroika (“reestruturação”) da economia nacional e uma glasnost (“abertura”) na vida política e cultural. Em 1989, o povo soviético participou das primeiras eleições livres celebradas desde 1917 e elegeu um renovado Congresso de Deputados do Povo.

Dois trágicos acontecimentos dificultaram o processo de reformas: o grave acidente ocorrido em 1986 na central nuclear de Chernobyl, que causou sérios danos ao meio ambiente e revelou graves deficiências no programa nuclear soviético; e o terremoto na Armênia em 1988, que provocou mais de 25.000 mortes e deixou, pelo menos, 400.000 pessoas sem lar. Nesse mesmo ano se chegou a um acordo para a retirada das tropas soviéticas que ocupavam o Afeganistão.

Entre 1985 e 1991, Gorbatchov celebrou diversas reuniões com os presidentes norte-americanos Ronald Reagan e George Bush, e assinou um tratado que colocaria fim à produção de armas químicas e um acordo para uma redução substancial das armas nucleares estratégicas. Gorbatchov anunciou na Assembléia Geral das Nações Unidas a redução unilateral de armas convencionais, em especial no Leste Europeu e na fronteira chino-soviética. Durante sua visita à Pequim em 1989, a China e a URSS concordaram em reatar as relações após trinta anos de conflito. Em um encontro com o papa João Paulo II, prometeu garantir a liberdade religiosa na URSS e concordou em estabelecer relações diplomáticas. As relações com Israel também melhoraram notavelmente ao flexibilizar as restrições de migração aos judeus russos. No conflito do Golfo Pérsico em 1990, a URSS apoiou a política do governo dos Estados Unidos de utilizar a pressão econômica e militar para forçar a retirada iraquiana do Kuwait.


O COMUNISMO EM CRISE

Diferentemente de épocas passadas, a URSS se negou a intervir no processo de reformas no Leste Europeu entre 1989 e 1991, que colocaram um fim aos governos comunistas da Polônia, Hungria e Tchecoslováquia, e culminaram com a reunificação da Alemanha. O COMECON e o Pacto de Varsóvia foram dissolvidos. Em 1990, em um processo de deterioramento cada vez maior da economia soviética, o Partido Comunista concordou em ceder seu monopólio político. Em 11 de março a Lituânia declarou sua independência desafiando as sanções impostas por Moscou. A partir desse momento os grupos nacionalistas e os movimentos separatistas também atuaram em outras repúblicas e as explosões de violência étnica se tornaram cada vez mais freqüentes.

Em agosto de 1991 a ala ortodoxa comunista deu um golpe de Estado e tentou reinstaurar o controle centralizado comunista. Em três dias os reformistas, liderados por Boris Yeltsin, detiveram o golpe e começaram a desmantelar o aparato do partido. Com a URSS a beira do colapso, o Congresso dos Deputados do Povo concordou em 5 de setembro em estabelecer um governo provisório no qual o Conselho de Estado, liderado por Gorbatchov e composto pelos presidentes das repúblicas participantes, exerceria poderes de emergência. A crescente influência de Yeltsin acabou com a de Gorbatchov e o governo da Federação Russa assumiu os poderes que havia exercido o desaparecido governo soviético. Em 21 de dezembro de 1991, a URSS deixou formalmente de existir. Onze das doze repúblicas que permaneceram concordaram em criar a chamada Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Gorbatchov renunciou em 25 de dezembro e no dia seguinte o Parlamento soviético proclamou a dissolução da URSS. 


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