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Primeira Guerra Mundial

Introdução

A Primeira Guerra Mundial decorreu, antes de tudo, das tensões advindas das disputas por áreas coloniais. Dos vários fatores que desencadearam o conflito destacaram-se o revanchismo francês, a Questão Alsácia-Lorena e a Questão Balcânica. A Alemanha, após a unificação política, passou a reivindicar áreas coloniais e a contestar a hegemonia internacional inglesa, favorecendo a formação de blocos antagônicos. 

Constituíram-se, assim, a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (Inglaterra, Rússia e França).Os blocos rivalizavam-se política e militarmente, até que em 1914, surgiu o motivo da eclosão da Guerra: o assassinato do herdeiro do trono Áustro-Húngaro (Francisco Ferdinando), em Sarajevo (Bósnia). À declaração de guerra da Áustria à Sérvia seguiram-se outras, formando-se as Tríplices Aliança  e Entente.O conflito iniciou-se como uma guerra de movimento para depois transformar-se em uma guerra de trincheiras. Em 1917, os EUA entraram na guerra ao lado da Tríplice Entente, no mesmo ano em que a Rússia, por causa da Revolução Bolchevique, retirava-se. 

Os reforços dos EUA foram suficientes para acelerar o esgotamento do bloco Alemão, sendo que em 1918, a Alemanha assinou  sua rendição. No ano seguinte foi assinado o Tratado de Versalhes, que estabeleceu sanções aos alemães e a criação de um organismo que deveria zelar pela paz mundial. Esse tratado, conforme os 14 pontos propostos pelo presidente Wilson (EUA), determinou punições humilhantes aos alemães, semeando o revanchismo que desencadearia, depois, a Segunda Guerra Mundial. A Primeira Guerra, provocou uma alteração profunda na ordem mundial: os EUA surgiram como principal potência econômica mundial, houve o surgimento de novas nações, devido ao desmembramento do Império Áustro-Húngaro e Turco e surgiu  um regime de inspiração marxista na Rússia.

Rivalidades e Tensões Internacionais

As ambições imperialistas das grandes potências européias podem ser mencionadas entre os principais fatoras responsáveis pelo clima internacional de tensão e de rivalidade que marcou o início do século XX.

Essas ambições imperialistas manifestaram-se através dos seguintes fatores:

Concorrência econômica: As grandes potências industrializadas buscavam por todos os meios dificultar a expansão econômica do país concorrente. Essa concorrência econômica tornou-se particularmente intensa entre Inglaterra e Alemanha, que depois da unificação política entrou num período de rápido desenvolvimento industrial.

Disputa colonial: A concorrência econômica entre as nações industrializadas teve como importante conseqüência a disputa por colônias na África e na Ásia. O domínio de colônias era a solução do capitalismo monopolista para os problemas de excedentes de produção e de controle das fontes fornecedoras de matérias-primas.

Além desses problemas meramente econômicos, a Europa possuía focos de conflito que transpareciam no plano político. Em diversas regiões, surgiam movimentos nacionalistas que apresentavam o objetivo de agrupar sob um mesmo Estado povos considerados de mesmas raízes culturais. Todos esses movimentos políticos também estavam vinculados a interesses econômicos.

Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa, podemos destacar:

O Pan-eslavismo: Liderado pela Rússia, pregava a união de todos os povos eslavos da Europa Oriental, principalmente aqueles que se encontravam dentro do Império Austro-Húngaro.

O Pan-germanismo: Liderado pela Alemanha, pregava a completa anexação de todos os povos germânicos da Europa Central.

Revanchismo francês: Com a derrota da França na guerra contra a Alemanha, em 1870, os franceses foram obrigados a ceder aos alemães os territórios da Alsácia-Lorena, cuja região era rica em minérios de ferro e em carvão. A partir dessa guerra, desenvolveu-se na França um movimento de cunho nacionalista-revanchista, que visava desforrar a derrota sofrida contra a Alemanha e recuperar os territórios perdidos.

Nesse contexto de disputas entre as potências européias, podemos destacar duas grandes crises, que provocariam a guerra mundial:

A crise do Marrocos:  Entre 1905 e 1911, França e Alemanha quase chegaram à guerra, por causa da disputa da região do Marrocos, no norte da África. Em 1906, foi convocada uma conferência internacional, na cidade espanhola de Algeciras, com o objetivo resolver as disputas entre franceses e alemães. Essa conferência deliberou que a França teria supremacia sobre o Marrocos, enquanto à Alemanha caberia uma pequena faixa de terras no sudoeste africano. A Alemanha não se conformou com a decisão desfavorável, e em 1911surgira novos conflitos com a França pela disputa da África. Para evitar a guerra, a França concedeu à Alemanha uma considerável parte do Congo francês.

A crise balcânica: No continente europeu, um dos principais focos de atrito entre as potências era a Península Balcânica , onde se chocavam o nacionalismo da Sérvia e o expansionismo da Áustria. Em 1908, a Áustria anexou a região da Bósnia-Herzegovina, ferindo os interesses da Sérvia, que pretendia incorporar aquelas regiões habitadas por eslavos e criar a Grande Sérvia.

Os movimentos nacionalistas da Sérvia passaram a reagir violentamente contra a anexação austríaca da Bósnia-Herzegovina. Foi um incidente ligado ao movimento nacionalista da Sérvia que serviu de estopim para a guerra mundial.

A Política de Alianças e o Estopim da Guerra

As ambições imperialistas associadas ao nacionalismo exaltado fomentavam todo um clima internacional de tensões e agressividade. Sabia-se que a guerra entre as grandes potências poderia explodir a qualquer momento. Diante desse risco quase certo, as principais potências trataram de estimular a produção de armas e de fortalecer seus exércitos. Foi o período da Paz Armada. Característica desse período foi a elaboração de diversos tratados de aliança entre países, cada qual procurava adquirir mais força para enfrentar o país rival.

Ao final de muitas e complexas negociações bilaterais entre governos, podemos distinguir na Europa, por volta de 1907, dois grandes blocos distintos:

A Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália;

A Tríplice Entente: formada por Inglaterra, França e Rússia.

Essa aliança original entre países europeus modificou-se nos anos da guerra, tanto pela adesão de alguns países como pela saída de outros. Conforme seus interesses imediatos, alguns países mudavam de posição, como a Itália, que em 1915 recebeu dos países da Entente a promessa de compensações territoriais, caso mudasse de lado.

Mergulhada num clima de tensões cada vez mais insuportáveis, a Europa vivia momentos em que qualquer atrito, mesmo incidental, seria suficiente para incendiar o estopim da guerra. De fato, esse atrito surgiu em função do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco. O crime foi praticado pelo estudante Gavrilo Princip, ligado ao grupo nacionalista sérvio "Unidade ou Morte", que era apoiado pelo governo da Sérvia. O assassinato provocou a reação militar da Áustria, e a partir daí diversos outros países envolveram-se no conflito, uma verdadeira reação em cadeia (devido à política de alianças).

Os passos iniciais do conflito europeu (1914) foram os seguintes:

28 de julho: O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia;

29 de julho: E apoio à Sérvia, a Rússia mobiliza seus exércitos contra o Império Austro-Húngaro e contra a Alemanha;

1º de agosto: A Alemanha declara guerra à Rússia;

3 de agosto: A Alemanha declara guerra à França. Para atingí-la, mobiliza seus exércitos e invade a Bélgica, que era um país neutro;

4 de Agosto: A Inglaterra exige que a Alemanha respeite a neutralidade da Bélgica. Como isso não ocorre, declara guerra à Alemanha.

O nome Primeira Guerra Mundial foi atribuído ao conflito de 1914 a 1918, pois essa foi a primeira guerra da qual participaram as principais potências das diversas regiões da Terra, embora o principal "cenário da guerra" tenha sido o continente europeu.

Vejamos, a seguir, algumas nações que se envolveram no conflito:

Do lado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro: Turquia (1914) e Bulgária (1915);

Do lado da França, da Inglaterra e da Rússia: Bélgica(1914), Sérvia (1914), Japão (1914), Itália (1915), Portugal (1915), Romênia (1916), Estados Unidos (1917), Brasil (1917) e Grécia (1917).

Os conflitos internacionais anteriores tinham um caráter localizado, sempre restrito a países de um mesmo continente. Já o conflito de 1914 a 1918, envolveu potências que tinham alcançado a industrialização. Potências que "dedicam sua capacidade de produção ao desenvolvimento de uma poderosa indústria bélica e todos alinham efetivos consideráveis, extraídos principalmente da população rural, cuja diminuição acarreta uma inquietadora redução dos aprovisionamentos. Assim, o conflito desorganiza as trocas e abala seriamente a estrutura econômica do mundo".

Primeira fase (1914-1915)

Essa fase foi marcada pela imensa movimentação dos exércitos beligerantes. Ocorreu uma rápida ofensiva das forças alemãs, e várias batalhas foram travadas, principalmente em território francês, para deter esse avanço. Em setembro de 1914, uma contra-ofensiva francesa deteve o avanço alemão sobre Paris (Batalha do Marne). A partir desse momento, a luta na frente ocidental entrou num período de equilíbrio entre as forças em combate.

Segunda fase (1915-1917)

A imensa movimentação de tropas da primeira fase foi substituída por uma guerra de posições, travada nas trincheiras. Cada um dos lados procurava garantir seus domínios, evitando a penetração das forças inimigas. Os combates terrestres tornaram-se extremamente mortíferos, com a utilização de novas armas: metralhadoras, lança-chamas e projéteis explosivos. Mas a grande novidade em termos de recursos militares foi a utilização do avião e do submarino.

Como salientou John Kenneth Galbraith, o desenvolvimento das técnicas militares de matar não foi acompanhado pelo desenvolvimento da "capacidade de pensar" dos generais tradicionais. "A adaptação de táticas estava muito além da capacidade da mentalidade militar contemporânea. Os generais hereditários e seus quadros de oficiais não pensavam em outra coisa senão em enviar contingentes cada vez maiores de homens, eretos, sob pesada carga, avançado a passo lento, em plena luz meridiana, contra o fogo de metralhadora inimigo, após pesado bombardeio de artilharia. A esse bombardeio, as metralhadoras, pelo menos um número suficiente delas, invariavelmente sobreviviam. Por isso, os homens que eram mandados avançar eram sistematicamente dizimados, e essa aniquilação, é preciso que se frise, não é figura de retórica, ou força de expressão. Quem fosse lutar na Primeira Guerra Mundial não tinha esperança de retornar".

Terceira fase (1917-1918)

Desde o início da guerra, os Estados Unidos mantinham uma posição de "neutralidade" em face do conflito. Ou não intervinham diretamente com suas tropas na guerra.

Em janeiro de 1917, os alemães declararam uma guerra submarina total, avisando que tropedariam todos os navios mercantes que transportassem mercadorias para seus inimigos na Europa.

Pressionado pelos poderosos banqueiros estadunidenses, cujo capital investido na França e na Inglaterra achava-se ameaçado o Governo dos Estados Unidos declarou guerra à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro em 6 de abril de 1917.

A Rússia retirou-se da guerra, favorecendo a Alemanha na frente oriental. E pelo Tratado de Brest-Litovsk, estabeleceu a paz com a Alemanha. Esta procurou concentrar suas melhores tropas no ocidente, na esperança de compensar a entrada dos Estados Unidos. A Alemanha já não tinha condições para continuar a guerra. Surgiram as primeiras propostas de paz do presidente dos Estados Unidos, propondo, por exemplo, a redução dos armamentos, a liberdade de comércio mundial etc.

Com a ajuda material dos Estados Unidos, ingleses e franceses passaram a deter um superioridade numérica brutal em armas e equipamentos sobre as forças inimigas. A partir de julho de 1918, ingleses franceses e americanos organizaram uma grande ofensiva contra seus oponentes. Sucessivamente, a Bulgária, a Turquia e o Império Austro-Húngaro depuseram armas e abandonaram a luta. A Alemanha ficou sozinha e sem condições de resistir ao bloqueio, liderado pelos Estados Unidos, que "privaram o exército alemão, não de armamentos, mas de lubrificantes, borracha, gasolina e sobretudo víveres".

Dentro da Alemanha, agravava-se a situação política. Sentindo a iminência da derrota militar, as forças políticas de oposição provocaram a abdicação do imperador Guilherme II. Imediatamente, foi proclamada a República alemã, com sede a cidade de Weimar, liderada pelo partido social democrata.

Em 11 de novembro de 1918, a Alemanha assinou uma convenção de paz em condições bastante desvantajosas, mas o exército alemão não se sentia militarmente derrotado. Terminada a guerra, os exércitos alemães ainda ocupavam os territórios inimigos, sem que nenhum inimigo tivesse penetrado em territórios alemães.

A Destruição Européia e a Ascensão dos Estados Unidos

Ao final da Guerra, a Europa estava em ruínas no campo econômico e social, além de 13 milhões de pessoas que morreram durante a guerra. E "a estas baixas é preciso juntar as que, no seio das populações civis, resultaram das invasões, das epidemias, das restrições alimentares e da fome, bem como do déficit da natalidade".
       
Às milhões de vidas sacrificadas deve ser acrescentado um assombroso custo econômico que se refletia no "desgaste do material de transporte, do instrumental das fábricas que foram utilizadas ao máximo e insuficientemente renovadas e conservadas, o que representa no total uma séria diminuição de seu potencial econômico. Houve não só prejuízo pela falta de crescimento da produção e de natalidade, mas também o endividamento dos países beligerantes que tiveram de contrair empréstimos, ceder parte de suas reservas de ouro e desfazer-se de parte de seus investimentos no estrangeiro".
        
Todo esse grave quadro de crise e de decadência da Europa veio beneficiar aos Estados Unidos, que despontaram, nos anos de pós-guerra, com uma das mais poderosas potências mundiais. Um dos grandes fatores que colaboraram para a ascensão econômica dos Estados Unidos foi a sua posição de neutralidade durante boa parte da Primeira Guerra Mundial. Assim, puderam desenvolver sua produção agrícola e industrial, fornecendo seus produtos às potências européias envolvidas no conflito. Por outro lado, enquanto as potências européias estavam compenetradas no esforço de guerra, os Estados Unidos aproveitaram-se para suprir outros mercados mundiais, na Ásia e na América Latina.
        
Terminada a Guerra, a Europa arrasada tornou-se um grande mercado dependente de exportações americanas. Possuindo aproximadamente a metade de todo o ouro que circulava nos mercados financeiros mundiais, os Estados Unidos projetavam-se como maior potência financeira mundial do pós-guerra.

Os "14 Pontos do Presidente Wilson"

Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia:
 
1) "acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da diplomacia secreta; 

2) liberdade dos mares; 

3) eliminação das barriras econômicas entre as nações; 

4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível mínimo compatível com a segurança"; 

5) ajuste imparcial das pretensões coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas;
 
6) evacuação da Rússia; 

7) restauração da independência da Bélgica;
 
8) restituição da Alsácia e da Lorena à França; 

9) reajustamento das fronteiras italianas, "seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente reconhecíveis"; 

10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áutria-Hungria; 

11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para Sérvia; 

12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente"; 

13) uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente polonesas" e com acesso para o mar; e 

14) uma Liga das Nações, órgão internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas entre os países. Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para com os derrotados, abraçando a idéia de uma Paz "sem vencedores nem vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas, pois o desejo de uma “vendetta” por parte da Inglaterra e principalmente da França prevaleceu sobre as intenções americanas.

O Tratado de Versalhes e a Criação da Liga das Nações

No período de 1919 a 1929, realizou-se no palácio de Versalhes, na França, uma série de conferências com a participação de 27 estados nações vencedoras da Primeira Guerra Mundial. Lideradas pelos representantes dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França, essas nações estabeleceram um conjunto de decisões, que impunham duras condições à Alemanha. Era o Tratado de Versalhes, que os alemães se viram obrigados a assinar, no dia 28 de junho de 1919. Do contrário, o território alemão poderia ser invadido.

Contendo 440 artigos, o Tratado de Versalhes era uma verdadeira sentença penal de condenação à Alemanha. Estipulava, por exemplo, que a Alemanha deveria:

Entregar a região da Alsácia-Lorena à França;

Ceder outras regiões à Bélgica, á Dinamarca e a Polônia;

Entregar quase todos os seus navios mercantes à França, Inglaterra e Bélgica;

Pagar uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores;

Reduzir o poderio militar dos seus exércitos sendo proibida de possuir aviação militar.

Não demorou muito tempo para que todo esse conjunto de decisões humilhantes, impostas à Alemanha, provocasse a reação das forças políticas que no pós-guerra, se organizaram no país. Formou-se, assim, uma vontade nacional alemã, que reivindicava a revogação das duras imposições do Tratado de Versalhes. O nazismo soube explorar muito bem essa "vontade nacional alemã", gerando um clima ideológico para fomentar a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).
        
Além do Tratado de Versalhes, foram assinados outros tratados entre os países participantes da Primeira Guerra Mundial. Através desses tratados, desmembrou-se o Império Austro-Húngaro, possibilitando o surgimento de novos países.
        
Em 28 de abril de 1919, a Conferência de Paz de Versalhes aprovou a criação da Liga das Nações (ou Sociedade das Nações), atendendo proposta do presidente dos Estados Unidos. Sediada em Genebra, na Suíça, a Liga das Nações deu início às suas atividades em janeiro de 1920, tendo como missão agir como mediadora no caso de conflitos internacionais, procurando, assim, preservar a paz mundial.
       
A Liga das Nações logo revelou-se uma entidade sem força política, devido à ausência das grandes potências. O Senado americano vetou a participação dos Estados Unidos na Liga, pois discordava da posição fiscalizadora dessa entidade em relação ao cumprimento dos tratados internacionais firmados no pós-guerra. A Alemanha não pertencia à Liga e a União Soviética foi excluída. A Liga das Nações foi impotente para impedir, por exemplo, a invasão japonesa na Machúria, em 1931, e o ataque italiano à Etiópia, em 1935.
       
As duras marcas deixadas pela guerra motivaram diversas crises econômicas e políticas nos 20 anos seguintes, forjando as razões para o início de um conflito mais terrível: a Segunda Guerra Mundial.

 

1º Guerra Mundial (texto 2)

A eclosão da guerra

Ao visitar Saravejo, capital da Bósnia - região anexada ao Império Austro-Húngaro em 1908 - o príncipe herdeiro Francisco Ferdinando terminou sofrendo um atentado que lhe roubou a vida, juntamente com sua esposa, em 28 de junho de 1914. O autor, foi um estudante nacionalista chamado G. Princip, ligado à organização secreta pan-eslavista denominada "Unidade ou Morte" também conhecida como "Mão Negra", com vínculos na Sérvia: rival dos austríacos na disputa pelo controle da região.

A partir de então, os acontecimentos se precipitaram. Em 6 de julho a Alemanha assegura seu apoio incondicional a sua aliada (política de "carta branca"). Alguns dias depois a França renova seus acordos com a Rússia. Em 23 de julho, a Áustria responsabiliza a Sérvia pelo assassinato do príncipe herdeiro enviando um ultimato infamante que, se aceito, liquidaria com a independência do país. Dada a negativa dos sérvios, os austríacos ordenam a mobilização de suas forças armadas. Foi como se um imenso mecanismo político administrativo-militar fosse posto em movimento e ninguém mais poderia controlá-lo. No prazo de uma semana (de 28 de julho a 3 de agosto) todas as potências se mobilizam e entram em conflito (exceção da Itália). Multidões eufóricas invadem as avenidas, ruas e grandes logradouros, num furor patriótico inaudito. O enfastiamento do mundo burguês, acompanhado pelas tensões internacionais, transformou as declarações de guerra numa espécie de catarse coletiva: como disse um jovem "É preferível a guerra a esta eterna espera".

Os planos da guerra


Há muito tempo os alemães esperavam ter que travar uma guerra em dois frontes: um no Ocidente, contra a França (e remotamente contra a Inglaterra) e outro no Oriente, contra o Império Russo. Seu grande estrategista foi o conde Von Chlieffen, Chefe de Estado-Maior alemão (1891-1908) que se inspirou na batalha de Canas - onde o general cartaginês Anibal massacrou as legiões romanas com uma ampla manobra de envolvimento pela ala direita, em 216 a.C. O PLANO SCHLIEFFEN previa um poderoso ataque sobre o Ocidente, passando pelo território belga atingindo o coração político e econômico da França. Após feri-la mortalmente, os alemães carregariam suas energias contra os russos. Contavam para tanto com a utilização de seu excelente parque ferroviário, sua tecnologia e seus recursos humanos superiores aos dos franceses (a capacidade de mobilização dos alemães era de 9.750.000 homens enquanto a dos franceses era de 5.940.00).

Os planos militares franceses sofreram por sua vez uma radical transformação. Durante muito tempo esperavam adotar uma guerra defensiva baseada em contra-ataques dissuasórios. Mas, com ascensão do Gen Joffre à chefia do Estado-Maior em 1912, adotou-se a teoria da OFFENSIVE À OUTRANCE influenciada pelo pensamento do filósofo Henri Bergson divulgador do ÉLAN VITALE. A França deveria recuperar sua vocação histórica que era a ofensiva, determinada pelos exércitos republicanos durante a Revolução Francesa e por Napoleão. Previa-se um forte ataque sobre a região das Ardenas e sobre a Lorena tendo como objetivo atingir o âmago da produção industrial alemã - a região da Renania, ao mesmo tempo que recuperaria os territórios da Alsácia-Lorena, em mãos dos alemães desde 1870. O Plano XVII, segundo Liddell Hart, baseou-se na negação da experiência histórica e no bom-senso, por avaliar equivocadamente o poderio alemão e jogar suas esperanças numa ofensiva direta sobre um inimigo bem fortificado.

A Inglaterra por sua vez, teria uma participação mais modesta. Confiante no poderio de sua esquadra, enviaria um corpo expedicionário para auxiliar uma das alas do exército francês. Sua superioridade naval deixava-a tranqüila contra a possibilidade de uma invasão ao mesmo tempo que poderia exercer um bloqueio sobre os fornecimentos de matérias-primas necessárias à Alemanha.

Por último, os russos confiavam no seu enorme e quase que inesgotável potencial humano. Ciente de sua inferioridade técnica e industrial para enfrentar o poderio alemão, contavam superar a qualidade pela quantidade, lançando sobre a Prússia Oriental verdadeiras marés humanas que, se não derrotassem os teutônicos, dariam possibilidade para que seus aliados ocidentais o fizessem. As ambições russas concentrariam-se na região balcânica e na tomada de Constantinopla, velho sonho imperial que lhe daria acesso direto ao Mar Mediterrâneo pois teria o controle dos estreitos (Bósforo e Darnelos).

A guerra no fronte ocidental - 1914-1917


A guerra de movimento: na madrugada do dia 4 de agosto de 1914, cinco poderosos e bem equipados exércitos alemães, totalizando um milhão e meio de soldados, penetraram através do território belga, considerado até então neutro. A poderosa ala direita do exército alemão tinha a função de realizar uma ampla manobra de envolvimento, levando de roldão os exércitos franceses estacionados na fronteira franco-belga. Sua distribuição era a seguinte:

Ala

Alemães

Região

Franceses

direita

750.000

Bélgica

200.000

centro

400.000

Ardenas

360.000

esquerda

350.000

Lorena

450.000

Mesmo sendo obrigado a alterar o plano original, o Gen. Von Molke então chefe do Estado-Maior alemão, via que suas tropas estavam obtendo os resultados esperados. Sua superioridade inicial, porém, começou a ser ameaçada pelo engajamento do exército belga e pela chegada do corpo expedicionário britânico, rapidamente desembarcado na região. Os alemães, que contavam com 80 divisões, teriam que enfrentar 104 das do inimigo. Depois de frustarem as tentativas ofensivas francesas em Mulhouse e na Lorena, ocuparam toda a região que vai das proximidades de Paris a Verdun. Caíram sob seu controle 80% das minas de carvão, quase todos os recursos siderúrgicos e as grandes fábricas do Noroeste francês.

Um grande erro de comunicações entre as tropas do I (von Kluck) e o II Exército (von Bülow) permitiu que os franceses detivessem o ataque sobre sua capital. O Gen. Gallieni, percebeu a falha dos alemães e solicitou reforços de emergência para o Joffre. Deslocados rapidamente pelas vias férreas, as tropas francesas contra-atacaram na região do Rio Marne, entre os dia 6 e 9 de setembro. A BATALHA DO MARNE teve duplo significado, não só salvou a França de uma derrota como alterou as regras da guerra. Todos os Altos Comandos deram-se conta da impossibilidade de se manter a guerra de movimento devido as extraordinárias baixas. Com o fracasso da ofensiva alemã, Molke cedeu seu lugar ao Gen. Von Falkenhayn.

Da guerra de movimento à guerra de trincheiras


Bem poucos generais e políticos haviam se dado conta do mortífero desenvolvimento das armas modernas. Em 1898, um banqueiro de Varsóvia Ivan Bloch - já havia alertado para os terríveis efeitos que as armas de fogo cada vez mais poderosas fariam sobre a infantaria, obrigando esta a refugiar-se em trincheiras ou então estaria sujeita a terríveis massacres. Seu livro "THE FUTURE OF WAR IN ITS TECHNICAL ECONOMIC AND POLITICAL REATION" contemplava a guerra do futuro como enormes sítios em que a fome atuaria como juiz decisivo. O alerta pouco efeito teve sobre os militares e estadistas no período que antecedeu 1914. Pelo contrário, a imensa maioria dos especialistas calculava que o conflito duraria entre 4 a 6 meses no máximo, sendo ridicularizado aquele que predizia durar um ano ou mais. Quando a guerra teve seu início, quase todos os generais estavam apegados as doutrinas novecentistas não computando em seus cálculos os terríveis efeitos da METRALHADORA e da ARTILHARIA PESADA. Esses dois instrumentos tornaram inviáveis os deslocamentos desprotegidos dos bombardeios de GÁS DE MOSTARDA, empregados pela primeira vez pelos alemães em 22 de abril de 1915, assim como do LANÇA-CHAMAS, da AVIAÇÃO e do TANQUE DE GUERRA (utilizado pelos ingleses como arma tática de apoio a infantaria).

O recuo alemão para regiões mais afastadas de Paris combinou com o surgimento das trincheiras - "os soldados se enterraram para poder sobreviver". No inverno de 1914/5 760 quilômetros delas haviam sido escavados, partindo do canal da mancha até a fronteira suíça. Em alguns pontos, distanciavam-se apenas de 200,300 metros uma da outra, em outros chegavam a quatorze km. Durante os quatro anos seguintes, milhões de homens iriam viver como feras atormentadas pela fome, frio e pelo terror dos bombardeios. Em todas as batalhas que se sucederam, as linhas não se alteraram mais do que 18 quilômetros. Nunca em toda a história militar da humanidade tantos pereceram por tão pouco.

A guerra de desgaste e o bloqueio naval

No ano de 1915, os franceses (na Champanha) e os ingleses (em Ypres) tentam inutilmente romper as linhas alemãs. A guerra havia chegado a um impasse, pois ambos os lados eram suficientemente fortes para não serem derrotados. Devido as características da guerra de trincheiras, o elemento tático que um ataque de surpresa proporciona, tornou-se inoperante. A necessidade de concentrar fogo de artilharia durante dias inteiros para poder abalar as primeiras linhas do inimigo, alertava este da iminência do ataque. Deslocava então suas forças para a região ameaçada e terminava por deter a ofensiva. No primeiro semestre de 1916 (21 de fevereiro/21 de julho) foi a vez dos alemães tentarem romper com as fortificações francesas em torno de Verdun. Comandados por Falkenhayn, lançaram-se com uma cobertura menor de artilharia que a usualmente utilizada. Os franceses conseguiram deter o poderoso ataque. Em pouco mais de cinco meses, os alemães tiveram baixas de 336 mil soldados enquanto seus inimigos, 362 mil. Foi a mais sangrenta batalha da Primeira Guerra Mundial, tornando célebre a determinação da infantaria gaulesa - "NE PASSERON PAS"; eles não passarão!

Os aliados, depois do fracasso alemão em Verdun, tentam por sua vez afasta-los de suas posições na região do Somme. De 24 de junho a 26 de novembro de 1916, os anglo-franceses tentam romper as linhas alemãs e um novo fracasso se repete, com perdas assombrosas.

Dada a impossibilidade de dobrar o inimigo por batalhas terrestres, os ingleses trataram de bloquear as ligações marítimas dos alemães. Esses, decretam então a guerra submarina. Em maio de 1915, afundam o transatlântico "Lusitânia" onde perecem 120 cidadãos americanos, fazendo com que a opinião pública nos Estados Unidos se volte contra a Alemanha. No ano de 1916, intensificam a guerra comercial ordenando o afundamento sumário inclusive de navios neutros que se aproximem do litoral britânico. Essa medida terminará por levar o Presidente W. Wilson a declarar guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, e à Austria-Hungria em 7 de dezembro do mesmo ano.

A guerra no fronte oriental

Aproveitando-se da intenção dos alemães em atacarem o Ocidente, os russos, antes que a mobilização total estivesse completada, iniciaram uma poderosa ofensiva sobre a Prússia Oriental. Depois de obterem uma vitória em Gubinnen penetraram na direção dos Lagos Masurianos e da cidade de Tannemberg. A rapidez da ofensiva, obrigou os alemães a retiraram tropas do fronte francês e rapidamente recambiá-las para a Prússia. Refeitos do impacto das primeiras derrotas, os alemães sob comando de . Hindemburg e de seu chefe do Estado-Maior luddendorf passaram para a contra-ofensiva. O IIº Exército Russo sob comando do Gen. Samsonov, foi cercado e batido em TANNEMBERG e o Iº Exército Russo, liderado pelo Gen. Rennenkapf foi destroçado na BATALHA DOS LAGOS MASURIANOS. A oportunidade da Rússia vencer a guerra no Oriente foi definitivamente perdida. No ano seguinte, em 1915, os exércitos austro-alemães ocupam a Polônia Ocidental e Varsóvia cai em 5 de agosto. As sucessivas e desastrosas derrotas do Exército russo terminam por levar o Czar Nicolau II a assumir o comando geral do Exército. Mas a crise era muito mais ampla do que a simples troca de comandos ineficientes ou incompetentes, era toda a estrutura político- administrativa e industrial do país que começou a ruir.

Num esforço inaudito, os russos tentam uma grande ofensiva na região da Galicia - a OFENSIVA BRUSILOV - na qual depositam imensas confianças. Depois de destroçar alguns exércitos austríacos a ofensiva emperra. Não havia apoio logístico, nem reservas para explorar as vantagens iniciais. O fracasso de Brusilov dá início a uma corrosiva desmoralização dos soldados russos. Em 1917, os austro-alemães empurram vigorosamente o Exército russo para suas fronteiras naturais. Os Estados bálticos caem sob seu controle, colocando a capital do país, Petrogrado, ao alcance das tropas alemãs. Em março de 1917, depois de grandes manifestações de massa acompanhadas de ondas de greve, o regime de Nicolau II é deposto. O Governo Provisório, liderado por Kerenski ainda tenta infrutíferas investidas contra os alemães, até ser finalmente deposto pelo golpe de estado bolchevique. A Rússia retira-se da guerra pelo TRATADO DE BREST-LITOVSK, onde Lenin faz enormes concessões territoriais (3 de março de 1918). Os alemães no entanto, não podem mais tirar proveito de suas tropas que combateram no Oriente. Mesmo com sua transferência maciça para o fronte Ocidental, teriam agora que se defrontar com as recém-chegadas tropas americanas cujas reservas humanas eram infindáveis. 

As frentes secundárias


Itália e Balcãs: inicialmente comprometida em lutar com o aliado das Potências Centrais, a Itália adota uma posição neutra. Sabe-se no entanto, que havia assinado um acordo secreto com a Inglaterra para poder preservar seu império colonial. Em maio de 1915, os italianos resolvem declarar guerra a seus antigos aliados. Os exércitos italianos realizam sua ofensiva no fronte Nordeste, onde combatem os austríacos na região do rio Isonzo. De junho de 1915 a setembro de 1916 travam onze batalhas e avançam apenas 11 quilômetros com perdas terríveis. Em outubro de 1917, os Impérios Centrais numa operação conjugada derrotam os italianos na BATALHA DE CAPORETTO, que se tornou o maior desastre militar da Itália. Quatrocentos mil soldados abandonam suas posições e 250 mil rendem-se para os alemães e os austríacos, obrigando os italianos a fortificarem-se no rio Piave. No ano de 1918, retomarão a ofensiva recuperando parte do território perdido. A Sérvia, que havia resistido as primeiras ofensivas dos austríacos no segundo semestre de 1914, termina por ocupada pelos alemães e búlgaros no ano seguinte. A derrota da Sérvia, provocou o êxodo da população pelas montanhas da Albânia, sob terrível temperatura. Os poucos sobreviventes foram recolhidos pela esquerda inglesa e transportados para a Grécia.

Turquia e Oriente Médio: os aliados ocidentais preparam um desembarque de tropas na península de Galípoli, em 25 de abril de 1915. Seu objetivo era a ocupação dos estreitos turcos (Bósforo e Darnelos) assim como enfraquecer o flanco das Potências Centrais num ataque indireto. Os turcos depois de uma obstinada resistência fazem com que as forças anglo-francesas sejam obrigadas a retirar-se (9 de janeiro de 1916). No Oriente Médio, dominado parcialmente pelos otomanos, a situação se deteriora. Os ingleses estimulam levantes árabes. Destaca-se nesse papel o oficial Lawrence da Arábia. As guerrilhas árabes terminam por enfraquecer as posições turcas na região da Palestina e Cisjordância, facilitando a ofensiva britânica do Gen. Allenby, que ocupa Jerusalém e Damasco. Na Mesopotamia, depois do desastre inglês de Kutel-Amara, retornam a ofensiva e Bagda é ocupada em março de 1917. No após guerra a região é partilhada entre Franceses (Líbano e Síria) e Ingleses (Palestina, Jordânia e Iraque).  

O fim da guerra


A Revolução de março de 1917, foi o sinal de alerta para as classes dirigentes européias apressarem o término da matança. Neste mesmo ano eclodiram vários motins no exército francês seno sufocados pelo Gen. Petain. Na Alemanha eclodem motins na esquadra em Kiel. O recrudescimento dos protestos e greves contra os regimes vigentes poderiam evoluir rapidamente para a Revolução. O desejo de uma paz imediata contaminou a todos. 

Os "14 Pontos do Presidente Wilson"


Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia: 1) "acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da diplomacia secreta; 2) liberdade dos mares; 3) eliminação das barriras econômicas entre as nações; 4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível mínimo compatível com a segurança"; 5) ajuste imparcial das pretensões coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas; 6) evacuação da Rússia; 7) restauração da independência da Bélgica; 8) restituição da Alsácia e da Lorena à França; 9) reajustamento das fronteiras italianas, "seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente reconhecíveis"; 10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áutria-Hungria; 11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para Sérvia; 12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente"; 13) uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente polonesas" e com acesso para o mar; e 14) uma Liga das Nações, órgão internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas entre os países. Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para com os derrotados, abraçando a idéia de uma Paz "sem vencedores nem vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas, pois o desejo de uma "vendetta" por parte da Inglaterra e principalmente da França prevaleceram sobre as intenções americanas. 

O Armistício


Em março de 1918, os alemães tentaram um último e desesperado esforço para romper a linha dos aliados antes que a presença das tropas americanas tornassem inviável a vitória. Mas a Alemanha já se encontrava exangue. Os quatro anos de guerra haviam-lhe retirado a flor da juventude masculina enquanto a população civil encontrava-se atormentada pela fome e inanição - resultado do bloqueio naval aliado. Em julho de 1918, ingleses, franceses e americano desferem sucessivos golpes sobre as divisões alemãs as obrigando a recuar até a fronteira belga. O Alto-Comando alemão - Hindemburg e Ludendorf aconselham o governo a solicitar um armistício. Em Berlim e demais cidades, multidões realizam manifestações contra o Kaiser, que em 10 de novembro embarca para seu exílio holandês. A velha monarquia dos Hoenzollers deixou de existir, sendo substituída pela República de Neimar. No dia seguinte, 11 de novembro, dois delegados republicanos encontram-se na FLORESTA DE COMPIÈGNE com o Marechal Foch e assinam os documentos que punham termo oficialmente à guerra. O massacre e destruição tinham finalmente chegado ao fim, mas o Velho Mundo nunca mais se recuperou. 

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