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A China na Economia Internacional

Economia Chinesa

Na China  a questão do desenvolvimento tem se tornado o centro das atenções desde o fim do pesadelo da “Revolução cultural”.

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A China é um gigantesco país em desenvolvimento com uma longa história de feudalismo, tem a maior população do mundo constituída de 80% de camponeses.

O extraordinário crescimento sustentado da economia chinesa por mais de duas décadas é, sem lugar a dúvidas, uma das maiores transformações da economia e da política internacional. Seu desenvolvimento econômico, utilizando como “vantagem comparativa” enormes reservas de mão de obra barata, a converteu num centro, por excelência, da produção manufatureira a nível mundial, sendo considerada como a “oficina do mundo” como se denominava a Inglaterra depois da Revolução Industrial. No ano passado, esses êxitos e o espetacular aumento de suas importações, que cresceram em 40% ao longo do ano, converteram-na em um dos dois motores da recuperação da economia mundial marcando decididamente a emergência da China como um ator a levar em conta no cenário internacional.

Desde que iniciou suas reformas em 1978 o progresso da economia chinesa tem sido extraordinário. Nos últimos 25 anos seu produto interno bruto se expandiu a 9% por ano, o crescimento de seu comércio exterior cresceu 15% ao ano desde 1978 e o superávit comercial com os Estados Unidos é agora duas vezes o do Japão. Tudo isso é uma mostra da maior integração da economia chinesa à economia mundial, sendo hoje a sexta economia do mundo com um PNB de 1, 4 trilhões de dólares. Uma mostra disso foi que em 2002, Shenzhen superou a Roterdã e Los Angeles, convertendo-se no sexto porto do mundo.

O excepcional desenvolvimento industrial tem levado muitos analistas a denominá-la como “nova oficina do mundo”. Assim, o Financial Times sustenta:

Hoje, as cidades florescentes do delta do rio Pearl na China converteram-se na nova oficina do mundo. Shunde se auto-intitula a capital do forno de microondas, com 40% da produção global que se realiza em apenas uma de suas fábricas gigantes. Shennzhen, a zona econômica especial, diz fabricar 70% das fotocopiadoras do mundo e 80% das árvores de natal artificiais, Dongguan tem 80 mil pessoas trabalhando numa só fábrica fazendo sapatos para os adolescentes do mundo.

Zhongshan é o lar da indústria de eletricidade mundial. Zhuhai, até há pouco uma cidade costeira rodeada de campos de arrozais, está ganhando terra ao oceano para fazer mais espaço para fábricas que já dominam a cadeia global de qualquer coisa desde consoles de videogames a clubes de golfe. O país é uma máquina de produzir como nunca se viu outra igual. Uma máquina que mistura características do comunismo e do capitalismo. Mistura, portanto, baixos salários, partido único, ausência de direitos civis e de reivindicação, com a busca pela produtividade, meritocracia, capital abundante, atração de estrangeiros e investimento em capital humano. É uma máquina bafejada pelas circunstâncias de ter a seu dispor o maior mercado interno do mundo e o maior mercado externo do mundo.

O delta do rio Pearl – uma área do tamanho da Bélgica que contorna o interior de exportações e Hong Kong através de uma série apertada de ilhas – produz 10 bilhões de dólares de exportações e atrai um bilhão de investimento estrangeiro ao mês. 30 milhões de pessoas já trabalham aqui na manufatura, todos os dias milhares mais descem dos trens vindos de terras mais ao norte.

As brechas entre a China e as economias desenvolvidas com relação à pro-dutividade do trabalho e à riqueza estão se expressando através de uma rápida relocalização das economias maduras em direção à China, e o conseqüente crescimento rápido das exportações.

Dados da Economia Chinesa

– Crescimento no período de 1994- 2003
– Exportações 378% (15% a.a em média)
– Importações 297% (13,4% a.a em média)
– Maior importador mundial de soja e derivados
– Segundo maior importador mundial de ferro e aço (primeiro em aços laminados planos e aços especiais)

O que a China consome em termos de mundo:

54% do cimento
51% da carne de Porco
40% das motocicletas
36% do aço
31% do carvão

Principais Cidades Chinesas

– Xangai
Com uma população de quase 18 milhões e uma das maiores densidades demográficas do planeta.

– Shenzen
Com seus 8 milhões de habitantes a antiga aldeia de pescadores bateu o recorde de crescimento demográfico, nos últimos 25 anos a população cresceu 2700%.

– Wenzhou
É uma das cidades chinesas que mais receberam migrantes do campo da última década.

– Tianjin
O maior pólo de tecnologia da China
São 334 milhões de celulares  em uso na China, a maior concentração do mundo equivalente à soma das linhas no Brasil, Estados Unidos e Rússia

– Pequim
A capital possui uma das 20 melhores universidades do mundo.A Universidade de Pequim.

– Changchum
Pólo da indústria automobilística.
A China ocupa o segundo lugar no ranking mundial de produção de veículos,atrás apenas dos Estados Unidos.

– Chongqing
É a primeira no ranking das 20 cidades mais poluídas do mundo. Outras 15 ficam na China.

O Crescimento Endêmico

O modelo econômico adotado pela china na Gestão de Deng Xiao Ping inseriu o país definitivamente no Comércio Internacional.Este crescimento vem ocorrendo a taxas impressionantes desde 1990, com uma taxa média de crescimento do Pib de 9,3 % ao ano.

O problema para a China nessa economia é a excessiva dependência de um modelo industrial e de exportações o qual requer uma produção em escala crescente. Isso tudo para criar a quantidade de empregos necessária para atender à nova e crescente força de trabalho e àquela  foi e é dispensada no processo de estruturação das indústrias estatais chinesas.

Esse ciclo requer 3 pontos importantes:investimentos ascendente, crescimento de crédito e um preço de aço favorável.Os dois primeiros pontos tem sido providenciados com as enormes reservas que o governo chinês vem acumulando com sucesso e um processo de desvalorização do yuan vai favorecer ao terceiro.

O governo chinês mantêm o ritmo deste crescimento  ao criar um grande números de projetos para alimentar este ciclo abundante.

Uma das maneiras encontradas pela china para sustentar esse ritmo é uma mudança seletiva dos investimentos industriais estatais conforme a demanda dos mercados mundiais.

Essa mudança exige a criação e a reformulação constante do mercado de trabalho e para sustentar esse modelo, sendo necessário um crescimento médio de pelo menos 7% do PIB ao ano e uma taxa de juros baixa. O objetivo é manter o “momentum” do crescimento econômico e evitar uma queda nesse ritmo.
A via chinesa para o desenvolvimento

A China tem registrado altas taxas de crescimento, mas não se vê razão para exagerado otimismo quanto seu desenvolvimento no porvir.

A China ainda carrega muita das características de um país em desenvolvimento, juntamente com problemas herdados de seu passado histórico.

A fim de fazer avançar o desenvolvimento nacional por trilhas bem delineadas, a china está dando mais atenção a um modelo d desenvolvimento rápido, a qualquer custo: mais equilibrado desenvolvimento entre áreas urbanas e rurais, mais equilibrado desenvolvimento entre diferente regiões, mais equilibrado desenvolvimento de objetivos econômicos e sociais, mais equilibrado desenvolvimento entre pessoas e meio ambiente.

O ponto de partida da China foi uma altamente centralizada instituição de planejamento econômico, em que o governo tinha total controle em termos de recursos humanos, materiais e financeiros, as empresas não tinha nenhuma autonomia  no gerenciamento de negócios , e os indivíduos não tinham nenhum direito e oportunidade de escolha. Assim  a transformação ou construção do mercado(marketization) é um processo de crescimento dos fatores de mercado e um processo de construção do mercado orientado pelo governo porque:

– A China tenta ganhar tempo nesse desenvolvimento de economia de mercado.O desenvolvimento natural de uma economia de mercado é processo espontâneo em todos os seus aspectos e pode levar tempo até que atinja o nível de maturidade.

– A China tem que avançar seu processo de construção do mercado sobre as bases de uma economia planejada altamente centralizada.O obrigatório planejamento estatal desempenhou as funções de distribuição de materiais, decisão sobre o que produzir, equilíbrio na demanda de insumos nível de preços e normas de produção.

– A construção do Mercado na China tem que enfrentar uma estrutura de Economia dual a coexistência de uma relativamente desenvolvida economia industrial e uma economia rural bem atrasada.

– A construção de mercado na China tem que enfrentar complicadas condições internacionais o mesmo fenômeno teve lugar nos países do ocidente, num período de economias nacionais relativamente fechadas.A China tem que enfrentar a competição internacional desde o início da construção do mercado.

– A construção do mercado na China tem que se haver com restrições culturais e tradicionais. A China é uma nação em que falta tradição da cultura de mercado como um todo.

Mão-de-obra barata

Investimento estrangeiro massivo, exploração cruel de uma farta mão-de-obra barata – o salário mínimo em Guangdong, é de US$22,00 por semana (0,13 cents por hora) – permitem uma fonte sem fim de bens de consumo baratos que é engolida, principalmente, pelos consumidores dos EUA.

O motor fundamental são os baixos salários, não falta mão-de-obra barata chegando todos os dias do empobrecido campo para abastecer o mercado de trabalho. Somente a região de Xangai recebe diariamente 28.000 novos trabalhadores ávidos por encarar jornadas de seis a sete dias por semana, doze horas por dia, recebendo algo entre 100 e 200 dólares por mês. As plantas de Pou Chen, uma em Zhuhai e outra em Dongguan, empregam 110 mil pessoas e produzem em série 100 milhões de pares de sapatos ao ano para Nike, Adidas, Caterpillar, Timberland, Hush Puppy, Reebok, Puma e outras. A produção a esta escala requer construções que teriam desafiado aos mais ambiciosos proprietários de Lancashire durante a revolução industrial inglesa.

Dezenas de milhares de jovens mulheres contratados de todo o campo chinês trabalham em barulhentas linhas de produção que serpenteiam por uma série de grandes edifícios de cinco andares. A fábrica da Dr. Martens em North-ampton usa pequenos grupos de trabalhadores montando sapatos completos para reduzir os custos de inventário. Pou Chen usa técnicas de produção em massa pouco mudadas desde os tempos de Henry Ford. A Dr. Martens paga a seus 1.100 trabalhadores do Reino Unido cerca de US$ 490 por semana e construiu um estádio para o clube de futebol local. Pou Chen paga ao redor de 800 renminbi (US$ 100) ao mês, ou 36 centavos por hora, para mais de 69 horas por semana e provê dormitórios para os trabalhadores imigrantes que deve obedecer a estritos toques de recolher.

Apesar do crescimento acelerado e abundante nos últimos tempos o poder aquisitivo de mais da metade do chineses alterou-se muito pouco,quase a metade da população chinesa ainda vive abaixo da linha da pobreza com renda de 730 doláres mensais.

Crescimento da renda per capita

Com o crescimento inegável da economia chinesa, muitas pessoas estão enriquecendo absurdamente nos últimos anos.

Nas ruas das grandes metrópoles chinesas a uma explosão de carros importados por toda parte, Arranha-céus luxuosos são construídos nas grandes cidades,e o poder aquisitivo dessas pessoas aumentando consideravelmente.

Mas o importante salientar, apesar de altas taxas de crescimento a china ainda possui mais 70% da população em zonas rurais.

Sabendo então,que nem todos estão tendo acesso nesses últimos 20 anos há um padrão de vida de nível alto.

Mas já fora levantada através de pesquisas a ascensão econômica da classe média chinesa.

A China classifica como classe média quem ganha entre 60 mil iuanes (US$ 7,2 mil) e 500 mil iuanes por ano.

Atualmente, enquadram-se nesse perfil apenas 5% dos chineses.

As reformas econômicas das últimas décadas elevaram o padrão de vida no País, que conta com 1,3 bilhão de habitantes. Entretanto, uma das preocupações do governo é com a concentração de riquezas e o quanto isso pode comprometer a estabilidade social.

É difícil hoje fazer uma profunda avaliação da China. Até mesmo os estudiosos afirmam que não há especialistas sobre o assunto, uma vez que a abertura do país é recente e as informações pouco disseminadas. O governo ainda mantém o controle sobre todas as atividades políticas e econômicas.

Ainda assim, entre os que mergulharam mais profundamente no mundo chinês, muitos afirmam que o país não conseguiu conciliar os modelos social (anterior às reformas) e o econômico. O agravamento das dificuldades estaria afetando em especial saúde e educação.

Xangai é o pólo industrial e financeiro da China, mantendo um crescimento em torno de 12% ao ano, acima da média nacional. As áreas urbanas concentram o mercado consumidor do país, estimado em 400 milhões de pessoas. Os números apontam as diferenças regionais. Segundo estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA), 57% do PIB tem origem no leste, 26% na área central e apenas 17% vem da parte oeste. A pujança de Xangai contrasta com o pouco acesso à luz elétrica e água potável na área rural. As dificuldades internas, pelo menos até agora, não têm impedido que a China caminhe para se tornar a próxima superpotência mundial.

China é a Prática de dumping

A China foi o país que mais recebeu medidas antidumping no ano passado. Os produtos chineses também foram os maiores alvos de novas investigações por parte dos países-membros da OMC (Organização Mundial do Comércio), segundo relatório divulgado ontem pela entidade.

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Em 2005, os países da organização aplicaram 40 medidas contra os chineses. No ano anterior, esse número havia sido de 43.

O dumping é uma prática desleal de comércio em que uma mercadoria é vendida no mercado externo por um preço inferior ao aplicado no mercado do próprio país produtor. Essa manobra comercial tem como objetivo fazer com que as empresas que as utilizam consigam oferecer preços mais baixos e, assim, diminuir –em alguns casos até eliminar– a concorrência. A função de mecanismos antidumping é a de oferecer proteção seletiva e temporária aos setores prejudicados pela concorrência.

Em 2005, pelo segundo ano consecutivo houve uma queda no número de aplicações de medida de proteção contra o dumping, representa uma queda de 13% em relação a 2004.

No mundo inteiro tem se buscado na OMC medidas de salvaguarda com os produtos chineses.Tantos europeus , americanos e emergentes como Brasil  e México procuram elaborar medidas junto à OMC para tornar seus produtos mais competitivos e tentar barrar um pouco a importação desmedida dos produtos chineses, que aumentam a tecnologia a cada dia, e o preço aumenta muito pouco. A indústria e todos os outros setores da economia chinesa investem em tecnologia e qualidade e esta difícil competir com eles, produtos de qualidade e preço baixo igual a exportação chinesa em grande volume.

O Crescimento e o impacto ambiental

A China sofrerá uma grave “crise ambiental” até 2020 se não mudar seu modelo de desenvolvimento econômico, segundo cálculos da Saiba (Administração Estatal de Proteção Ambiental, na sigla em inglês) publicados nesta segunda-feira.

“A carga da contaminação será quadruplicada até 2020, se o ritmo de poluição for mantido”, disse Pan Yua, subdiretor da Saiba.

Nesse mesmo ano, a China terá consumido quase todas as suas reservas minerais e só restarão seis dos atuais 45 principais recursos minerais existentes no país, afirmou.

O gigante asiático está utilizando seus recursos e contaminando seu meio ambiente (ar e água) para fabricar bens destinados a todos os países do mundo, afirmou Pan, durante um fórum ambiental realizado no fim de semana.

A atual contaminação é muito pior do que as que sofreram os países ocidentais durante sua decolagem econômica, ainda segundo Yua, já que a renda per capita dos chineses oscila entre US$ 400 e US$ 1.000 anuais, enquanto nos países mais desenvolvidos, a poluição piorou ao subir de US$ 3.000 para US$ 10 mil.

A China é o primeiro país do mundo em consumo de água, e o segundo em consumo de energia e emissão de dióxido de carbono, segundo a agência de notícias Xinhua. A China, ultrapassou os Estados Unidos como principal consumidor combinado de grãos, carne, petróleo e aço. Se mantiver a sua tendência atual de crescimento, no ano de 2031 não haverá recursos na terra que satisfaçam a sua demanda.

O consumo energético total da China é sete vezes maior que o do Japão, seis vezes o dos EUA e 2,8 vezes o da Índia, cuja população em breve alcançará a chinesa.

O atual modelo de desenvolvimento chinês aposta primeiro na edificação e industrialização, e depois a limpeza. Por isso, os principais rios e 25 dos 27 maiores lagos da China já estão contaminados.

A chuva ácida, a desertificação e a erosão fizeram com que a terra habitável se reduzisse de seis milhões de quilômetros quadrados em 1949 para apenas três milhões hoje, acrescentou Pan.

O especialista concluiu que a China deveria mudar já seu rumo de desenvolvimento, na busca de um “crescimento verde” ou ecológico, para evitar a degradação ainda maior de seus recursos.

A Usina Três gargantas

A China terminou a construção do gigantesco dique da Represa de Três Gargantas, um marco no maior projeto hidrelétrico do mundo, que também tem o objetivo de domar as enchentes do rio Yangtzé.

O líder nacionalista chinês Sun Yat-sen propôs esse projeto já em 1918 e Mao Zedong certa vez deu rédeas à sua vertente poética, expressando suas esperanças de criação de uma “muralha de pedra” da qual “um lago calmo” surgiria entre as gargantas.

Operários e autoridades marcaram a conclusão da maciça muralha no sábado, numa cerimônia transmitida ao vivo pela televisão estatal. Uma banda tocou e houve chuva de confete depois que os operários despejaram a última porção de concreto na barragem.

A imprensa estatal elogiou a decisão da empreiteira responsável pelo projeto de desistir de um plano de gastar mais de 1 milhão de iuans (US$ 125 mil) na cerimônia e optar por um evento mais simples, que custou apenas algumas centenas de iuans, afirmando que isso enfatiza o fato de que a construção do dique significa apenas o fim parcial do projeto.

As autoridades destacaram que, apesar da maior parte da construção da represa estar agora completa, ainda há muito trabalho a ser feito.

Ajuda externa

Para tanto, a empreiteira pediu a ajuda de duas empresas alemãs de engenharia no projeto de um mecanismo de comportas para levantarem os navios, disse a agência de notícias oficial Xinhua.

“A introdução de cooperação externa no projeto tem o objetivo de garantir a segurança”, disse Li Yongan, gerente geral da Empresa de Desenvolvimento do Projeto de Três Gargantas, segundo a Xinhua. A agência informou que essa será a primeira participação estrangeira no projeto.

Em editorial, o jornal oficial China Daily publicou que se deve lembrar das mais de 100 pessoas mortas durante a construção da represa, assim como as 1,3 milhão que tiveram que ser desalojadas para a formação do reservatório da represa.

“A melhor forma de pagar uma dívida de gratidão como essa é garantir que os maiores padrões de segurança e qualidade sejam observados até o fim de todo o processo de construção”, disse o editorial.

Uma das principais funções da represa é domar as inundações do Yangtzé, que mataram muitos milhares de pessoas durante séculos.
Mas o projeto, de US$ 25 bilhões e que se tornou um símbolo do poder emergente e domínio tecnológico da China, é controvertido desde que foi concebido, devido ao seu impacto ambiental e ao efeito sobre a população.

Quando o parlamento aprovou o projeto, em 1992, quase a metade de seus membros votaram contra , uma rara manifestação de oposição no Estado de partido único.

Para muitos ambientalistas, o reservatório da represa, que terá a profundidade de 156 metros até outubro, se tornará um escoadouro de água de esgoto e poluentes industriais, e que a criação dessa enorme massa de água artificial pode ter efeitos ecológicos não previstos. Os críticos também censuram o impacto da retirada forçada de um número tão grande de pessoas de suas casas.

A conclusão completa do projeto está prevista para 2009, quando o reservatório atingir seu nível máximo e suas 26 turbinas entrarem em funcionamento, elevando a capacidade total de geração de energia para 18 gigawatts. A represa tem 185 metros de altura e 2.309 metros de comprimento. As eclusas da represa consumiram 27 milhões de metros cúbicos de concreto.

Danos ambientais

A China, nos últimos anos, tornou-se um ícone dos desenvolvimentistas graças ao crescimento de seu PIB em 8% ao ano, em média. Mas as autoridades chinesas já compreenderam os imensos custos sociais e ambientais deste modelo predatório de crescimento a qualquer preço.

O próprio governo de Beijing já reconheceu que 360 milhões de chineses bebem água contaminada e que 70% dos rios e lagos estão poluídos. Isto sem falar da contaminação por arsênico, que já ultrapassou quaisquer limites aceitáveis. Dados oficiais indicam que 90% da água consumida na China não é tratada e o tratamento de esgoto não chega a 5%.

Pelo menos 800 milhões de chineses dependem do uso do carvão vegetal para cozinha e aquecimento. Isto não só foi responsável pela devastação das florestas chinesas, como também causa milhares de envenenamentos ao ano, tendo em vista que este carvão contem elevadas doses de arsênico, chumbo, mercúrio e outros metais pesados. Os fornos domésticos “enchem” as casas de fumaça tóxica.

O carvão mineral usado nas termelétricas, também é um desastre. A termeletricidade a carvão responde por 75% da geração e a China consome 30% da produção mundial de carvão. Das 20 cidades mais poluídas do mundo, 16 são chinesas.

A destruição descontrolada da cobertura florestal agravou as inundações, os deslizamentos de encosta, mudou o microclima e acelera o processo de desertificação (hoje 25% do território chinês é desértico). Só a produção de palitos (usados como talheres) precisa de 25 milhões de árvores ao ano.

O governo já reconheceu publicamente que a degradação traz sérios prejuízos à China e que se os custos sócio-ambientais forem considerados, o crescimento dos últimos 10 anos seria anulado. Depois de décadas de incentivo à degradação, o governo está agindo duramente.

O rio Amarelo, por exemplo, já está se recuperando. Como? De acordo com Wang Jirong, subdiretora da Administração Estatal de Proteção do Meio Ambiente da China, “suspendemos temporariamente as atividades de 3.861 empresas que danificavam o meio-ambiente, bem como advertimos seriamente outras 6.755 entre abril do ano passado e fevereiro deste ano. Mas muitas acabaram retomando suas atividades com o velado apoio dos governos locais ou provinciais, que enfatizam apenas o crescimento econômico local ou regional”.

Observem o impacto da decisão: 3.861 empresas com as atividades temporariamente suspensas e 6.755 advertidas. Em 2004, pelo menos 30 megaprojetos tiveram os licenciamentos negados ou cassados, incluindo 5 grandes hidrelétricas. Não por um surto de intolerância ambientalista, mas porque o custo social e ambiental seria muito maior do que os ganhos econômicos.

Resolução:

É claro que devemos enaltecer a pujança chinesa em seu processo agressivo de desenvolvimento, vemos nessas informações contidas nesse trabalho como a China é  o motor da economia mundial.Com grandes construções como a maior usina hidrelétrica do mundo”três gargantas”, seu porto de Shangai  que e um dos maiores do planeta, seu investimento maciço em alta tecnologia sua crescente e esperançosa indústria automobilística.

O mundo poderá constatar esse crescimento nas olimpíadas de Pequim 2008, onde o governo chinês prepara seus atletas para superarem no quadro de medalhas de ouro os Estados Unidos que seria então a maior propaganda do crescimento chinês nas últimas décadas.

Certamente a superação sobre o grande império americano está porvir, grandes especialistas apostam que a economia e a china num todo serão maiorais no Planeta com cerca de um PIB na faixa dos 50 trilhões de US$ quanto 38 trilhões de US$ do então antigo império americano.

Isso, no entanto, deve acontecer em meados de 2050, muito longínquo, mas é o que a forte e consistente China pode chegar.

Mas o grande desafio Chinês na verdade é tentar conciliar seu grande e desmedido crescimento com equilíbrio junto aos recursos naturais.

É por si só o maior desafio chinês é cuidar mais do crescimento com sustentação na natureza sendo um país muito poluído pelo grande crescimento devastador de suas indústrias, a China necessita investir cada dia mais em controles de poluição nos seus rios, florestas que influem diretamente na sua população que adoece com muitas doenças causadas pelo desequilíbrio CRESCIMENTO VS-MEIO AMBIENTE.

Bom, só DEUS sabe aonde os chineses irão chegar, se conseguirão o equilíbrio do crescimento com a preservação ambiental, se sua população conseguirá uma renda per capita maior, se está fusão governo da antiga China, ainda com o regime ditatorial e aberto a economia capitalista, vanguardista, moderna e inteligente dará certo por muito tempo.Porém o mundo deve nos dias de hoje  se curvar ao “motor chinês”que move o mundo capitalista ao crescimento constante.

Bibliografia:

www.estadao.com.br
www.folhaonline.com.br
www.global21.com.br
www.bbcbrasil.com
www.globo.com
vejaonline.abril.com.br
www.chinaonline.com
www.ccibc.com.br

Autoria: Renato Augusto Ribeiro

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