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Região Nordeste

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1969, definiu cinco regiões do Brasil e uma delas é a região Nordeste. Ela concentra a segunda maior população do Brasil e seu tamanho é equivalente ao tamanho do Amazonas ou da Mongólia.

O maior número de estados está na região Nordeste: Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará. A região é bastante conhecida pelo calor e também pelas praias, que correspondem a uma extensão de 3.338 km. Dentre todos os estados, a Bahia possui maior extensão de praias: 938 km.

A região Nordeste possui muitas variedades, podendo-se apontar quatro sub-regiões: meio-norte, sertão, agreste e zona da mata, todas com diferentes características físicas. O meio-norte também é conhecido como Mata dos Cocais e se estende do Piauí ao Maranhão, fazendo a transição entre o Sertão e a Amazônia.

O Sertão apresenta clima semiárido e a caatinga como vegetação, alcançando o litoral no Ceará e no Rio Grande do Norte, apesar de adentrar quase todo o interior. O agreste se estende do Rio Grande do Sul à Bahia, sendo a menor sub-região. Por fim, a Zona da Mata, onde ocorrem muitas chuvas. Além disso, ela é a mais industrializada e urbanizada, tendo a economia muito desenvolvida.

É na região Nordeste que se encontram rios muito importantes para o país, como o rio Parnaíba, o rio São Francisco e o rio Piranhas-Açu. Além disso, importantes hidrelétricas estão localizadas na região, como a Paulo Afonso, a Xingó e a Três Marias.

O turismo é muito importante para a vida financeira da região Nordeste, principalmente nos lugares cidades litorâneas. Também está presente na região o Porto Digital do Recife, que é o maior polo digital brasileiro, destacando-se grandemente na produção de softwares.

O Nordeste enfrenta um problema conhecido há bastante tempo: a seca, responsável pela miséria e também pela fome de muitas famílias. Por conta disso, criou-se, em 1985, o projeto de transposição do Rio São Francisco, sendo que a promessa é que as obras sejam entregues até 2017.

Economia

A renda per capita nordestina evoluiu de US$ 397 em 1960 (41,9% da nacional) para US$ 2.689,96 em 1998 (56% da nacional). Ainda assim, é a região brasileira com a mais baixa renda per capita e maior nível de pobreza. 50,12%  da população possui uma renda familiar de meio salário mínimo e de acordo com o levantamento da UNICEF divulgado em 1999 as 150 cidades brasileiras com a maior taxa de desnutrição se encontram no Nordeste.

A capacidade energética instalada é de 10.142 MW.

Em 2003 seu PIB era de R$214 bilhões ou 13,8% do PIB brasileiro, superando o de países como Chile, Singapura, Venezuela, Colômbia e Peru. Apesar disso, há grandes desigualdades sócio-econômicas na região, por haver o estado mais rico (Bahia) e o mais pobre (Piauí).

Agricultura

A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da região, produzido principalmente por Alagoas, seguido por Pernambuco e Paraíba, também é importante destacar os plantios de algodão (Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), tabaco(Bahia) e caju (Paraíba e Ceará), uvas finas, manga, melão, acerola, e outros frutos para consumo interno e exportação. . Também destacamos a produção de feijão em Irecê e de soja em Barreiras, Bahia. Nos vales do rio São Francisco (Bahia) e do Açú (Rio Grande do Norte) existe o cultivo irrigado de frutas para exportação. No sertão predomina a agricultura de subsistência, prejudicada às vezes pelas constantes estiagens.

Pecuária

Na região se cria principalmente gado, os maiores rebanhos bovinos estão na Bahia, Pernambuco e Ceará, no sertão os produtores têm sempre prejuízos devido as contantes secas. Caprinos – que são mais resistentes -, suínos, ovinos e aves.

As feiras de gado são comuns nas cidades do agreste nordestino, foram estas feiras que deram origem a cidades como Campina Grande, Feira de Santana, etc.

Indústria

É mais forte e diversificada nas grandes regiões metropolitanas como a do Recife, a de Salvador e a de Fortaleza.

Destaca-se a produção de aços especiais, produtos eletrônicos, equipamentos para irrigação, barcos, chips, softwares, baterias e produtos petroquímicos, além de marcas de etiquetas famosas, calçados de couro e de lona, tecidos de todos os tipos e sal marinho.

Turismo

O imenso litoral com praias belíssimas – muitas intocadas – que são somente comparadas as do Caribe, colocam o Nordeste entre as grandes rotas de turismo no mundo, milhões de turistas desembarcam nos modernos aeroportos nordestinos. Há alguns anos os estados vêm investindo intensamente na melhora da infra-estrutura, criação de novos pólos turísticos, e alguns no desenvolvimento do ecoturismo. O ecoturismo ainda é pouco “explorado” no Nordeste, mas tem grande potencialidade, dentre os roteiros estão as trilhas da Mata Atlântica e a Serra da Capivara  no Piauí, este que é um dos principais parques arqueológicos do país.

A cultura da região é, também, um grande atrativo para o turista, todos  os estados tem folguedos e tradições diferentes. Olinda, São Luís e o Pelourinho – em Salvador – são os grandes atrativos culturais da região, sendo considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

O arquipélago de Fernando de Noronha , com suas ilhas e praias de águas límpidas e cristalinas, também está ganhando destaque nacional e mundial, pelas ilhas é possível avistar os golfinhos saltadores que são uma atração à parte. Outro lugar de destaque são os Lençóis Maranhenses, um complexo de dunas, rios, lagoas e manguezais.

Desenvolvimento humano

Entre os anos 1960 e 1997 houve redução da mortalidade infantil (de 166 para 58,3 por mil), aumento da esperança de vida (de 41 para 64,8 anos), incremento da população alfabetizada (de 34% para 70,6%), abastecimento urbano de água (164 cidades para 1.651 cidades).

Cultura

A região possui uma cultura bem típica e rica. Na música, destacam-se ritmos populares tais como Coco, chachado, martelo agalopado, samba de roda, baião, xote, forró e axé, entre outros rítmos. O movimento armorial do Recife, inspirado por Ariano Suassuna, fez um trabalho erudito de valorização desta riquíssima herança rítmica popular nordestina (um de seus expoentes mais conhecidos é o cantor Antônio Nóbrega).

Na culinária, destacam-se pratos típicos tais como carne-de-sol,  vatapá, acarajé, canjica (que é chamada regionalmente de munguzá), feijão e arroz de coco, feijão verde, cozido e o sururu. Na dança, destaca-se o frevo. E nas festividades, há destaques para as festas de carnaval fora de época, como o “CarNatal” em Natal e o “Fortal” em Fortaleza, o “bumba-meu-boi” do Maranhão e o carnaval de bonecos, de Olinda.

Quando vai se aproximando o São João a “disputa” é para saber qual é a Capital do Forró, as cidades de Caruaru, em Pernambuco, e a de Campina Grande na Paraíba disputam pelo título. Além disso, há uma vasta e arraigada literatura popular de cordel que remonta ao período colonial (a literatura de cordel veio com os portugueses e tem origem na Idade média européia) e numerosas manifestações artísticas de cunho popular que se manifestam oralmente, tais como os cantadores de repentes e de embolada.

Autoria: Helana Garcia

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