Pampas

A denominação de pampas está relacionada à predominância de uma vegetação rasteira formada predominantemente por gramíneas.

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O pampa gaúcho é um prolongamento natural do pampa argentino e uruguaio. A geomorfologia do relevo onde ocorre é suavemente arredondada, formando as coxilhas. Sua ocorrência se dá em três grandes unidades do relevo no Brasil meridional: os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná no oeste, a Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense no centro e o planalto Uruguaio Sul-Rio-Grandense no leste do Rio Grande do Sul. Na monotonia do relevo, destacam-se áreas pouco mais elevadas denominadas de cerros.

A hidrografia dos pampas é formada pelos rios da Bacia do Uruguai e pela Bacia Secundária do Sudeste-Sul. A Bacia do Uruguai serve de limite entre as terras brasileiras, uruguaias e argentinas. A vazão de suas águas está subordinada ao clima subtropical, portanto, sem grandes variações ao longo do ano, já que o clima subtropical possui como característica a regularidade das chuvas ao longo do ano.

Área de pasto nos pampas.
Pampa gaúcho. Área de relevo plano, com baixas altitudes, onde dominam grandes extensões de vegetação herbácea.

Quanto aos recursos pedológicos, apresentam boa fertilidade natural, todavia, em quase toda a região, os solos apresentam elevados teores de areia, o que os torna vulneráveis aos processos erosivos.

Existe formação de areias e campos de dunas no sudoeste do Rio Grande do Sul (Alegrete, Quaraí, Cacequi).

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Ocupação e degradação ambiental nos pampas

Os pampas no sul do Brasil foram utilizados desde o século XVIII para o pastoreio, que, além de produzir carne e leite, possibilitava uma ocupação rápida do território já que a forma inicial de criação era a pecuária extensiva. A partir do século XIX, com o aumento da imigração de luso-brasileiros para a região é que as primeiras atividades agrícolas começaram a se desenvolver.

No caso da pecuária, à medida que o rebanho ficava numericamente maior, a pressão sobre o uso do solo aumentava. A utilização de técnicas rudimentares como a prática da queimada para eliminar as pastagens secas, a compactação do solo pelo pisoteio do rebanho e, às vezes, o número excessivo de cabeças (densidade), tornavam o solo mais vulnerável. Como na Região Sul, as chuvas são constantes ao longo do ano, os solos desprotegidos ou com pouca cobertura vegetal, facilmente perdiam nutrientes pela ação das enxurradas, que também formavam sulcos nas áreas mais frágeis (ravinas – voçorocas).

A prática da agricultura nesse domínio natural atualmente está ligada à produção de arroz, milho, soja e trigo. A crescente mecanização agrícola, além de expulsar o camponês para as cidades ou para as fronteiras agrícolas, também cria alguns problemas de ordem ambiental como a diminuição da fertilidade do solo e o aumento progressivo dos processos erosivos.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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