História

Constantinopla

Embora a economia bizantina se baseasse na agricultura, o Império Bizantino dominou o comércio em todo o Mediterrâneo. Constantinopla, sua sede, tornou-se o grande mercado do mundo.

Constantinopla foi construída no ano 330, pelo imperador Constantino, no local onde se localizara a antiga cidade de Bizâncio.

Situada no estreito de Bósforo (que separa a Ásia da Europa), passou a controlar as rotas comerciais entre a Europa e a Ásia. Com mais de meio milhão de habitantes na época de Justiniano (527-565) e cerca de um milhão de habitantes em meados do século XI, foi a cidade mais rica e populosa do mundo na Idade Média.

Constantinopla era protegida por um duplo cinturão de muralhas, e seu centro era constituído por grandes e majestosos edifícios públicos, como o Palácio Imperial, o hipódromo, o Senado e a Igreja de Santa Sofia.

Suas grandes riquezas atraíam mercadores e viajantes do mundo inteiro, que ficavam fascinados pelo luxo e pelo esplendor de seus palácios e igrejas.

No século XV, os turcos otomanos transformaram Constantinopla na capital de seu novo império, mudando o nome da cidade para Istambul, mantido até hoje.

Cidade de Constantinopla.
Constantinopla representada em maquete.

Como surgiu Constantinopla

A agricultura, baseada no sistema latifundiário, foi o principal fator responsável pela riqueza bizantina.

As grandes propriedades estavam ligadas à Igreja ou à aristocracia; em geral, os pequenos proprietários, pressionados pelos cobradores de impostos, se transformavam em colonos.

Nessa fase, os bizantinos dominaram o comércio em todo o mar Mediterrâneo. Além disso, cunharam moedas de ouro, que por muito tempo constituíram a forma de pagamento mais importante no comércio europeu, Constantinopla, por sua localização e sua condição de cidade grande, tornou-se o maior centro mercantil e urbano do mundo.

O comércio bizantino era essencialmente um comércio de luxo, baseado no transporte de especiarias (pimenta-do-reino, cravo, canela), de seda e de outros produtos que provinham da Ásia e eram vendidos para o Ocidente.

As cidades bizantinas

A civilização bizantina também herdou de Roma sua organização basicamente urbana. As cidades continuaram tendo grande importância — muito maior do que no Ocidente – e mantendo suas funções, sendo sede dos bispados, das instituições de governo e do exército. Além de Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Tessalônica foram alguns dos centros urbanos mais importantes do Império Bizantino.

As cidades eram o centro das atividades econômicas. Nelas concentravam-se oficinas artesanais de diversos tipos, além dos mercados e das famosas feiras, como as de Tessalônica e de Éfeso.

Nas cidades bizantinas, grandes e populosas, nobres e mercadores construíram suntuosos palácios, e vários representantes comerciais de outras regiões fixaram residência. As construções mais imponentes eram as igrejas e catedrais cristãs, que atraíam fiéis de todo o Império.

Igreja de Santa Sofia

Principal símbolo da arquitetura e da arte ornamental bizantinas, a Igreja de Santa Sofia, em Constantinopla, foi reconstruída sob o comando de Justiniano, entre 531 e 537 (a igreja havia sido destruída durante uma revolta popular). Em sua reconstrução, trabalharam cerca de 10 mil operários, que utilizaram materiais provenientes de todo o Império.

A igreja era encimada por uma impressionante cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro, sustentada por enormes pilares. Suas paredes eram revestidas de mármore e de mosaicos coloridos e brilhantes (bastante comuns entre os bizantinos), que deslumbravam os visitantes por sua beleza e seu esplendor.

Durante séculos, a basilica foi a sede da cristandade ortodoxa. Depois da conquista de Constantinopla pelos turcos em 1453, foi transformada em mesquita e teve parte de seus mosaicos cobertos com cimento. Os turcos acrescentaram à basílica os quatro minaretes (torres) que rodeiam a igreja, que hoje funciona como museu.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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