História

Toda atividade humana, toda produção cultural do homem faz parte da História. Ao se relacionarem com a Natureza e entre si, os homens estão fazendo História, visto que as práticas econômicas, sociais, políticas, reli­giosas, técnicas e intelectuais influenciam as formas de se prover a subsistência (alimentação, vestuário, habitação, lazer etc), além de criarem novos tipos de relacionamento e novas maneiras de pensar e de ver o mundo.

Em suma, a História é o conjunto das transformações ocorridas na vida humana desde o aparecimento das primeiras civilizações até aos dias de hoje. Essa sequência, denominada processo histórico, compreende tanto mu­danças quantitativas como qualitativas.

As mudanças quantitativas ocorrem quando se veri­fica um aumento ou diminuição dos volumes e das pro­porções nas sociedades humanas. Por exemplo: o crescimento da população, uma queda na produção ou a multiplicação das cidades.

As mudanças qualitativas implicam o aparecimento de condições inteiramente distintas das anteriores; são mudanças essenciais, que se refletem na totalidade do corpo social. O termo "qualitativo" não tem aqui uma conotação valorativa, pois a mudança ocorrida não precisa ser para melhor, nem para pior: ela é simplesmente uma mudança, que dá origem a algo basicamente diferente e é capaz de ter repercussões profundas na estrutura da so­ciedade.

Exemplo: as mudanças quantitativas ocorridas na Inglaterra do século XVIII, por ocasião da Revolução Industrial, estão relacionadas com o crescimento demográfico, o aumento do comércio internacional e o deslocamento da população rural para as cidades. A mudança qualitativa (e portanto fundamental), porém, foi a passagem da produção artesanal e manufatureira, na qual se utilizavam ferramentas acionadas pela força humana, para a produção maquinofatureira, organizada em um sistema fabril cujo elemento nuclear era a máquina a vapor.

Essa mudança qualitativa teve repercussões profundas, pois dinamizou a produção e alterou as relações econômicas e sociais. Com isso, consolidou-se o sistema capitalista, a burguesia fortaleceu-se e surgiu uma nova classe social - o proletariado.

Se considerado apenas na seqüência dos acontecimen­tos, o processo histórico apresenta continuidade, pois cada fato é decorrência de fatos anteriores e será causa de fatos subseqüentes. Mas, como as mudanças qualitativas alteram o processo histórico, o historiador deverá dedicar especial atenção aos períodos de transição. Nestes, a estrutura da sociedade se altera, rompendo seu aparente equilíbrio, e o processo histórico entra em uma fase de transformações.

Às vezes, as transformações se aceleram, atropelando o caráter gradual que caracteriza as fases de transição. Neste caso, temos uma revolução; nela, o fluxo histórico aparentemente quebra a continuidade do processo, tomando uma nova direção. Nas revoluções, portanto, as transformações, além de profundas, são relativamente rápidas.

Ao contrário do que muitos pensam, as revoluções não são necessariamente políticas ou têm um caráter sangrento. Algumas realmente o tiveram, como a Revolução Francesa ou a Revolução Russa. Mas houve outras menos violentas, embora igualmente dramáticas e responsáveis por transformações profundas; como o Renascimento ou a Revolução Industrial.

A periodização da História

Como a História tem uma duração bastante longa (desde o surgimento da escrita até à atualidade), costuma-se dividi-la em períodos. Tal divisão, porém, é artificial e tem caráter meramente didático, já que não há solução de continuidade no processo histórico.

Tradicionalmente, a História é dividida em quatro idades, todas relacionadas com o Mundo Ocidental: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contempo­rânea.


Artigos de história geral:


A Idade Antiga compreende a história dos gregos e romanos, concluindo-se com as invasões bárbaras do século V d.C. O ano de 476 (deposição do último imperador romano do Ocidente) constitui o marco final desse período, que inclui ainda a história dos povos do Oriente, desde o aparecimento da escrita até àquela data.


A Idade Média estende-se do século V ao século XV - período em que o feudalismo predominou na Europa. Considera-se o ano de 1453 (tomada de Constantinopla pelos turcos e também término da Guerra dos Cem Anos) como a data final da Idade Média.


A Idade Moderna inicia-se em 1453 e termina em 1789, com a eclosão da Revolução Francesa. Esta última constitui o marco inicial da Idade Contemporânea, que se prolonga até aos dias de hoje.


Idade Contemporânea


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