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Variações Linguísticas

Chamamos de variações linguísticas o conjunto geral das diferenças de realização da língua (falada ou escrita) pelos usuários de um mesmo idioma. Elas decorrem do fato de o sistema linguístico não ser absoluto ou incondicional, admitindo mudanças de caráter expressivo ou estilístico, regional, socioeconômico, cultural, ocupacional e etário.

Essas variações ocorrem em todos os níveis do sistema linguístico: fonético, fonológico, morfológico, sintático e semântico.

Variedade, variante e variável

Há alguns termos importantes para a sociolinguística que podem ser facilmente confundidos entre si: variedade, variante e variável. Embora alguns linguistas os utilizem indiscriminadamente ou sem critérios bem definidos, é interessante fundamentar, com base no conceito apropriadamente já associado a determinado fenômeno linguístico, seus limites semânticos.

Variedade

Denominamos variedade cada uma das modalidades em que uma língua se diversifica, em razão das possibilidades de variação dos elementos do seu sistema (vocabulário, pronúncia, sintaxe) ligadas a fatores sociais e/ou culturais (escolaridade, profissão, sexo, idade, entre outros) e geográficos. E o que se convencionou chamar de dialeto.

São exemplos de variedades socioeconômicas ou culturais: a língua culta e a língua popular, o jargão dos médicos e o dos jogadores de futebol. São variedades geográficas: o português do Brasil em relação ao português de Portugal e também os falares regionais como o paulista, o carioca, o sulista e o nordestino. Embora algumas variedades sejam extremamente acentuadas, não chegam a impedir a intercomunicação dos seus falantes com os de outras regiões ou estratos sociais.

Variante

Denominamos variante a forma linguística específica (fonema, morfema, lexema ou palavra) cue é admitida na língua como alternativa de outra, com mesmo valor e mesma função.

O alofone, por exemplo, é uma variante fonética e representa uma forma possível de realização concreta do fonema. As diferentes formas de se pronunciar a consoante “d” em determinadas regiões do Brasil constituem alofones.

Variável

Denominamos variável cada uma das formas linguísticas (fonema, morfema, lexema ou palavra) que, de acordo com o linguista norte-americano William Labov (1927), estão mais sujeitas à variação regional, estilística, socioeconômica ou cultural. Essas formas também se alteram para expressar mudança de função sintática, de sentido, de classe gramatical, de pessoa, de número e de gênero.

Variações linguísticas históricas

Para Coseriu, a dicotomia saussuriana sincronia/diacronia contempla operações distintas e complementares, mas não excludentes, pois o que se descreve em determinado momento (sincronia) é sempre a atualidade de uma tradição histórica (diacronia). A língua como objeto histórico não exclui a descrição nem a teoria.

A mudança linguística está ao alcance de qualquer falante, porque pertence à experiência corrente sobre a linguagem, que é sempre um ato individual em sua interação com o sistema. Além desse aspecto individual de manifestação da intersubjetividade do ser com o outro, a mudança também decorre das condições sistemáticas e extrassistemáticas da língua, constituindo-se em um problema histórico na sua realidade dinâmica.

A mutabilidade das línguas

As línguas mudam simplesmente porque não estão definitivamente prontas ou feitas, mas vão se fazendo continuamente por meio da fala, da atividade linguística em que um indivíduo interage com outro ou outros.

Atividade criadora

A fala, embora obedeça às regras estabelecidas pela língua padrão e se estruture em torno das finitas possibilidades abstratas do sistema, é uma atividade criadora. O usuário, portanto, é o criador e estruturador da sua expressão. O falante, na sua interação com o outro, realiza os fonemas da língua, adaptando-os às peculiaridades das suas necessidades expressivas. Como são sempre utilizados basicamente modelos anteriores, a língua nunca muda de modo completo as suas formas de expressão.

Caráter inerente

Uma vez que variados fatores externos em um dinamismo constante exercem influência sobre as línguas, estas sofrem mudanças que são reflexos desses fatores. É inerente à natureza das línguas que elas sofram mudanças e é por isso também que são chamadas de línguas naturais.

O aspecto funcional e cultural

As mudanças linguísticas são exclusivamente funcionais e culturais. Essas mudanças só ocorrem porque apresentam maior eficácia nas funções que são próprias à língua. São, nesse sentido, utilitárias e práticas, e podem ser comprovadas em qualquer aspecto da língua. Por oposição a outros elementos, ocorre uma eliminação do acessório (ou acidental), ficando apenas o que distingue ou apresenta traço distintivo.

Além disso, aquilo que é cultural cria mais condições para que a mudança ocorra. A normatividade, que caracteriza o sistema linguístico, e a adesão dos falantes à sua própria tradição linguística fazem com que a língua apresente condições de relativa estabilidade e, portanto, de resistência à mudança. Nenhum elemento se insere ao sistema se não tiver existido antes na fala e, por extensão, na norma.

Fatores externos e internos

As circunstâncias históricas não são causas determinantes da mudança. Esses fatores que se constituem no conjunto de modos e princípios de comportamento, conhecimentos, crenças, costumes, valores intelectuais, morais e espirituais afetam, mas não se refletem de forma paralela ou automática na estrutura interna da língua.

Algumas variedades socialmente prestigiadas, porque hierarquizam as relações entre os falantes, acabam se constituindo em fator cultural.

Os fatores culturais, quando sistemáticos, funcionam como facilitadores e selecionadores das inovações.

Início da mudança

Qualquer desvio em relação à norma, mesmo que literário (do escritor) ou involuntário (do homem comum), é o início provável de uma mudança. Em períodos de baixa temperatura cultural ou informacional, criam-se condições apropriadas ou ideais para a consecução de certas mudanças, podendo fazer com que determinadas variações ocorram com mais rapidez e com resultados mais efetivos e duradouros.

Liberdade linguística

As aquisições ou adoções diárias, cotidianas, que se atualizam no ato mesmo da realização dos fonemas é o plano em que as mudanças podem ocorrer. Todo o processo se dá experimentalmente. Há uma liberdade intrínseca ao falar que o falante aplica na realização ou composição da sua expressividade linguística.

Finalidade expressiva

As finalidades expressivas são individuais, mas as inovações adotadas e difundidas representam exigências expressivas da comunidade, e são, portanto, interindividuais, coletivas. Embora não seja possível saber exatamente como essas finalidades expressivas atuaram em cada falante, os usuários só adotaram o modo de falar prestigiado em determinado momento histórico por uma razão cultural, uma necessidade extrínseca.

Variações linguísticas regionais ou geográficas

Variação regional ou geográfica é aquela que ocorre segundo as diferentes maneiras de pronúncia dos fonemas, de emprego do vocabulário e de constituição da estrutura sintática em diferentes territórios e dentro de uma mesma comunidade linguística.

Variação dialetal

O dialeto, forma específica como uma língua é falada em determinada região, é também chamado de variação dialetal ou diatópica. Não se deve confundir dialeto com idioma diferente. Só podemos chamar de dialeto se houver na língua uma primeira forma linguística de referência. As comunidades a que essas duas falas se referem devem conseguir compreender-se mutuamente, ainda que com algumas dificuldades.

De nações distantes a pequenas cidades

As comunidades linguísticas mais abrangentes ou hegemônicas funcionam como pontos de partida para a formação de comunidades linguísticas menos abrangentes ou menos hegemônicas. Estas se constituem sempre em torno dos centros de decisão, como as cidadezinhas de algumas regiões, mesmo que isoladas ou extremamente distantes.

As capitais são pontos de convergência polarizadores de arte, cultura, política e economia, estabelecendo assim os modos característicos de conversação e definindo os padrões linguísticos na área de sua influência.

As diferenças linguísticas entre os falares das diversas regiões são às vezes evidentes, às vezes graduais, e nem sempre correspondem exatamente às fronteiras ou aos limites geográficos.

Isoglossa

E a linha que, num mapa linguístico, indica as áreas em que se concentram determinados traços de linguagem comuns. Estes podem ser de natureza fônica, morfológica, léxica ou sintática, de acordo com a maneira específica de realização do elemento linguístico focalizado. O uso característico de determinadas palavras ou expressões e a forma de pronunciar algumas vogais determinam isoglossas.

Mapa do Brasil com suas variações linguísticas.
Regiões dialetais do Brasil: classificação dos dialetos portugueses no Brasil.

Há linhas específicas para cada tipo de isoglossa. As duas mais características são as isoléxicas e as isófonas.

As chamadas isoléxicas marcam regiões em que determinada palavra é preferida em detrimento de outra para denominar o mesmo objeto. Por exemplo, na região Sul do Brasil, mais precisamente no estado do Rio Grande do Sul, emprega- -se “bergamota” em vez de “tangerina”, esta de uso mais frequente em todo o país. Nas regiões Norte e Nordeste, é comum o emprego de “jerimum” para a palavra “abóbora” e “macaxeira” para “mandioca”.

As chamadas isófonas marcam regiões em que determinado fonema é realizado de modo específico, por exemplo, com timbre mais aberto ou mais fechado. No Nordeste brasileiro, é comum em muitas palavras a pronúncia da vogal /o/ com o timbre aberto, como em “coração”. É sabido que em Portugal (região setentrional e centro-litoral, na região do Porto) ocorre uma variante do fonema M, também realizado com /b/; assim, “vinte” também é pronunciada “binte”.

Variações linguísticas socioeconômicas

Os diversos estratos socioeconômicos apresentam um conjunto de indivíduos com características, posições ou atribuições similares. Embora seus falantes adotem uma mesma língua, ela não é usada da mesma maneira por todos eles.

Os diferentes estamentos e os modos de funcionamento da linguagem

Todo agrupamento de pessoas que convivem em estado gregário, em colaboração mútua e que estão unidas pelo sentimento de coletividade apresenta características de linguagem específicas constantemente realimentadas pelo idioma comum usado pelos falantes. Língua e sociedade seguem inexoravelmente ligadas.

Dependendo do contexto, uma pessoa pode empregar diferentes variedades do idioma. Essas variedades representam os diversos modos de funcionamento da linguagem na sua realização entre emissor e receptor. Os modos associados à faixa etária, classe social, cultura e profissão estabelecem usos diversos chamados de variações socioeconômicas ou diastráticas. Suas características dependem fundamentalmente dos estamentos aos quais se associam.

Embora existam modos mais prestigiados de usar a língua, não há melhores nem piores, mas diferentes. O que se deve enfatizar é a adequação. Essas variedades expressam, enfim, a diversidade de contexto e de cultura existente no grupo.

Adequação

Adequação é uma pretendida correspondência entre a situação em que se realiza a comunicação e o nível de formalidade ou convenção exigido no uso da língua.

O ajustamento com que a peculiaridade expressiva de cada um dos falantes se realiza denota seu “saber” linguístico.

Situação

Situação é o estado ou condição de caráter econômico, profissional, social ou afetivo que envolve os usuários da língua. O repertório lexical e o tipo de estruturas sintáticas com que o falante se dirige ao interlocutor assinalam preferências que evidenciam maior ou menor formalidade. Essas escolhas revelam a tendência para afinar o modo operacional como a língua será empregada (para mais ou para menos convencionalismo) e podem garantir maior eficácia na interação e compreensão da mensagem numa dada situação.

Grau de formalidade

A cada momento, em qualquer contexto, há contato entre murtas pessoas de diferentes estratos socioeconômicos em diferentes situações que vão exigir na conversação, mesmo que difusa, mínima ou monossilábica, um nível de convenção predeterminado. Até as pausas ou a duração dos silêncios são elementos significativos durante uma conversação. Aquilo que parece apropriado, e oportuno, do ponto de vista estrutural, em determinado instante da fala define os limites do grau de formalidade.

A formalidade é de natureza convencional, portanto, socioeconômica e cultural.

Grau de intimidade dos falantes

Qualquer pessoa pode empregar diferentes registros da fala em função de suas necessidades, calculadas com antecedência ou no exato momento em que ocorre a enunciação. Mais formal ou menos formal são apenas dois aspectos de uma série de modos de amoldamento da linguagem.

Uma adolescente pode utilizar registros bem diferentes em um único dia, como, por exemplo, quando fala com suas amigas ou com seu namorado, com um pretendente ou com a mãe, com o pai ou com o diretor da escola, com um professor ou alguém na rua a quem pede uma informação.

Variações linguísticas situacionais

O registro coloquial é a forma mais democrática e frequente de emprego do idioma. O processo de variação dialetal da língua padrão ao uso coloquial (ou no sentido inverso) ocorre em todos os níveis de estruturação da linguagem.

A linguagem coloquial

A linguagem coloquial (do latim colloquium: “ação de falar junto”, “conversa”) é aquela em que ocorre a troca de palavras, de ideias entre duas ou mais pessoas numa situação de conversação sobre assunto definido ou não. E um fenômeno típico entre pessoas que por algum motivo passam a conviver por um breve momento ou a frequentar um mesmo lugar, instaurando uma certa familiaridade.

Não se deve confundir língua culta com língua coloquial. A fronteira entre a língua culta (falada) e a língua coloquial (também falada) é muito tênue, mas o estudo desse assunto não deve trazer confusão. Uma característica típica da linguagem coloquial é o uso do discurso repetido.

Idiotismo

A palavra “idiotismo” vem do grego (idiotismos) e significa “gênero de vida simples e particular”. Era a linguagem específica das pessoas simples. Mais tarde passou a significar linguagem corrente ou vulgar. No latim, com uma pequena variação semântica, era empregada com o significado de “estilo familiar”. Tem a mesma raiz de idioma (“característica própria do indivíduo”, mais tarde com a acepção de “língua própria de um povo”) e idiota (“indivíduo simples, do povo”).

Nos estudos sociolinguísticos, o idiotismo constitui propriedade típica ou construção peculiar a um determinado idioma e que não encontra correspondência literal na maioria das outras línguas. O idiotismo, também chamado idiomatismo, geralmente é representado por uma locução ou expressão própria, específica da língua, cuja tradução literal não faria o menor sentido numa outra língua, mesmo que de estrutura análoga. Conhecidas como expressões idiomáticas, essas estruturas frequentes na linguagem coloquial constituem parte daquilo que o linguista romeno Eugenio Coseriu chamou de discurso repetido.

Intertextualidade do discurso

Foi também Coseriu quem mais pertinentemente chamou a atenção para a intertextualidade, fenômeno estudado como formas do discurso repetido. Essas formas constituem superposição de um texto em relação a outro. Muitos textos preexistentes na língua são constantemente resgatados, recuperados, relidos, reinterpretados, restabelecendo-se como disponíveis para contínua reintegração no discurso.

São três os tipos de formas do discurso repetido:

Textemas ou unidades de texto

São representados pelos provérbios, brocardos, slogans, ditados populares, citações de vários tipos, consagradas pela tradição cultural de uma comunidade.

Quem ama o feio, bonito lhe parece.
Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)
Amai o próximo como eu vos amei. (Cristo)
Só sei que nada sei. (Sócrates)

Sintagmas estereotipados ou expressões idiomáticas

São representados por frases que somente têm sentido para os falantes de determinada língua. Embora seja possível traduzir literalmente de uma língua para outra, essas frases parecem sem sentido, já que, na própria língua em que foram criadas, remetem a um sentido conotativo, metafórico.

Mãos à obra!
Deixou tudo de cabeça para baixo.
Vamos pôr tudo em pratos limpos.
Ela tem pavio curto.

Perífrases léxicas

São representadas por alianças usuais de vocábulos, formando aquilo que chamamos de clichês ou frases feitas. Essas unidades plurivocabulares são assim chamadas porque são elaboradas com duas ou três palavras de uso muito frequente. A listagem desses sintagmas é extensa. Geralmente não são lexicalizadas nem dicionarizadas (como ocorre com as frases idiomáticas incluídas em qualquer bom dicionário), e são desaconselhadas nas redações dos grandes jornais.

Jargão

O jargão tem um conceito mais restrito. É o dialeto usado por determinado grupo social que busca se destacar por meio de características particulares e marcas linguísticas também exclusivas. Há o jargão dos médicos, o jargão dos advogados, o jargão dos economistas, entre outros.

Esses grupos, em geral mais prestigiados na hierarquia social, buscam, consciente e ao mesmo tempo involuntariamente, a não-inserção daqueles que compartilham dessa iniciação.

Gíria

A palavra “gíria” tem uma origem controvertida que se confunde com a origem de “jargão”. Ambas provavelmente vieram do espanhol jerga, com o significado de “linguagem difícil”, “linguagem vulgar”, ou do occitano gergon, “gorjeio dos pássaros”, que mais tarde passou também a significar “geringonça”, “linguagem vulgar”, “calão” e “jargão”.

A gíria é a linguagem informal caracterizada por um repertório lexical diminuto, mas com uma rica força expressiva. Constituída de idiotismos e expressões metafóricas ou metonímícas curtas, cujos significados remetem a ditos de anuência geralmente jocosos ou lúdicos, a gíria apresenta uma estrutura concisa e desembaraçada. É eficiente em seu dinamismo efêmero, Costuma ser usada por todo grupo social que pretende se diferenciar por meio de características particulares e marcas linguísticas exclusivas.

No passado, a gíria esteve associada à linguagem de bandidos, de marginais, dos párias sociais. Embora não devesse, a princípio, ser compreendida por outros indivíduos de classes sociais diferentes, acabou se tomando, na sociedade de massas de nosso tempo, um fenômeno de comunicação. É ainda hoje um mecanismo de diferenciação e de coesão dos grupos em que ela se origina. E constitui-se, de fato, em um elemento fundamental na evolução de qualquer idioma.

Tabuísmo

O tabuísmo vem da palavra “tabu” (do inglês taboo), de origem polinésia, segundo o aventureiro inglês James Cook (1728-1779), para referir-se a ritos sagrados e proibições religiosas. Mais tarde, Sigmund Freud (1856-1939) usou-a para designar a proibição de atos contrários aos padrões morais da época.

Hoje, além desses sentidos, tabu também pode significar “proibição de tocar, fazer ou dizer algo”. Essa interdição de ordem socioeconômica e cultural, sobre a qual se evita falar por pudor, ou por respeito ao interlocutor ou à situação, faz com que o falante busque alternativas lexicais para as palavras consideradas chulas, grosseiras ou ofensivas demais na maioria dos contextos. Nesse conjunto estão os chamados palavrões. Geralmente, referem-se ao metabolismo humano ou animal (“peidar”) e aos órgãos e às funções sexuais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARTELOTTA, M.E. (Org.) et al. Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008.

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. Tradução de Antônio Chelini, José Paulo Paes e IzidoroBlikstein. 27. ed.São Paulo: Cultrix, 1996.

FIORIN, José Luiz et al. Introdução à Linguistica. I. Objetos teóricos. 5. Ed. São Paulo: Editora contexto, 2006.

Por: Paulo Magno da Costa Torres

Veja também: