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A População Europeia

Apesar de ser o continente com os melhores indicadores sociais, a Europa apresenta grandes disparidades quanto à qualidade de vida entre as potências econômicas e os países meridionais e da Europa Centro-Oriental.

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Características

A população europeia, principalmente da parte ocidental, apresenta várias características: alta escolaridade, elevado IDH, baixas taxas de natalidade e mortalidade, elevado número de idosos, baixa mortalidade infantil, elevada renda per capita e intensa urbanização.

Genericamente, a Europa é o continente que apresenta as menores taxas de crescimento natural (vegetativo) e demográfico, com vários países vivenciando decréscimo em sua população.

Essa condição é consequência do estágio avançado da transição demográfica advinda da urbanização e da industrialização antigas, das elevadas taxas de escolarização e alfabetização, da forte presença da mulher no mercado de trabalho e da universalização do acesso à informação e aos métodos contraceptivos que, por sua vez, influenciam as baixas taxas de natalidade e fecundidade.

Entre todos os continentes, a Europa apresenta o menor percentual de população jovem e o maior de população idosa. Apresenta também a expectativa de vida mais elevada.

Grupos étnicos

A população europeia pode ser dividida em 3 grupos, são eles:

  • GERMÂNICOS: ocupam principalmente a parte central e norte da Europa. Entre eles estão os alemães, austríacos, holandeses, suecos, noruegueses, britânicos.
  • ESLAVOS: habitam predominantemente a Europa oriental (leste). São os russo, poloneses, ucranianos, eslovacos, sérvios.
  • LATINOS: habitam predominantemente a Europa mediterrânea. São os portugueses espanhóis, italianos, franceses, e romenos, que não são sulistas, mas são latinos.

Existem também os finlandeses, húngaros e gragos. Alguns grupos lutam para formar países independentes, como os bascos na Espanha (ETA) e na França.

População Europa.

Demografia da Europa

Com a revolução industrial, no século XVIII, a população europeia aumentou, pois, a urbanização, a melhoria das condições de higiene, o avanço da medicina fizeram com que as taxas de mortalidade baixassem, o que fez com que houvesse um crescimento populacional.

Com o neocolonialismo, um grande número de pessoas emigrou para as colônias. A natalidade baixou, devido aos avanços e a informação. O que iniciou a chamada transição demográfica, ou seja diminuição do crescimento populacional, que hoje causa outro problema para a população europeia, o envelhecimento da população.

No século XX o acesso a informação, métodos contraceptivos, mulher no mercado de trabalho, educação fizeram com que as taxas de natalidade baixassem ainda mais.

Depois da primeira guerra mundial, quase todos os países europeus desenvolveram uma política anti-natalista, com a propagação das ideias de Thomas Robert Malthus, que pregava que o aumento populacional seria inferior ao crescimento da produção de alimentos, o que geraria a crise de 1929, porém o que ocorreu nesse ano, foi uma crise de abundância.

Com o declínio populacional, a Europa vive um novo problema, o envelhecimento da população, e a diminuição da população economicamente ativa (PEA). Uma outra tendência é o alto custo de um idoso para a sociedade, em termos de saúde, higiene e cuidados. Esse problema está sendo revertido com o incentivo a imigração providos ex-países socialistas do leste europeu, o que muitas vezes causa conflitos sociais e étnicos.

Os europeus afirmam que os países subdesenvolvidos devem controlar a natalidade. Eles temem que com uma explosão demográfica, os subdesenvolvidos possam invadir o território desenvolvido.

Hoje, a população europeia jovem tende a seguir os padrões de educação, conhecimento e qualificação que hoje existe, fazendo da Europa o grande centro mundial.

Muitos países para controlar o déficit na previdência, adotam medidas de aumentar a idade mínima para a aposentadoria.

Distribuição da população europeia

A população europeia é predominantemente urbana, em decorrência do histórico e amplo desenvolvimento industrial e comercial (principalmente a partir da revolução industrial). A indústria concentra população devido a necessidade de mão de obra.

Atualmente, há uma grande desigualdade na distribuição da população europeia em razão da história econômica, do povoamento e das condições naturais bastante diversificadas.

Há um grande vazio demográfico no extremo norte (região subpolar e temperada fria) e nas áreas de alta montanha. Na região centro-ocidental, que apresenta grande desenvolvimento econômico (regiões da França, Reino Unido e Alemanha, norte da Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo), a densidade populacional é bastante elevada.

Em algumas áreas da Europa Ocidental, em especial no eixo Praga-Moscou, há também grande densidade populacional.

Outra desigualdade existente, em relação à população do continente, refere-se à população absoluta dos países europeus:

  • os países de maior extensão territorial apresentam as maiores populações absolutas (exceto Itália, com pequena superfície);
  • os países de grande dinamismo econômico também estão entre os mais populosos;
  • os países menos desenvolvidos apresentam as maiores taxas de crescimento populacional do continente;
  • os países da antiga Europa socialista (Leste Europeu) apresentam as menores taxas de crescimento populacional.

Migrações

Com o neocolonialismo, muitas pessoas saíram da Europa, em direção as áreas colonizadas. A emigração aumentou com a devastação nas duas guerras. Após a segunda guerra, a Europa passou a ser um espaço de imigração (chegada de pessoas), atraídas pelas boas condições de vida.

Com o plano Marshall, a necessidade de mão de obra fez com que os europeus estimulassem a imigração para a Europa. Os imigrantes faziam os trabalhos que o povo europeu não se prestava a fazer (trabalho braçais e considerados humilhantes para os europeus) e recebiam baixos salários.

Com um mundo globalizado e informatizado, a Europa prefere comprar de outros países produtos de menor tecnologia, sendo assim, com a menor necessidade de mão de obra, o trabalhador estrangeiro é tido como um concorrente com os trabalhadores europeus no mercado de trabalho da Europa. Gerando assim, uma espécie de xenofobia (aversão aos estrangeiros imigrantes).

A partir da década de 1950, na Europa, inicio-se um processo de migração interna, onde os habitantes de países mais pobres migram para outros mais ricos. Antes de crise do sistema socialista no leste europeu, essa região era alvo de imigrações vindas do terceiro mundo. Porém, depois da crise socialista e da desfragmentação da união soviética (1991) fugiram para países da Europa ocidental (França, Bélgica, reino unido, etc). em 1993, a União europeia foi implantada e facilitou a circulação de mão de obra nos países europeus e dificultou ainda mais o ingresso de não europeus.

As migrações também geram conflitos étnicos pela ocupação de território e a prática de racismo em relação às etnias e/ou raças, que estão ligadas ao nacionalismo e a xenofobia (rejeição aos estrangeiros).

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