Home > Geografia Brasil > Região Norte

Região Norte

A região Norte, que ocupa a maior parte do território brasileiro, tem sua área dominada pela bacia do rio Amazonas e pela floresta Equatorial Amazônica.

Unidades federativas: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

Características

A região Norte caracteriza-se pelo predomínio de baixas altitudes e por relevo formado principalmente por depressões e planícies. As áreas mais elevadas são encontradas ao norte, no maciço das Guianas, e no planalto Central, ao sul.

Apresenta basicamente clima tropical e equatorial, com pequena amplitude térmica e chuvas abundantes o ano todo. A formação vegetal principal é a floresta Equatorial Amazônica, além de campos, cerrados e mangues. Encontra-se na bacia Amazônica e possui o maior sistema fluvial do planeta, formado pelo maior rio do mundo em extensão e em volume d’água e seus afluentes. Como atravessa terras baixas, é muito utilizado para navegação.

A região Norte permanece pouco populosa e também é pouco povoada. A maioria da população (57,8%) é urbana. Belém, capital do Pará, é a maior metrópole.

Na economia, sobressaem: o extrativismo vegetal de produtos como látex, açaí, madeiras e castanha; o extrativismo mineral de ferro, na serra dos Carajás (Pará), cobre, níquel, bauxita (para produção de alumínio), manganês, ouro, diamantes, cassiterita e estanho; os cultivos de mandioca e arroz, que abastecem o mercado interno, e o da soja, destinado à exportação; e a criação de búfalos na ilha de Marajó.

Mapa da Região Norte

População

Até o século XIX, a maior parte da região Norte permaneceu praticamente desocupada, trilhada apenas por alguns aventureiros em busca das “drogas do sertão” (especiarias extraídas da mata, como a canela, a baunilha, o urucum e variedades de pimentas). A densa floresta e a rede hidrográfica (que inunda vastas áreas durante as cheias) também dificultaram a ocupação.

No final do século XIX, milhares de nordestinos se dirigiram para os seringais. No entanto, com a decadência da produção de borracha, após 1920, houve na região uma forte dispersão populacional. A integração desse espaço à economia brasileira ocorreu lentamente nas décadas de 1930 a 1960, atrelada ao cultivo de juta, pimenta-do-reino e malva, além da extração mineral de manganês no Amapá e cassiterita em Roraima.

Com os governos militares, foi adotada uma política de integração dessa área às mais desenvolvidas e populosas do país. A guinada levou à criação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) que, através de empréstimos e incentivos fiscais, procurou acelerar a ocupação e o desenvolvimento da área. Surgiram também projetos de colonização e de exploração mineral. Foi implantada a Zona Franca de Manaus para estimular a industrialização do Amazonas.

Nos anos 1970, a região Norte foi beneficiada pelo Plano de Integração Nacional, um programa destinado a construir rodovias para integrar a Amazônia ao restante do país.

São exemplos dessa política de integração a Transamazônica (BR 230), Cuiabá-Porto Velho (BR 364), Cuiabá-Santarém (BR 163), a Perimetral Norte (BR 210) e a Manaus-Porto Velho (BR 319).

Indústria

Na região Norte, a Zona Franca de Manaus é um importante centro industrial. Criada em 1967, Manaus tomou-se uma área de isenção fiscal para importação de máquinas, matérias-primas e componentes industriais e exportação de mercadorias. Esses aspectos somados à mão-de-obra barata local foram atrativos para a fixação de indústrias mecânicas, de material de transporte e, principalmente, de eletroeletrônicos.

Apesar desse impulso, o rápido crescimento urbano de Manaus trouxe inúmeros problemas sociais para a cidade. Além disso, o setor industrial encontra-se dominado por empresas de capital transnacional que praticamente só trabalham com materiais importados, não investindo em uma tecnologia regional.

No estado do Pará há grande concentração da indústria extrativa mineral, devido à exploração das jazidas da serra dos Carajás e a indústrias de processamento de minério.

E o caso das siderúrgicas e, principalmente, das metalúrgicas que realizam o processamento da bauxita, localizadas junto ao município de Barcarena, próximo à capital do estado.

Veja também: