Ecologia

As 8 Características dos Seres Vivos

Os seres vivos e a matéria bruta possuem propriedades diferentes. Os seres vivos são dotados de um conjunto de características que não existem na matéria bruta (sem vida).

Primeiramente, para identificar um ser vivo, deve-se partir do princípio de que a célula é a unidade básica de formação, logo, estuda-se a organização celular, que varia, por exemplo, entre células animais e vegetais.

Você vai estudar também a quantidade de células que compõem um organismo e a composição química dessas células. Além disso, metabolismo, reprodução, evolução, hereditariedade, irritabilidade, movimento e crescimento são outras características que merecem atenção.

Características dos Seres Vivos

1. Organização celular

De maneira geral, todos os seres vivos são constituídos de estruturas celulares — das simples bactérias e dos protozoários unicelulares até as complexas células das angiospermas e dos cordados multicelulares. Os termos em destaque referem-se ao número de células que compõem um organismo: os unicelulares são formados por uma única célula e os multicelulares ou pluricelulares, por duas ou mais.

Existem ainda aqueles que são acelulares, como os vírus, pois não possuem estruturas típicas de uma célula. Dessa maneira, não são considerados seres vivos por alguns cientistas, sendo tratados como partículas ou entidades, basicamente proteicas, que podem infectar organismos vivos.

Os organismos também podem ser procariontes ou eucariontes. Os procariontes são formados por células procarióticas, as quais não possuem envelope nuclear e, como regra geral, embora existam exceções, apresentam parede celular. São as bactérias e as cianobactérias. Os organismos eucariontes apresentam células eucarióticas, as quais se caracterizam pela presença de envelope nuclear e, no caso das células das plantas, por exemplo, parede celular (celulósica).

Aprenda mais: Diferença entre células eucarióticas animal e vegetal

2. Composição química

Os seres vivos revelam grande número de moléculas que formam as substâncias orgânicas, como proteínas, lipídios, glicídios, pigmentos, vitaminas, ácidos nucleicos (DNA e RNA), além de substâncias inorgânicas, encontradas no interior das células e nos espaços intercelulares e representadas por água e sais minerais.

Os elementos predominantes nos seres vivos e que formam as moléculas orgânicas são hidrogênio (H), oxigênio (O), carbono (C) e nitrogênio (N), diferentemente da composição química da matéria não viva, que possui oxigênio, silício (Si) e alumínio (Aℓ) como os elementos mais abundantes.

Aprenda mais: Composição Química dos Seres Vivos

3. Metabolismo

É o conjunto de reações químicas que ocorrem nos seres vivos. É responsável pela manutenção e pelo funcionamento do organismo. À capacidade do organismo de manter as condições do meio interno em equilíbrio dá-se o nome de homeostasia. Para isso, o organismo mobiliza o metabolismo e os diversos sistemas (nervoso, endócrino, circulatório, excretor, respiratório etc.). Divide-se o metabolismo, em:

  • anabolismo — consiste nas reações de formação ou de síntese. Exemplo: fotossíntese.
  • catabolismo — corresponde às reações de degradação, como a quebra da molécula de determinada substância. Exemplo: respiração celular.

Quanto à forma de nutrição, os organismos podem ser autótrofos ou heterótrofos. Organismos autótrofos utilizam a matéria inorgânica para sintetizar matéria orgânica, a exemplo dos vegetais. Os heterótrofos capturam a matéria orgânica disponível no ambiente, a exemplo dos animais.

Quanto à forma de respiração, os organismos podem ser anaeróbios ou aeróbios. Os anaeróbios produzem energia na ausência de oxigênio molecular (O2), ao passo que os aeróbios utilizam o oxigênio molecular para obtenção de energia.

4. Reprodução

É a capacidade de manutenção da espécie. Todo ser vivo provém de outro ser vivo preexistente, por meio desse processo denominado reprodução, que pode ser sexuada ou assexuada.

  • Reprodução sexuada: caracteriza-se pela participação de gametas femininos e masculinos, em que, devido à fusão (fecundação) destes, ocorre a combinação do material genético levando à variabilidade genética.
  • Reprodução assexuada: ocorre sem a participação de gametas. De um único indivíduo ocorre a formação de outros. Por exemplo, a cissiparidade (bipartição) de células bacterianas e o brotamento, como ocorre na Hydra sp. Neste tipo de reprodução, não ocorre aumento na variabilidade genética.

Aprenda mais: Reprodução dos Seres Vivos

5. Hereditariedade

É a capacidade que os seres vivos têm de transmitir características genéticas para seus descendentes, por intermédio dos genes existentes no núcleo das células. São os genes que contêm as informações sobre os tipos de proteína sintetizada em cada célula, responsáveis pelas manifestações das características do indivíduo.

6. Evolução e adaptação

A diversidade biológica deve-se principalmente às mutações — variações no material genético que dão origem às variantes (alelos) dos genes. As novas variantes podem ser benéficas, permitindo melhor adaptação ao meio, prejudiciais à sua sobrevivência ou, ainda, não provocar nenhum efeito.

Como os indivíduos mais bem adaptados tendem a deixar mais descendentes, a frequência dessas novas variantes aumenta no transcorrer das gerações (seleção natural).

7. Respostas a estímulos

Os seres vivos são capazes de reagir a estímulos do ambiente por meio de órgãos ou estruturas sensíveis a mudanças. Tais estratégias possibilitam a perpetuação das espécies.

8. Crescimento

É caracterizado pela modificação do organismo ao longo do seu ciclo de vida e consiste, basicamente, no aumento de tamanho e no crescimento do indivíduo. Está relacionado à assimilação e à transformação da matéria, obtida por meio da alimentação e do metabolismo.

Esse crescimento pode ocorrer pelo aumento do volume de células ou pelo aumento do número de células. Os seres unicelulares crescem por aumento do tamanho das células, já os multicelulares crescem principalmente por aumento no número das células. O desenvolvimento é resultado da ação conjunta do crescimento e da diferenciação celular.

Bibliografia

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CURTIS, Helena. Biologia. São Paulo: Guanabara Koogan, 1993.
LINHARES, Sergio; GEWANDSZNADJER, Fernando. Biologia hoje. v. 3. São Paulo: Ática, 1998.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. BIO. 3. ed. v. único. São Paulo: Saraiva, 2013.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

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